Estamos de volta!!

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O Inverno Chegou...
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17 de nov de 2013

A Lagartixa "Bela" e o Sapo "Confiança"


Estava a lagartixa "bela" deitada sob a sombra de uma enorme árvore pensando numa maneira de atravessar a lagoa a fim de visitar a sua amiga "berê" que morava do outro lado,e resmungava baixinho: 
_Puxa vida como esta lagoa encheu tão rapidamente!!A semana passada ela estava seca que eu a atravessei com segurança e hoje...estou aqui sem poder atravessar. que farei meu Deus?? 
O sapo "confiança" que se refrescava na lagoa escutou os resmungos da lagartixa "bela"e, pulando de pedra em pedra alcançou a margem da lagoa dirigindo-se à ela: 

- Dona lagartixa, eu escutei o seu lamento e vim lhe fazer uma proposta: se a senhora me der dez moscas ou mariposas eu lhe ponho do lado de lá da lagoa.
_ Ora pois não senhor sapo, eu estou justamente levando uma caixa cheia de insetos para a minha amiga "berê" e posso dividi-la com o senhor, meio a meio, assim está bom? 
- Muito bom dona lagartixa mas antes eu quero ver a tal caixa.

 _O senhor não vai querer que eu tire a minha roupa ou levante saia e anáguas para pegar a caixa não é mesmo senhor. sapo? seria muito deselegante da sua parte. 
- Claro que não dona lagartixa, claro que não! Mas me responda só uma coisinha pode ser?
 _ Sim, pode ser, senhor sapo. 
- Por que a senhora. guardou a caixa debaixo da saia? 
_ Ora, ora, senhor, sapo, para não ser assaltada pelo caminho,é claro. 

Faz sentido, faz sentido, resmungou o sapo aproximando-se da lagartixa "bela", ao tempo que lhe falava:
 - Agora dona, lagartixa suba nas minhas costas e segure-se do mesmo jeito que a senhora se segura na parede, para não cair, compreendeu? 
_ Compreendi senhor. sapo e lhe garanto que não vou cair. 
A lagartixa "bela" subiu nas costas do sapo "confiança" agarrando-se às suas costas a fim de não escorregar e cair na água, enquanto ele pulava daqui e dali, entrando na lagoa e, de pedra em pedra, com muito cuidado, chegou ao outro lado. Já em terra firme pediu à lagartixa que descesse e que o fizesse com cuidado para não se machucar. 
"Bela" desceu suavemente das costa do sapo, endireitou as anáguas, saia e laçarotes, esticou seu pescoço até a bochecha de "confiança" onde depositou um belo beijo. 

O sapo meio desconfiado lhe diz: 
- Dona. lagartixa, o acerto não foi esse, está esquecida?
 _ Ora senhor. sapo, vais me dizer que não gostaste do meu beijo? 
Dito isto ela saiu a requebrar enquanto a sua saia e as anáguas faziam um barulhinho de "fru fru" no meio da folhagem deixando para trás o sapo "confiança" indignado por haver sido enganado por uma lagartixa que, sequer, podia atravessar uma lagoa sem a sua ajuda. 
Desde então o sapo"confiança" aprendeu a lição de não mais acreditar nas promessas das lagartixas!
Hummm... às vezes nós temos amiguinhos bem parecidos com a lagartixa "bela", eles prometem mas não cumprem e isto é muito feio. Se prometermos temos que cumprir.
A palavra vale ouro!Depois de pronunciada deixa de nos pertencer e se transforma num compromisso que deve ser cumprido. 
*soninha*

1 de set de 2013

A Balança


Quando menino eu vivia brigando com meus companheiros de brinquedos. E voltava para casa lamuriando e queixando-me deles. Isto ocorria, as mais das vezes, com Beto, o meu melhor amigo.

Um dia, quando corri para casa e procurei mamãe para queixar-me do Beto ela me ouviu e disse 
o seguinte: 

- Vai buscar a sua balança e os blocos. 

- Mas, o que tem isso a ver com o Beto? 

- Você verá... Vamos fazer uma brincadeira. 

Obedeci e trouxe a balança e os blocos. Então ela disse: 

- Primeiro vamos colocar neste prato da balança um bloco para representar cada defeito do Beto. 

Conte-me quais são. 

Fui relacionando-os e certo número de blocos foi empilhado daquele lado.

- Você não tem nada mais a dizer? Eu não tinha e ela propôs: Então você vai, agora, enumerar as 
qualidades dele. Cada uma delas será um bloco no outro prato da balança. 

Eu hesitei, porém ela me animou dizendo: 

- Ele não deixa você andar em sua bicicleta? Não reparte o seu doce com você? 

Concordei e passei a mencionar o que havia de bom no caráter de meu amiguinho. Ela foi colocando os blocos do outro lado. De repente eu percebi que a balança oscilava. Mas vieram outros e outros blocos em favor do Beto. 

Dei uma risada e mamãe observou: 

- Você gosta do Beto e ficou alegre por verificar que as suas boas qualidades ultrapassam os seus 
defeitos. Isso sempre acontece, conforme você mesmo vai verificar ao longo de sua vida. 

E de fato. Através dos anos aquele pequeno incidente de pesagem tem exercido importante influência sobre meus julgamentos. Antes de criticar uma pessoa, lembro-me daquela balança e comparo seus pontos bons com os maus. E, felizmente, quase sempre há uma vantagem compensadora, o que fortalece em muito a minha confiança no gênero humano.

