Estamos de volta!!

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O Inverno Chegou...
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6 de mar de 2016

A Hora do Lanche

Lila e Lulinha são dois irmãozinhos muito unidos que  adoram brincar de pega-pega, esconde-esconde, pega-varetas e outras brincadeirinhas para crianças. 
Eles também adoram a hora do lanche, principalmente se a mamãe deixa que eles escolham o que querem lanchar. 
Os pequeninos amam sorvete! Princialmente se estiver coberto com chocolate, morango, cremes e cerejas. 
Hoje a mamãe deixou que Lili escolhesse o lanche e ela foi exigente: 
- Quero sorvete e bem grandão! 
A mamãe serviu um sorvete bem caprichado aos baixinhos e perguntou: 
_ Vocês querem lanchar sorvete a semana toda? 
** CLAROOOO!!!! - responderam os dois a uma só vez. 
_ Então vocês terão o sorvete mas se prometerem uma coisinha...falou a mãezinha. 
** O QUÊ? - perguntou Lulinha. 
_ Vocês não vão mais deixar brinquedos esparramados pela casa, eles devem ficar arrumadinhos na sua caixa, está bem assim? - perguntou dona Nina a mãezinha dos baixinhos. 
** Está ótimo mami! - gritaram juntos, Lili e Lulinha. 
Lili e Lulinha nunca mais deixaram os brinquedinhos pela casa e todos os dias saboreavam deliciosos sorvetes no lanche. 
Eita coisa boa! 
E você, como deixa os seus brinquedinhos?  
Arrumadinhos na caixa ou esparramados pela casa? rsrs.... 
Aprenda com Lili e Lulinha... 
Arrume-os na caixa !
*soninha*
beijinhos carinhosos.

5 de mar de 2016

Brincando de pega-pega


As travessas joaninhas brincavam de pega-pega lá no alto de uma planta quando escutaram o barulho de um trovão...era um barulhão bem alto que fazia medo...
BRRUUMMM....BRRÃÃÃOOO....

As joaninhas assustadas começaram a correr rapidinho para chegar na sua casinha, quando uma delas falou:

_ Que bobagem correr; nós temos asas, por que não voamos?

- É mesmo, respondeu a outra; então vamos apostar quem chega primeiro?

E lá se foram elas voando ZZZUUUMMMMMM.....ZZZUUUUMMMMM.... bem rapidinho, aceleradas para ver quem chegava em primeiro lugar.

Chegaram juntinhas, ao mesmo tempo!

Entraram na sua casinha onde a mamãe estava esperando-as com um delicioso lanche bem quentinho para que não ficassem gripadinhas.

As joaninhas lancharam e foram dormir juntinhas, na caminha elas faziam planos para novas travessuras quando a chuva parasse.

Assim são as joaninhas pequeninas e felizes que nunca deixam de brincar e nunca ficam tristes.

Elas deixaram docinhos para vocês, e disseram que voltarão outro dia. 



*soninha*

beijinhos tutti frutti

4 de mar de 2016

Os Dois Irmãozinhos


Eram dois gatinhos irmãos muito amigos que nunca se separavam. Iam juntos para a escola, tomavam banho no rio onde brincavam com os peixinhos dourados, saíam para as compras e até dormiam juntinhos na mesma caminha.

Era o nico e o neco. 

O nico era mais velho, maior e amarelado; o neco era mais novinho, menor e escurinho.

Curiosos eles perguntavam aos pais:

- Por que nascemos com a nossa cor diferente?

Os pais respondiam, sorrindo:

- Porque nós queríamos assim: uma amarelinho e um escurinho.

Eles não se importavam por serem diferentes, o que eles queriam saber era porque acontecia de existirem tantos gatinhos com cores tão diferentes...

Um dia, na aula, a professora dona gatonilda falou para eles:

** Não se preocupem com estas coisas mais difíceis. 

Quando vocês estiverem mais crescidinhos vocês irão 
aprender tudo isto e irão ver como é simples...