 Wallace Leal V. Rodrigues 

beijinhos de luz

30 de ago de 2013

Aprendendo a Repartir

 
Bruno era um menino que pensava apenas em si mesmo. Não repartia nada com ninguém. Quando ganhava dos avós ou dos tios algum doce, chocolate ou balas, escondia tudo no seu armário. E tão bem fazia que ninguém conhecia seu esconderijo, nem sua mãe. Era seu tesouro. Sabem para quê? 

Para poder comer tudo depois, na hora em que estivesse sozinho. 

A mãe reprovava seu comportamento dizendo: 

- Bruno, meu filho, temos que aprender a repartir o que temos com os outros. Não podemos ser egoístas e desejar tudo para nós. À medida que a gente dá, também recebe. 

Mas o garoto respondia, mal-educado: 

- Eu, hein! Se fui eu que ganhei, tudo é meu! Não abro mão. 

Seus irmãozinhos menores, Breno e Bianca comiam os doces que tinham ganhado e Bruno ficava só olhando, pensando no prazer que teria depois ao apreciar tudo sozinho no seu quarto. Porém, Bruno ia brincar e se distraía, esquecendo que havia guardado os presentes. E o tempo ia passando. 

Um belo dia, os irmãos de Bruno entraram em casa trazendo um pacote de balas e de pirulitos cada um. Vinham contentes, exibindo os doces que tinham ganhado de um senhor que passara na rua distribuindo guloseimas para as crianças. 

Bruno, que estava dentro de casa, nada ganhou, e fez bico: 

- Eu quero também! Eu quero! Dá um pouco pra mim? 

Mas Breno retrucou, decidido, com a aprovação de Bianca, a menorzinha: 

- Não dou não. Você nunca reparte nada com ninguém!

Bruno, irritado e com cara de choro, respondeu: 

- Egoístas! Não faz mal. Tenho muita coisa guardada. Não preciso de nada! Vocês vão ver! 

E correu para o quarto, seguido de perto pelos irmãos, curioso de ver onde ficava o esconderijo que Bruno escondia tão cuidadosamente e que eles nunca tinham conseguido descobrir. Bruno abriu a porta do guarda-roupa, retirou uma gaveta e, no fundo, num espaço vago, bem escondidinho, lá estava tudo o que ele tinha ganhado e que conservara. 

Com ar de triunfo, enfiou a mão e foi retirando chocolates, doces, bolos, balas, diante dos olhos arregalados dos pequenos. Mas, ó surpresa! Com espanto, Bruno notou que os seus doces estavam com aspecto muito feio: os chocolates estavam velhos, os doces tinham se estragado, os bolos estavam azedos, as balas meladas. 

Terrivelmente decepcionado, Bruno percebeu naquele instante que, em virtude do seu egoísmo, não repartira nada para ninguém. E, pior que isso, constatou que ele mesmo não aproveitara as coisas tão gostosas que lhe tinham dado com tanto carinho. Agora, infelizmente, esta tudo estragado e teria que ser jogado no lixo. Sentou-se na cama e, cobrindo a cabeça com as mãos, começou a chorar. 

Seus irmãos, que apesar de pequenos, tinham bom coração, aproximaram-se dele e Breno disse: 

- Não fique triste, Bruno. 

E, sob seu olhar surpreso, repartiram fraternalmente com ele tudo o que tinham ganhado naquele dia. 

- Eu não mereço a generosidade de vocês. Aprendi nesse momento importante lição. Entendo agora o que mamãe quer dizer quando afirma que à medida que a gente dá, recebe. Eu nunca dei nada e nada mereço, mas vocês provaram que têm um bom coração. A partir de hoje, vou procurar ser menos egoísta. Prometo! 

_Célia Xavier de Camargo_
  *Tia Célia* 

12 de jun de 2013

Valorizar-se


Apesar da diferença de idade, as vizinhas Luana e Antônia eram muito amigas. Naquele dia, Antônia encontrou Luana sentada em um canto do quarto, com um olhar triste...

- E aí amiga, a festa bombou?

- É, respondeu Luana, meio sem entusiasmo.

- E essa cara, o que aconteceu?

- Não aconteceu nada. Deixa pra lá...

Um silêncio se seguiu, enquanto Antônia foleava uma revista e Luana permanecia imóvel.

- Tá bom, eu conto! – exclamou Luana. É que eu fiquei com um carinha na festa e agora não acho ele no twitter, no Orkut, nem no msn... Na verdade, não sei nada dele, só o primeiro nome.

Novo silêncio, que é quebrado depois de alguns minutos por Antônia:

- Quer um chiclé?

- Quero!- disse logo Luana. 

Antônia então tirou o chiclete da própria boca e ofereceu à amiga. 

- Que nojo! – reclamou Luana. De onde você tirou essa ideia?

Antônia riu e disse:

- Engraçado... o meu chiclé você não quer. Mas beijou e deu uns amassos em um garoto que você nem conhece... Dele você não teve nojo, né? E se ele tiver hepatite, herpes, cárie? 

Antônia explicou que a cárie e algumas doenças são transmissíveis pelo beijo, inclusive a gripe.

- Sem falar na troca de energias, completou Antônia.

Agora foi a vez de Luana rir, dizendo que a troca de energias foi legal...

Nesse momento, a mãe de Luana entrou no quarto, com um enorme pote de pipocas. Quando ela saiu, Antônia continuou:

- Todas as nossas atitudes e sentimentos deixam marcas, em nós e com quem nos relacionamos. Por isso, é importante conhecermos as pessoas, seus valores e caráter. Você emprestaria o Toy para esse garoto que você ficou?