Agora, é hora de brincar e aprender o mais fácil.

Os gatinhos felizes com a resposta da professora, fizeram suas 
tarefinhas do dia e foram brincar de pega-pega com os coleguinhas.

Quando a aula terminou eles foram para casa e, no caminho, 
se sentaram na grama e ficaram conversando.

Neco, abraçado pelo irmãozinho, pergunta:

- Você gosta de mim?

* Claro, meu irmão! Eu lhe amo muito e vou 
lhe proteger sempre, respondeu nico.

Feliz com a resposta do irmãozinho o gatinho neco falou baixinho:

- Obrigado meu irmão, muito obrigado, jamais me esquecerei disto.

Os dois gatinhos foram para casa, despreocupados e 
felizes por se saberem amados e protegidos.

Ao chegarem em casa entraram cantarolando 
e ouviram os pais falando;

- Estes dois são tão amigos!

Hummmmm...
é muito bonito ver dois irmãos tão unidos!

É mesmo, falou o pai ron ron ron...


*soninha*
beijinhos de luz.

26 de fev de 2016

A Cobrinha Salomé



Salomé é uma cobrinha muito esperta e brincalhona que gosta de ficar esperando as criancinhas passarem por perto dela para dar-lhes um belo de um susto.

Salomé não morde, apenas assusta, porque ela gosta de ver as crianças correndo e dando gritinhos de medo, em busca dos adultos que as protejam.

Uma bela manhã, salomé estava enrolada num galho de uma árvore bonita, esperando as crianças para ela assustá-las, quando Marquinhos chegou bem devagarinho, pisando mansinho para não ser escutado e, bem pertinho da cobra ele gritou:

_ UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU>>>>>

Salomé, coitadinha, levou um susto tão forte que desenrolou do galho e PLAFT! caiu no chão, pálida chorosa, gritando por socorro: 
- socorrrrrooooo....soccooooorrrroooo....

Marquinhos que também é peralta e brincalhão falou com salomé:

- E aí amiguinha salomé?! Ainda vais assustar as criancinhas?

Salomé meio triste meio arrependida falou: 

_ Me desculpa amiguinho, mas o susto já passou e eu vou assustar só um pouquinhoooo....hahaha!!!

Salomé, depois que passou o susto, continuou pregando sustos na criançada que continuou a gritar com medo e tudo ficou igualzinho ao que era.

A cobrinha salomé mandou um recadinho para as crianças, ela disse assim:

_ Crianças, quando encontrarem uma cobra não mexam com ela, porque ela pode ser venenosa e não ser boazinha igual à cobrinha salomé! 

Vou deixar chocolate para vocês, comam, mas  não se esqueçam de escovar os dentinhos...


beijinhos azuis...

*soninha*

22 de fev de 2016

A Abelhinha Feliz


Era uma vez...

...um lindo "apiário" onde havia muitas abelhinhas que trabalhavam no fabrico do mel que
era cuidado pelo pai de Rui, o sr, Alberto.

O sr. Alberto usava uma roupa muito esquisita para não ser picado pelas abelhas e ficava muito engraçado.




Entre as abelhas havia uma que vivia a cantar porque se sentia muito, muito feliz!

A sua mãezinha lhe perguntava:

Abelhinha, por que você canta tanto assim?

- Ah! mamãe, eu vou lhe responder. 
Eu me sinto a abelhinha mais abençoada da Terra.

_ Por que abelhinha? perguntou a sua mãezinha.


- Porque eu aprendi a fabricar mel e sei que ele é muito gostoso e faz bem à saúde das pessoas.

_ Eu também filhinha! Eu sou muito feliz e fico feliz com a sua felicidade. 
Mas sabe de uma coisa filhinha, vamos trabalhar porque se ficarmos tagarelando, adeus mel!!

De mãos dadas, a abelha mãe e a abelhinha filha saíram cantarolando rumo à colmeia a fim de fabricar o delicioso mel.

Depois de algum tempo havia tanto mel que foi preciso levá-lo para ser distribuído entre os alunos e professores da escola onde Ruizinho estudava.

Todos agradeceram e acertaram com o sr. Alberto uma visita ao apiário. 

Quando o coleguinha de Ruizinho, o Marcelinho, escutou a professora falando que, em breve, iriam visitar o apiário, ele não conteve a curiosidade e perguntou:

- Professora, o que é um apiário?

A professora Railda feliz com a curiosidade do menino, toda compenetrada, lhe respondeu:

Apiário, Marcelinho, é um conjunto de colmeias utilizadas para criação de abelhas.
E não me pergunte mais nada porque a pró Diva vai falar sobre este assunto na próxima aula de ciências. 

Controle a sua curiosidade!!

todos sorriram gostosamente...kkkkkk


*soninha**

20 de fev de 2016

O Bosque dos Pirilampos


Era tardinha quando os três irmãos pediram à mãe para deixá-los passear no campo.A mãe temendo que escurecesse e eles se perdessem não consentiu mas eles desobedeceram, saíram sem o seu consentimento e estavam passando por muita dificuldade.

A noite estava mais escura do que o breu, não se enxergava um palmo diante do nariz e Joãozinho, Mário e Norminha estavam perdidos dentro desta imensa escuridão,tudo porque desobedeceram a mãe.

Norminha assustada começou a chorar abraçada ao Mário o irmão mais velho enquanto o Joãozinho pedia que ela se controlasse para não fazer barulho e com isto despertar os bichos que estivessem adormecidos e assim pudessem atacá-los.

Caminhando abraçados, bem devagarinho, aguçando a visão e a audição. bem atentos,tentavam encontrar uma cabana, uma luzinha qualquer que os conduzisse de volta à segurança do lar. 

De repente, a uma certa distância eles observaram um forte clarão iluminando uma área do campo. Guiados pelo brilho se encaminharam até a sua origem quando se depararam com um dos mais bonitos espetáculos da natureza.

Era um bosque de pirilampos!

Eles piscavam alternadamente,sem parar, iluminando toda a área como se muitos holofotes estivessem ligados.

Encantadas e boquiabertas as crianças sentaram-se sob os ramos de uma árvore frondosa e puseram-se a admirar aquela maravilha.Aos poucos eles relaxaram passando a conversar sobre os pirilampos:

- Por que eles piscavam? de onde vinha a sua luz? será que eles dormiam? e muitas outras indagações curiosas.

De repente um grupo formado por alguns pirilampos se aproximou deles e perguntou:

- Vocês estão precisando de ajuda?!

Espantados,entreolharam-se e assentiram,ao tempo em que balbuciaram:

- Sim,estamos perdidos e ansiosos para voltarmos para nossa casa.

-Não se preocupem, falaram os pirilampos.

Nós sabemos onde vocês moram e vamos levá-los de volta.

Os pirilampos se reuniram com mais outros a fim de iluminar a estrada o suficiente não permitindo tropeços nem quedas das crianças e seguiram rumo a casa deles. Ao chegar se despediram e pediram às crianças um favor como agradecimento.

- Crianças, nós lhes ajudamos e agora queremos pedir-lhes um favor:

- Não nos prendam dentro de frascos a fim de ficarem observando a nossa luz piscar porque fomos criados para vivermos em liberdade iluminando as noites escuras dos viajantes perdidos nas matas.

As crianças prometeram que nunca mais fariam isto e pediriam aos amiguinhos que também não o fizessem. Entraram bem devagarinho em casa quando foram surpreendidos pela mãe que os fuzilou com mil perguntas:

- Onde estavam? se perderam? com quem estavam ,fazendo quê? ...estas coisas de mãe!