Toy era o cachorrinho de Luana, seu companheiro inseparável.

- Não emprestaria, né? - completou Antônia. Mas você emprestou a Luana! Valorizar quem gostamos inclui valorizar a si mesma! Valorizar o próprio corpo, a companhia... Se você conhecesse ele um pouco melhor, soubesse que é um cara legal, não estaria com esta cara hoje!

Luana sabia que a amiga estava com a razão. Contou a ela mais sobre a festa, enquanto Antônia explicou que somos responsáveis pelos relacionamentos que cultivamos, e completou: 

- Também no ficar, no namorar, vale aquela regra ensinada por Jesus: “fazer aos outros o que queremos que nos façam”. Se todo mundo seguir, não haverá traições, nem mágoas.

E foi assim, conversando, enquanto comiam pipocas, que Luana prometeu à amiga que teria atitudes diferentes, no futuro.

Claudia Schmidt

5 de jun de 2013

A visão de Joaquina


Joaquina era uma jovem muito alegre, ativa e trabalhadeira. Sabem por que ela era alegre? porque conhecia e tinha consigo um tesouro, o maior tesouro da Terra.

Este tesouro de Joaquina era tão valioso, que a fazia a mulher mais rica da Terra.

Podia haver um rei que possuísse coroas cravadas de brilhantes ou cofres cheios de ouro e pedras preciosas, que ele não seria mais rico que Joaquina.

Podia haver um negociante que tivesse muitas fábricas e industrias, onde milhares de trabalhadores ganhassem o pão de cada-dia, que este negociante, não seria mais rico que Joaquina.

Podia haver um fazendeiro, dono de imensas terras e muitas plantações e gados, que ele não seria mais rico que Joaquina.

Podia haver um homem que fosse dono de uma frota imensa de aviões, trens e caminhões, que ele não seria mais rico que Joaquina.

Um dia Joaquina ia por uma estrada cheia de sol, ia feliz colhendo flores, quando encontrou um lindo menino de nome Marcelo.

- Olá Marcelo, bom dia - disse ela.

- Bom dia - disse Marcelo, que era muito educado e inteligente. O menino olhou para ela curioso. Iam pela mesma estrada. Joaquina tomou umas flores e deu a Marcelo.


- Para que quero flores? - Perguntou o menino que estava aborrecido com alguma coisa.

- Você não quer as flores, Marcel? Está bem. Continuaram andando. Adiante, Joaquina tomou um lanche que era um bolo muito gostoso e quis dar a Marcelo.

- Para que eu quero um bolo? - Perguntou o menino que continuava aborrecido com alguma coisa.


- Você não quer o bolo, Marcel? está bem.

Mais adiante, como estivesse ameaçando chuva Joaquina e Marcelo viram uma cabana e foram se abrigar. Ela acendeu a lareira de falou:

- Quer ouvir uma história. Marcelo?

- Para que eu quero uma história? - Perguntou o menino.

- Nisto bateram à porta e Joaquina foi atender. eram muitas crianças. Elas entraram. Colocaram as flores nos vasos, serviram-se do bolo que Joaquina trazia e pediram para ouvir histórias.

Joaquina contava toda as histórias que sabia. 


O menorzinho dos meninos um pretinho bem pretinho; com um lindo sorriso, chamado Francisco lhe perguntou:

- Joaquina onde está o teu tesouro?

- Do que ele é feito? - Perguntou Soraia.

- Ela tomando o guri no colo, respondeu:

- Meu tesouro é o Amor. Ele é feito de carinho, paciência e perdão. Ele é feito de ternura e trabalho.

- Quem foi que deu o amor pra você - Quis saber Vinicius.

- Quem me deu o Amor foi Jesus. Ele me ensinou que por mais dinheiro que alguém possa ser. Por mais inteligente. Por mais querido, se este alguém não tiver Amor pelos outros será sempre muito pobre, um verdadeiro mendigo.

- E como você distribui o Amor de Jesus? - Perguntou André.

- Nós distribuímos este Amor de muitas formas, também em formato de histórias, como Jesus gostava de fazer. As histórias de Jesus se chamavam parábolas.

- Para que servem estas histórias? - Quis saber Alam.

- Enquanto as histórias são contadas os anjinhos da guarda aproveitam para acender luzinhas dentro das crianças, estas luzinhas podem ser de todas as cores, podem ser acesas no coração, na cabeça, nas mãos, no estômago, nos olhos e nos pés.

- O que acontece quando se acende luzinhas no coração? - Perguntou Jussara.

- Quando acesas no coração, as crianças ficam cada vez mais bondosas.


- E quando acendem luzinhas na cabeça? - Perguntou Tiago, que parara de chorar, pois sempre queria a mamãe por perto.

- Quando acesas na cabeça, a criança fica cada vez mais inteligente.

- E quando acendem luzinhas no estômago? - Perguntou Fabiana.

- Quando acendem luzinhas no estômago a criança fica cada vez mais calmas.

- E quando acendem luzinhas no olhos? - Perguntou curiosa Karina.

- Quando acendem luzinhas nos olhos a criança fica cada vez mais esperta.

- Quando acendem luzinhas nas mãos a criança fica cada vez mais estudiosa e trabalhadeira - Respondeu Joaquina.


- E quando acendem luzinhas nos pés? _ perguntou Renata.