- Calma mamãe,calma, falou Mário. 
Nós nos perdemos no bosque mas os pirilampos nos ofereceram ajuda e nos trouxeram até aqui.

- PIRILAMPOS! falou dona Rita. Cada dia vocês inventam uma história diferente...rs.

Deixa pra lá,disse Mário aos irmãos.Vamos lanchar e descansar. 

Viram como os adultos nunca acreditam nas histórias das crianças?! 

Acham sempre que elas estão inventando.

*soninha*

beijinhos de luz!

18 de fev de 2016

A Lagoa da Felicidade


Era uma vez...

... um sapinho que vivia numa linda lagoa cheia de pedras bem limpinhas onde ele sentava para tomar sol e ficar cantando. 

Um belo dia apareceu o jacaré buscapé e lhe perguntou:
 _ Sapinho, eu posso morar na sua lagoa?

O sapinho que vivia muito sozinho, deu pulinhos de alegria e, falou:
- Claro meu amiguinho, claro que você pode morar na lagoa onde eu moro.


_ Que bom! agora eu vou ter com quem conversar, disse buscapé.

- E a lagoa não é minha não meu amigo, ela é de todos, falou o sapinho beleléu.

_ Ah! pensei que era sua! falou o jacaré.

- Nãããoooo...ela é de todos! 
E estou muito feliz com a sua chegada pois
assim não fico sozinho.

_ Então, para comemorar, vamos brincar de pega-pega? 
perguntou buscapé.

- Vaaamooossss!!!
 respondeu beleléu, já pulando para lá e para cá enquanto
buscapé corria para lhe pegar.

O sapinho beleléu e o jacaré buscapé vivem,até hoje, muito felizes
na lagoa que eles deram o nome de Lagoa da Felicidade.

*soninha**

beijinhos de alegria.

4 de fev de 2016

Lili e a Baratinha



A vovó Chiquita adora os seus netinhos e contar 
historinhas para eles antes deles dormirem. 


Sentada na sua poltrona, abraçadinha com eles, lá 
estava a vovozinha que sempre começava assim:


_ Era uma vez....


Uma baratinha muito brincalhona que gostava 
de pregar peças nas crianças. 


Um dia a baratinha se escondeu dentro do sapatinho da Lili, 
quando a garotinha foi calçá-lo...


- UUUAAAIIIII.....


O quarteirão inteiro escutou o grito da Lili , que foi 
atendida por sua mãezinha toda cuidadosa:


_ Que foi filhinha, que foi que aconteceu?!


- Uma baratinha mamãe, veja só, disse a menina apontando 
para o bichinho que corria dentro do quarto para lá e para cá...


_ Deixa ela pra lá filhinha, vamos passear, falou a sua mãezinha.


Lili segurou na mão da sua mãezinha, com medo da baratinha, e saíram para passear, enquanto isto a baratinha correu para a casa vizinha a fim de procurar outro sapatinho e se esconder 
dentro dele para pregar um susto em outra criancinha medrosa.


Já na rua a menina perguntou:


-Mamãe, as baratinhas mordem?


_Não filhinha, elas não têm dentes, não podem morder
- respondeu sua mãe.


- E por que todo mundo tem medo delas, mamãe?


_ Porque são feiinhas e sujas filha.


- Elas não tomam banho mamãe?


_ Não filhinha, elas vivem em lixos e lugares sujos...


-Ãhnnn...mas elas são amiguinhas mamãe?


_ As limpinhas, de brinquedo, são ; 
mas as sujas não são não filhinha.


- Tá bom mamãe, agora eu já conheço 
as baratinhas mais um pouquinho. 


Vamos passear...vamos passear e tomar sorvete, 
falou Lili puxando a mãe pela mão ...


******

Ah! A baratinha mandou dizer que ela não prega susto 
em quem não tem medo e deixou um docinho para vocês...



*soninha*

beijinhos de luz!!

2 de jan de 2016

A Menina Dos Fósforos


Fazia tanto frio! 
A neve não parava de cair no leste europeu, e a gélida noite aproximava-se. Aquela era a última noite de dezembro, véspera do dia de Ano Novo. 

Perdida no meio do frio intenso e da escuridão uma pobre menina seguia pela rua afora, a cabeça descoberta e os pés descalços. 

É certo que ao sair de casa trazia um par de chinelos, mas estes não duraram muito tempo, porque eram uns chinelos que já tinham pertencido à mãe, e ficavam-lhe tão grandes, pesados e encharcados de neve que a menina os perdeu quando teve de atravessar a rua, correndo, para fugir de um bonde. 

Um dos chinelos desapareceu no meio da neve, e o outro foi apanhado por um garoto que o levou, pensando fazer dele um berço para a irmã mais nova brincar.

Por isso, a menina seguia com os pés descalços e já roxos de frio; levava no bolso dianteiro do avental uma quantidade de fósforos, e estendia um maço deles a todos que passavam, oferecendo: 

— Quer comprar fósforos bons e baratos? 
— Mas o dia lhe tinha sido adverso. 
Ninguém comprara os fósforos, e, portanto, ela ainda não conseguira ganhar um tostão sequer. 

Sentia fome e frio, e estava com a cara pálida e as faces encovadas. Pobre criança! 

Os flocos de neve caíam-lhe sobre os cabelos compridos e loiros, que se encaracolavam graciosamente em volta do pescoço magrinho; mas ela nem pensava nos seus cabelos encaracolados. 

Através das janelas, as luzes vivas e o cheiro delicioso da carne assada chegavam à rua, porque era véspera de Ano Novo. 

Nisso, sim, é que ela pensava, o que lhe enchia de água a boca. 

Sentou-se no chão e encolheu-se no canto de uma varanda. Sentia cada vez mais frio, mas não tinha coragem de voltar para casa, porque não vendera um único maço de fósforos, e não podia apresentar nem uma moeda; e o padrasto, malvado, seria capaz de lhe bater. 

E afinal, em casa também não havia calor. A família morava numa meia-água, um barraco, e o vento metia-se pelos buracos das telhas, apesar de terem tapado com farrapos e palha as fendas maiores. 

Tinha as mãos quase paralisadas com o frio. Ah, como o calorzinho de um fósforo aceso lhe faria bem! Se tirasse um, um só palito, do maço, e o acendesse na parede para aquecer os dedos...! 

Pegou num fósforo e: Fcht!, a chama espirrou e o fósforo começou a queimar ! 

Parecia a chama quente e viva de uma vela, quando a menina a tapou com a mão.

Mas, que luz era aquela? A menina imaginou que estava sentada em frente de uma lareira cheia de ferros rendilhados, com um guarda-fogo de cobre reluzente. O lume ardia com uma chama tão intensa, e dava um calor tão bom...! Mas, o que se passava? A menina estendia já os pés para se aquecer, quando a chama se apagou e a lareira desapareceu. E viu que estava sentada sobre a neve, com a ponta do fósforo queimado na mão.

Riscou outro fósforo, que se acendeu e brilhou, e o lugar em que a luz batia na parede tornou-se transparente como vidro. E a menina viu o interior de uma sala de jantar onde a mesa estava coberta por uma toalha branca, resplandescente de louças delicadas, e mesmo no meio da mesa havia um ganso assado, com recheio de ameixas e puré de batatas, que fumegava, espalhando um cheiro apetitoso. Mas, que surpresa e que alegria! De repente, o ganso saltou da travessa e rolou para o chão, com o garfo e a faca espetados nas costas, até junto da menina. 

O fósforo apagou-se, e a pobre menina só viu na sua frente a parede negra e fria.