- Quando acendem luzinhas nos pés a criança fica cada vez mais forte.

- E para que servem estas luzinhas? - Perguntou Flávia.

- Estas luzinhas servem para iluminar o caminho, quando chega a noite - Falou Joaquina.

- Para iluminar o caminho à noite a gente usa as luzes das casa e dos postes, dos carros ou lanternas - Falou Marcelo.

- Mas a noite que estamos falando chama-se sofrimento, e para enfrentar esta noite é preciso ter pelo menos uma destas luzinhas acesas dentro de nós, Marcelo.

A chuva tinha passado e Joaquina ia continuar seu caminho e convidou as crianças.

- Vamos juntos?

- Que estrada é aquela? - Perguntou Otávio.


- Ela não se mede por quilômetros, conta-se pelas horas, pelo tempo, pelos anos.

- Onde ela começa? - Perguntou Mayra.

- Ela começa na cidade chamada berço e termina quando encontramos a porteira da morte, que abre a fazenda do mundo Espiritual.

- Você nos leva com você? - Perguntou JoãooMarcos.

- Podemos seguir juntos, pelo menos por um pedaço da estrada. E eu repartirei com vocês tudo de bom que tiver em meu tesouro. 

- Mas e as outras crianças? Você não pode levar todas - Inquiriu Estevão.

- Há muitas irmãs minhas pela estrada. as crianças que não vierem comigo irão com estas minhas irmãs, que também tem o tesouro do Amor que Jesus lhes deu.



- E este tesouro não acaba? - Foi a vez da Cristina falar.

- Este é um tesouro mágico, diferente. Quanto mais você tira dele mais ela aumenta. e nós deixaremos pedrinhas de valor pelo caminho para marcar a estrada certa. Vocês podem me ajudar a marcar e estrada?

- Eu ajudo - Falou Rodolfo, que era o menor do grupo, ganhando até do Francisquinho e do Tiago - O que eu faço?

- Seja obediente para o papai e a mamãe. Aqui está a pedra da obediência. Ela é transparente como a água.


- Eu sou obediente - Redargui Nazira.

- Eu também - Falou José.

- Eu também quero deixar marcas na estrada, como o João e Maria daquela estória que todo o mundo conhece. Falou Isabela.

_ Nunca se canse de aprender. - Disse Joaquina - Esta é a pedrinha verde do esforço próprio.

Mauro gostou tanto da pedra que quis uma igual.

- Está bem - Disse Joaquina, dando-lhe uma pedra turquesa.


- Que pedra é esta? - Falou António.

- É a pedra do respeito aos outros.

- E eu? perguntou ao mesmo tempo Caroline e Vítor.

- Vocês dois marcarão o caminho com estas pedrinhas vermelhas que representam o carinho que devemos dar a todas as criaturas.


- Mas deste jeito não vai sobrar pedra nenhuma para mim - Falou Nazira.

- Você leva estas pepitas douradas.

- O que elas representam?


- Elas representam a alegria, que é o sorriso, a palavra boa, a confiança.

- E eu? - Perguntou José.

- Leva com você a pedra lilás da amizade.Sem amigos a estrada seria um deserto muito triste.


- E que pedrinha eu levo? - Pediu Marcelo António.

- Aqui para você temos a pedra prateada. Ela é toda feita de lágrimas e representa o perdão. Às vezes precisamos perdoar as pessoas, porque elas não nos entendem. 


- E Eu? tem uma pedrinha para mim levar? - Exclamou João Marcos. 

- Você marcará o caminho com a pedra rósea do trabalho, sem o trabalho nada existe.


- Marcelo estava a um canto quieto e calado . Joaquina olhou para ele e pediu.

- Vamos, Marcelo. Para você guardei uma pedra muito valiosa e gostaria que você a levasse consigo.

- Que pedra é essa? - Quis saber o menino.

Ela tomou de si uma linda gema em forma de coração feita com todas as cores do arco-íris e lhe mostrou.


- Esta, meu querido é a pedra da esperança, Eu a venho guardando há muito tempo para todos aqueles que muito amo e gostaria partilhasse comigo do tesouro de Jesus.

Meimei

6 de mai de 2013

A Ovelha Negra



- Ai!!!

Guto ficou tonto com a "bolada" que levou na cabeça. Lúcio, seu vizinho, ao longe, só ria...

- Outra vez esse pestinha! - pensou Guto - menino impossível! Sempre briguento e mal-educado!

Mal-educado... Devia ser isso! Para alguém ser malvado como o Lúcio, provavelmente sua família era uma bagunça e o menino não deve ter recebido uma boa educação.

Mas, que surpresa Guto teve ao conhecer a família de Lúcio! Os pais, Clara e Anselmo, eram pessoas muito boas, sensíveis e gentis, sempre preocupados com a educação moral dos filhos. E os dois irmãos, Ana e Bruno, eram o reflexo dos pais, simpáticos e alegres.

Guto achou Lúcio a verdadeira "ovelha-negra" da família! Não entendia como um filho poderia ser tão diferente dos outros, se recebiam a mesma educação e eram amados igualmente.

O menino resolveu recorrer à jovem Cláudia, coordenadora das aulas de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil:

- Por mais estranho que pareça, Guto, isso é muito comum acontecer. - explicou Cláudia. Através da reencarnação conseguimos entender o porquê: em uma família reencarnam vários espíritos, alguns amigos e com afinidades, outros nem tanto, podendo ser até inimigos ou desafetos de vidas anteriores. Talvez seja o caso da família do seu vizinho.

- Mas... se, com todo o amor que recebeu até agora, o Lúcio não mudou, será que ele não vai mudar?

- Certamente que o amor dedicado ao Lúcio vai surtir efeito! Só que isso pode demorar algum tempo; às vezes anos, ou até em futuras reencarnações. É importante que os pais dediquem tudo o que podem para pacificar um espírito rebelde que vem como filho. O resto é confiar na justiça de Deus e orar para que o filho aprenda bem as lições. Em algum momento da sua longa jornada, a semente irá frutificar.

E Guto entendeu. Refletiu sobre a bondade de Deus, pois dá oportunidades a todos os seus filhos de regenerarem-se. No caso de Clara e Anselmo, perante alguém que, talvez tenham prejudicado em um passado distante. Para Lúcio, a oportunidade de conviver em uma família harmoniosa e feliz para, nesse meio, aprender a amar e perdoar.

Letícia Müller

28 de abr de 2013

A Lição de Doguinho


Doguinho é um cãozinho preto com pintas brancas. Ele mora com seus pais, dona Pintada e seu Preto, em uma casa com um bonito jardim.

Doguinho não é um cãozinho obediente. Sempre reclama para ajudar nas tarefas do lar e nunca quer tomar banho.

Dona Pintada sempre diz:

- Você precisa tomar banho, filho. Se ficar sujo vai adoecer e encher-se de pulgas!

Mas ele não obedecia. Achava que seus pais não tinham razão, reclamava e se escondia em baixo da cama!

Um dia Doguinho resolveu fugir. Pensou: “Se eu fugir não terei mais que tomar banho, nem obedecer à ninguém.”

E fugiu. Andou muito, encontrou outros cachorrinhos e brincou o dia todo. Quando anoiteceu seus novos amigos foram para casa e Doguinho ficou sozinho, em um lugar estranho, sem ter para onde ir. Quis voltar para casa, mas estava perdido. Com fome e frio, latiu muito, reclamou, mas ninguém lhe deu atenção.

O cãozinho pensou em sua cama quentinha, no carinho de seus pais e se arrependeu de ter fugido de casa. Sentou em um canto da calçada e, com medo, chorou baixinho. Lembrou-se, então, de fazer uma prece, pedindo a Deus que lhe ajudasse a voltar para casa.

Pouco tempo depois, ouviu um latido:

- Doguinho! Doguinho!

Eram seus pais, procurando por ele. Doguinho ficou muito feliz em vê-los. Agradeceu a Deus pela ajuda e abraçou-os forte. Prometeu ser um filho obediente e nunca mais fugir de casa.


Claudia Schmidt

17 de fev de 2013

Uma Lição de Amor


Dona Josefa era uma ótima mãe, muito rica e cuidadosa com a sua família, porém não gostava de compartilhar a sua fortuna com os mais necessitados. Tinha apenas um filho, o Julinho que, desde pequeno escutava a mãe aconselhar: 

- Não dê nada seu para menino algum nem reparta a sua merenda com os seus coleguinhas,

Julinho, na sua santa inocência perguntava-lhe: 

_ Por que mamãe? Por que tem que ser assim?

Dona Josefa, com expressão carrancuda, respondia-lhe: 

- Os pais deles que trabalhem para dar o que os filhos precisam.

Julinho era um garoto esperto e inteligente e sabia que muitos pais não trabalhavam porque não encontravam emprego e por isto os filhos passavam algumas necessidades. Acreditando ser assim, ele sempre dividia a sua merenda com os colegas que não levavam, pegava brinquedos usados, esquecidos no fundo do baú e dava ao garotinhos que pediam na sua porta, tendo sempre o cuidado de não deixar a sua mãe ver nem saber.

Um certo dia, chovia muito e ele estava com a sua mãe na parada do ônibus esperando-o,quando chegou uma senhora com três filhos sendo o mais novo um bebê de colo. Julinho enviou à sua mãe um olhar tão triste por ver aquelas pessoas na chuva enquanto eles estava debaixo de uma grande e linda sombrinha, que a sua mãe envergonhada, dirigiu-se à loja mais próxima comprou um guarda chuva enorme e deu de presente àquela senhora para que se abrigasse com os seus filhos,

Dona Josefa sentiu-se muito...muito...muito feliz ao fazer isto e, a partir daquele dia ela passou a ajudar todas as famílias carentes que lhe procuravam.

Julinho, feliz com a transformação da sua mãe, um dia perguntou-lhe:

_ Por que a senhora mudou de ideia quanto a repartir o que temos, mamãe?

- Por que eu vi no seu olhar que você é a felicidade que eu preciso e que você é mais importante que o dinheiro que eu tenho tanto medo de perder. E entendi também que todos nós somos filhos de Deus e que, se Ele cuida de todos nós, por que não tentarmos fazer o mesmo, cuidando dos mais necessitados?

Julinho e dona Josefa, felizes, contaram ao seu Júlio a experiência que vivenciaram e todos sorriram aplaudindo a Generosidade que é a mãe da Caridade!

Trabalhando: Amor ao próximo, Caridade, Solidariedade e Egoísmo.

soninha

beijinhos de luz...


8 de fev de 2013

RESPEITO ÀS COISAS ALHEIAS


Paulinho era um menino que fora criado com todo amor e carinho pelos seus pais. 

Estudava numa escola boa e confortável, tinha professora dedicada e amigos com quem se divertia nas horas de folga. Enfim, era um bom aluno. 