Acendeu um terceiro fósforo. Imediatamente se viu ajoelhada debaixo de uma enorme árvore de Natal. Era ainda maior e mais rica do que outra que tinha visto no último Natal, através da porta envidraçada, em casa de um rico comerciante. Milhares de velinhas ardiam nos ramos verdes, e figuras de todas as cores, como as que enfeitam as vitrines das lojas, pareciam sorrir para ela. A menina levantou ambas as mãos para a árvore, mas o fósforo apagou-se, e todas as velas de Natal começaram a subir, a subir, e ela percebeu então que eram apenas as estrelas a brilhar no céu. Uma estrela maior do que as outras desceu em direção à terra, deixando atrás de si um comprido rastro de luz.

«Foi alguém que morreu», pensou para consigo a menina; porque a avó, a única pessoa que tinha sido boa para ela, mas que já não era viva, dizia-lhe à vezes: «Quando vires uma estrela cadente, um meteorito, é uma alma que vai a caminho do céu.»

Esfregou ainda mais outro fósforo na parede: fez-se uma grande luz, e no meio apareceu a avó, de pé, com uma expressão muito suave, cheia de felicidade!

— Avó! — gritou a menina — leva-me contigo! 
Quando este fósforo se apagar, eu sei que já não estarás aqui. Vais desaparecer como a lareira, como o ganso assado, e como a árvore de Natal, tão linda. Riscou imediatamente o punhado de fósforos que restava daquele maço, porque queria que a avó continuasse junto dela, e os fósforos espalharam em redor uma luz tão brilhante como se fosse dia. 

Nunca a avó lhe parecera tão alta nem tão bonita. Tomou a neta nos braços e, soltando os pés da terra, no meio daquele resplendor, voaram ambas tão alto, tão alto, que já não podiam sentir frio, nem fome, nem desgostos, porque tinham chegado ao reino de Deus.

Mas ali, naquele canto, junto do portal, quando rompeu a manhã gelada, estava caída uma menina, com as faces roxas, um sorriso nos lábios… morta de frio, na última noite do ano. O dia de Ano Novo nasceu, indiferente ao pequenino cadáver, que ainda tinha no regaço um punhado de fósforos.

 — Coitadinha, parece que tentou aquecer-se! — exclamou alguém. 

Mas nunca ninguém soube quantas coisas lindas a menina viu à luz dos fósforos, nem o brilho com que entrou, na companhia da avó, no Ano Novo.

Hans Christian Andersen

16 de dez de 2015

O Pinheirinho Encantado!

 

O Natal chegara mas Joãozinho vivia triste, cabisbaixo, se escondendo pelos cantos da casa, recusava a comida que a sua mãe lhe oferecia, não queria ir à escola pública onde estudava e os seus olhinhos estavam sempre molhadinhos de lágrimas.

Dona Marta, a sua mãe não sabia mais o que fazer para alegrar o seu filho caçula.
Os outros dois, Manuelito e Verônica estavam bem, mas o Joãozinho....ai, meu Deus!! 
Gemia Dona Marta.

Depois do jantar Dona Marta conversou com o pai das crianças, Sr. Roberval, pediu pra ele falar com Joãozinho e tentar descobrir porque ele estava se comportando daquela maneira?!

Seu Roberval atendeu o pedido da esposa e foi conversar com o filho:

- Filho, porque você anda assim tão triste?!


_ Ah! meu pai, eu estou cansado de ser pobre, entra ano e sai ano e nós nunca temos uma árvore de Natal, Papai Noel não nos visita com presentes, não comemos doces nem guloseimas,é sempre a mesma coisa todos os anos, olhamos as vitrines, escutamos a missa pelo rádio e vamos dormir.

- Meu filho, não fale assim! disse-lhe o pai. Nós temos que agradecer a Deus pois temos saúde, um teto onde nos abrigar, um trabalho honesto com um salário que põe o pão de cada dia na nossa mesa.
Tudo isso é bom meu filho, é muito bom!

_ É bom meu pai mas eu queria um pouquinho mais como todas as crianças que têm um Natal recheado de coisas boas.