Contudo, certa vez entrou na sua classe um garoto maior que veio transferido de outra escola. De personalidade envolvente, Roberto começou a dominar Paulinho, que passou a ver no novo amigo um líder. 

Desse dia em diante, Paulinho mostrou fraco rendimento escolar, não fazia mais os deveres de casa, tornou-se malcriado e saía sempre à noite voltando tarde ao lar, sem que sua mãe soubesse onde tinha estado. 

Não valeram conselhos e recomendações dos pais e da professora; o garoto cada vez mais mostrava indisciplina, desrespeito e desinteresse por tudo o que lhe fora ensinado até então. 

Seus pais, muito preocupados, não sabiam mais o que fazer. 

Nessa época, o pai de Paulinho começou a ter problemas de saúde. O coração estava seriamente comprometido e era necessário um tratamento rigoroso e muito cuidado. 

Certo dia, Paulinho chegou tarde da noite e encontrou tudo fechado e silencioso. Ninguém em casa. 

Sem saber o que fazer, procurou informações com um vizinho. Assim, recebeu a notícia de que seu pai passara mal e fora levado às pressas para o hospital. 

Com o coração angustiado, correu até o hospital e encontrou sua mãe em prantos. 

— Graças a Deus que você chegou, meu filho — disse ela. 

— Como está papai? — perguntou, aflito. 

— Está sendo atendido pelo médico, Paulinho, mas demoramos muito para vir e temo que o socorro chegue tarde. 

— Mas, por que, mamãe? Por que não pediu para Aninha ligar logo de um telefone público? 


— Eu pedi, meu filho, mas o telefone está quebrado. 

Muito desapontado, o garoto lembrou-se de que fora ele mesmo e seu bando quem destruíra o aparelho por brincadeira. Gaguejando, insistiu: 

— Mas tem um pronto-socorro próximo de nossa casa. Por que a senhora não solicitou uma ambulância? 

Meneando a cabeça, a mãe informou algo desalentada: 

— Tentamos, Paulinho... Mas a ambulância, infelizmente, estava com os quatro pneus cortados, serviço de um bando de garotos desocupados que andam por aí, segundo informaram. 

Corando até a raiz dos cabelos, Paulinho lembrou-se que, também por divertimento, eles haviam estragado os pneus da ambulância que estava estacionada no pátio defronte o pronto-socorro. 


Cheio de vergonha e arrependimento, em lágrimas, Paulinho confessou à sua mãe tudo o que fizera, e concluiu: 

— Se o papai morrer, nunca mais vou me perdoar. Por minha culpa ele não recebeu a assistência urgente de que tanto precisava. 

A mãezinha que ouvia calada afagou-lhe os cabelos e falou com carinho: 

— Sempre é tempo de nos arrependermos de nossas ações más, meu filho. Ore e peça a Deus em favor do seu pai. Ele nunca deixa de nos amparar nas nossas necessidades. 

Algum tempo depois, o médico veio avisar que estava tudo correndo bem e que o paciente logo estaria recuperado. 

Cheios de alegria, mãe e filho se abraçaram, agradecendo a Deus que atendera às suas súplicas. 

E, a partir daquele dia, Paulinho voltou a ser o menino que era antes, reconhecendo que o respeito à propriedade alheia é muito importante, especialmente às coisas públicas que prestam serviço inestimável à população, e que nunca sabemos quando nós também vamos precisar delas. 

Que ele, ao invés de transmitir suas boas qualidades aos amigos indisciplinados, se deixara contaminar por eles. 

Paulinho prometeu a si mesmo que faria tudo o que pudesse para que seus amigos também compreendessem que somente o respeito e o amor ao próximo poderão nos tornar pessoas melhores e mais felizes. 

Fiel às promessas de mudança interior que fizera a si mesmo, Paulinho procurou à companhia telefônica e a direção do pronto-socorro responsabilizando-se pelos estragos verificados e prontificando-se a pagar com seu trabalho os prejuízos que causara.


Tia Célia

18 de jan de 2013

PRETA A HEROÍNA



"(...) É verdade que na maioria dos animais domina o instinto. Mas, não vês que muitos obram denotando acentuada vontade? É que têm inteligência, porém limitada. Não se poderia negar que, além de possuírem o instinto, alguns animais praticam atos combinados, que denunciam vontade de operar em determinado sentido e de acordo com as circunstâncias. (...) O Livro dos Espíritos, questão 593"
José é frentista há muitos anos. Ele trabalha à noite, em um posto em uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul.

Em uma noite fria, apareceu no posto uma cachorrinha faminta, que se aproximou de José, abanando o rabo.

O frentista deu comida e atenção à Preta, como foi chamada a cachorra vira-lata. Aos poucos, ela foi adotada por todos os funcionários do posto, e cada um cuidava dela à sua maneira: conversando, alimentando, brincando, dando água limpa, fazendo de Preta a mascote do lugar.

Ela costumava dormir boa parte do dia e seguia José por toda a parte, durante a noite. Foi ele que percebeu que a cachorrinha engordava a cada dia e, em breve, teria cachorrinhos.

O dia do parto chegou, ou melhor, a noite. José auxiliou no nascimento dos onze cachorrinhos e todos os funcionários do posto ajudaram, no tempo certo, a encontrar um lar amoroso para cada um dos filhotes. 

Preta não se sentia só, tinha a companhia e a amizade de todos que trabalhavam no posto e até de alguns clientes. Mas seu amigo preferido era José, que sabe que os animais são parte da criação de Deus, nossos irmãos. Ele dispensa à Preta um carinho especial e até fez para ela uma capa para aquecê-la nas noites frias de inverno.

A mascote acompanhava José na madrugada em que chegaram ao posto três jovens alcoolizados.

- É um assalto! - anunciaram.

E, nervosos e em desequilíbrio, bateram em José, que caiu no chão.

Preta, então, começou a latir muito alto, como nunca havia feito, e a morder os assaltantes. Enquanto ela ameaçava os três jovens, José conseguiu fugir e chamar ajuda.

Devido ao barulho, às mordidas e à determinação de Preta, os jovens desistiram do assalto, indo embora sem levar nada.

Quando José contou o ocorrido para seus colegas, Preta foi considerada uma heroína. Ela, porém, parece saber que foi apenas uma maneira de retribuir o carinho recebido.

Ter um bichinho de estimação, dispensando-lhe carinho, atenção e os cuidados necessários, como alimentação, moradia, água limpa, é abrir portas para que a bondade de Deus se manifeste de diversas formas, como aconteceu com José e Preta. Conviver com os animais é uma oportunidade de desenvolver virtudes como responsabilidade, respeito, carinho e amor mútuos.

"História baseada em fatos reais"


10 de jan de 2013

Homenzinhos Verdes



Quando Miguel voltou da casa de um amigo, correu ao encontro do irmão mais velho, Fabrício, passando a contar sobre o novo videogame que havia jogado à tarde.

- Eu matei todos os ETs! Disse, todo orgulhoso.

- Você o quê?

Fabrício não compreendia como alguém poderia ficar orgulhoso de matar, seja lá o que fosse!... Além disso, aquela idéia dos seres de outros planetas serem inimigos... Absurda! 

Chamou Miguel para perto de si. Em um livro de Geografia, mostrou o Sistema Solar, o Sol, a Terra e todos os outros planetas. Mostrou ainda a Lua e as estrelas...

- Olhe só, Miguel. Veja quantas coisas lindas Deus criou no Universo!



O garoto fixava os olhos nas figuras. Tudo é tão grande, tão bonito!

- Este planeta aqui, continuou Fabrício, é o nosso: a Terra. E é um dos menores... Mesmo sendo pequeno, nele existem milhares de pessoas, bichos e plantas.

- Eu sei! Vi tudo isso na aula e na TV.

- Pois é. Mas todos esse seres vivos não são um privilégio nosso. Por que Deus teria criado tantos planetas, se os deixasse vazios?

- Quer dizer então que os Extraterrestres realmente existem?



- Bem, em outros planetas também há vida. Não exatamente igual a que existe no nosso. Mesmo porque, cada mundo é diferente: há mundos bastante atrasados, em condições piores que a Terra; há aqueles mais ou menos parecidos com o nosso; e há outros tantos bem mais evoluídos, mais belos, com pessoas mais felizes. Nas reencarnações nós mesmos, já mais evoluídos, poderemos reencarnar nesses mundos! 

- E... se eles resolvessem invadir a Terra? Perguntou Miguel, lembrando os filmes que assistira.



- Bobagem! No Universo somos todos irmãos, todos fomos criados por Deus. Ele, pela reencarnação, nos faz evoluir, e aos planetas também. De acordo com a nossa necessidade, ou por merecimento, poderemos reencarnar em outros mundos.

- Então, ao contrário do que se imagina, em Marte, os homenzinhos não são verdes?



- Quem sabe? De repente, Deus deve gostar de variar... 


Letícia Müller

1 de jan de 2013

A MENINA MALCRIADA


Aninha era uma menina muito malcriada. 

Por qualquer motivo se irritava, jogava-se no chão aos gritos, batendo os pés.

Rasgava todos os livros e revistas que possuía, quebrava os brinquedos caros que ganhava de presente dos pais e brigava sempre com os poucos amiguinhos que ainda tinha. 

Resultado: em pouco tempo ficou sozinha. Tornara-se uma criança tão desagradável que ninguém mais queria brincar com ela. 

Seus pais, carinhosos e pacientes, diziam-lhe com brandura: 

— Não faça assim, Aninha! 

— Não quebre a boneca que é tão linda! 

— Não rasgue o livro que tem uma história tão interessante! 

— Não bata nos seus amiguinhos! 

Mas, qual! Não adiantava aconselhar. 

Depois, Aninha punha-se a berrar que queria outros brinquedos, livros e revistas novas, e não parava de gritar enquanto não lhe satisfaziam a vontade. 

Sua mãe, muito bondosa, já estava desanimada. Não sabia como agir. 

Aninha era sua filha única e a criara com excesso de carinho, atendendo-lhe aos menores caprichos. Agora queria voltar atrás e não conseguia. 

Desesperada, elevava os olhos em prece, suplicando a Deus que a ajudasse, mostrando-lhe como agir, inspirando-lhe qual atitude tomar. Já não sabia mais o que fazer. Não adiantavam conselhos e orientações. Aninha não mudava. 

Certo dia, Aninha tinha sido excessivamente malcriada. Sua mãe, em lágrimas, orou com especial fervor suplicando o auxílio do Pai Celestial. 

Naquela noite, Aninha dormiu. 

Dormiu e sonhou. 

Sonhou que se encontrava em sua própria casa. Viu seu corpo adormecido, sem saber explicar o que estava acontecendo. 

Sentiu-se mais leve e “boiando” dentro do quarto. A princípio achou graça e divertiu-se com a situação. 

Logo, porém, viu entrar no quarto uns seres estranhos que queriam brigar com ela. Acusavam-na de ser má, egoísta e prepotente. 

Olhando-os bem, começou a reconhecer aquelas figuras. Eram personagens dos livros e revistas que rasgara. Estavam zangados porque haviam perdido a sua casa. Com a destruição dos livros e revistas não tinham onde ficar. 

Aninha, assustada, procurava se defender, gritando por socorro, mas ninguém apareceu para ajudá-la. 

Tentou sair do quarto, fugindo pela porta aberta, mas nesse instante apareceram seus brinquedos avançando em sua direção. Todos estragados, faltando peças, a boneca com a perna quebrada, o carrinho sem rodas, o cachorrinho sem orelhas... Enfim, todos em pedaços! 

Apavorada, viu seus amiguinhos que apreciavam a cena pela janela. Gritou por socorro, suplicou por ajuda, mas eles riam dos seus apuros. 

Gritou por sua mãe e seu pai, mas parece que não ouviam seus pedidos de ajuda. 

Depois de muito gritar, lembrou-se de que sua mãe a ensinara a orar. 

Então, em lágrimas, suplicou: 

— Jesus, me ajude! Não sabia quanto mal estava fazendo. Quero me modificar! 

Nesse instante sentiu que caía num buraco muito fundo e acordou em sua cama. A mãe, apreensiva, estava ao seu lado fitando-a, preocupada. 

— O que foi, minha filha? Você estava tendo um sono tão agitado! 

Aninha abraçou-se à mãe dizendo-lhe, em prantos: 

— Ah! Mamãe, se você soubesse! Tive um terrível pesadelo. Mas serviu-me de lição. Prometo ser diferente de hoje em diante. 

E realmente, a partir desse dia, para surpresa geral, Aninha tornou-se uma menina dócil, boazinha e obediente. Passou a cuidar dos seus livros, revistas e brinquedos com carinho, e nunca mais brigou com seus amiguinhos nem desrespeitou qualquer pessoa.

Tia Célia

Célia Xavier Camargo

18 de dez de 2012

O SUSTO


Rafael era um menino muito arteiro. Desses que não param um minuto. 

Desde pequeno dava muito trabalho aos pais, que viviam tendo de protegê-lo a todo instante. 

Assim mesmo, com todos os cuidados, Rafael completara oito anos e já tinha quebrado a perna duas vezes, trincado o osso do braço, cortara duas vezes a cabeça levando vários pontos. Isso sem contar as quedas, os arranhões, os galos e os sustos. 

Ufa! Cuidar de Rafael não era tarefa fácil! 

Sempre tinha alguém gritando: 

— Cuidado, Rafael! 

A mãezinha recomendava-lhe com carinho: 

— Meu filho, não corra tanto! 

— Olhe o buraco! 

— Não atravesse a rua! Olhe o sinal fechado! 

Mas, qual! Rafael, sempre apressado, não dava atenção. 

Um dia, voltando da escola, Rafael viu um amigo do outro lado da rua e não deu outra. Correu para encontrá-lo. A mãe, que caminhava a seu lado, não conseguiu detê-lo. Só conseguiu gritar: 

— Não, Rafael!... Olhe o carro! 

Porém, não deu tempo. O veículo não conseguiu frear a tempo. O motorista, assustado ao ver que o garoto atravessava a rua correndo, ainda desviou o carro, jogando Rafael ao chão. 

Foi aquela correria. Alguém chamou a ambulância, que levou o menino para o hospital. 

Rafael permanecia desacordado. Batera a cabeça no asfalto e esta inconsciente.

Felizmente, não aconteceu nada de grave. 

Enquanto isso, Rafael percebeu que estava num lugar diferente. Olhou em torno e achou tudo bonito. 

Nesse momento aproximou-se um rapaz todo reluzente. Sério, olhou para Rafael e disse: 

— Por pouco você não conseguiu retornar mais cedo. 

— Eu? Retornar para onde? 

— Para o mundo espiritual! Não é isso o que tem tentado sempre? — perguntou o moço. 

O menino respondeu, apavorado: 

— Não!... Não quero deixar minha família, a escola, meus amigos, meu corpo!

Sereno, o rapaz considerou: 

— Então, tenha mais cuidado, Rafael. Cuide bem do seu corpo, proteja-o de perigos. Ele é um grande amigo que você tem e também seu maior tesouro nesta vida. Evite retornar mais cedo porque a responsabilidade será sua. 

Nesse momento, Rafael acordou no hospital. 

Logo viu as fisionomias preocupadas do pai e da mãe. Felizes por vê-lo acordado, eles choravam. 

— Não chorem! — disse ele. — Prometo-lhes que, daqui por diante, terei mais cuidado. 

E contou aos pais a conversa que tivera com o moço luminoso, e eles entenderam o que tinha acontecido com Rafael enquanto estava desacordado. 

Era a resposta do Senhor às suas preces. Juntos, elevaram os pensamentos em oração, agradecendo a Deus. 

A partir desse dia, Rafael transformou-se num outro menino. 

Continuava a ser criança, brincava, jogava bola e se divertia como qualquer outro garoto da sua idade, porém agora tinha mais cuidado e respeito pelo seu corpo e pela sua vida.

Tia Célia

Célia Xavier Camargo 

beijinhos de paz...

Não dê armas às crianças!!

Não dê armas às crianças!!