- Bem meu filho, amanhã vou providenciar uma bela árvore de Natal, um lindo pinheiro!

Seu Roberval foi ao bosque dos pinheiros e pegou um bem pequenino com receio de pegar um maior e o prefeito da cidade reclamar.

O que Seu Roberval não sabia era que aquele "pinheirinho" era mágico!!

O pai de Joãozinho enfeitou o "pinheirinho" com lacinhos coloridos, Dona Marta fez bolinhos
de chuva com os ovos da galinha "cocozita" e uma deliciosa limonada.


Não foi exatamente o Natal com que Joãozinho sonhara mas ele se alegrou  um pouco com os seus irmãos, escutando as histórias que seus pais contaram após o jantar e foram dormir.

Enquanto todos dormiam, na sala começava a magia do "pinheirinho"...


Anjinhos entraram pela janela entreaberta do quarto de Joãozinho, foram até a árvore e a enfeitaram com luzes, flores e estrelinhas; deixaram muitos e muitos presentes para todos e uma mesa repleta de guloseimas deliciosas.

Quando a família despertou e viu aquela maravilha,todos se ajoelharam e agradeceram a Deus pelo presente e ninguém quis saber quem foi que realizou aquela maravilha.


Só pode ter sido Deus, disse Seu Roberval, só pode ter sido Ele!!

Deus realiza milagres na nossa vida!!

** soninha **

beijinhos de luz para todos.

2 de nov de 2015

As Aventuras da Lagartixa Felizberta: O Falso Convite


Vocês se lembram da felizberta a lagartixa que caiu no leite de Dona Zizi?

A bichinha estava descansando quietinha lá no meio das folhas, para não ter que ajudar a sua mãe nas tarefas de casa e nem ir à escola, quando ela viu um serzinho verdinho, verdinho, se aproximando dela, era curucupaco, o papagaio da Dona Zizi.

Sonolenta, a felizberta falou para o papagaio:
- O que você quer aqui na minha árvore meu amiguinho?

_ Sua árvore? 
Indagou o papagaio, surpreso.

- Sim, esta árvore é minha porque bicho nenhum vem aqui a não ser eu...

_ AH! e porque nenhum bicho vem aqui a árvore é sua?
 Ãnãn...eu pensei que era da Dona Zizi, pois está no quintal da casa dela.

- Hummmm...ãããã..ééééé...
Balbuciou a lagartixinha, mas o que eu quero dizer é 
que somente eu venho dormir aqui em cima.

_ Entendi amiguinha, estou brincando com você!! 
Vim mesmo foi para lhe fazer um convite e espero que você aceite.

- Qual convite curucupaco
Do que se trata?

_ Sabe a Dona Zizi, a dona desta casa, desta árvore, aquela velhinha que você mergulhou no leite da xícara dela, perguntou o papagaio, caindo na gargalhada ao se recordar do incidente.

- Claro que me lembro, como poderia esquecer hein curucupaco?

_ Pois ela pediu para eu vir lhe convidar para passar uma tarde na casa dela , tomar chá, comer guloseimas e escutar historinhas, você vai?

- Vou pensar, curucupaco....vou pensar e depois lhe respondo tá?

Curucupaco disse que estava certo e que retornaria no dia seguinte para saber a resposta.
Despediu-se de felizberta e retornou à casa de Dona Zizi.

Mal curucupaco entrou em casa, o cãozinho pipo e a gatinha flor correram ao seu encontro perguntando:

= E aí curucupaco, a lagartixa felizberta acreditou que foi mesmo Dona Zizi que a mandou convidar?

_ Não sei não, disse o papagaio; ela pediu um tempo para pensar e só amanhã me dará a resposta. Eu acho que ela desconfiou que não é verdade.

Enquanto pipo, curucupaco e flor conversavam sobre o falso convite que eles inventaram para pregar uma peça em felizberta, ela, lá no meio da folhagem pensava...pensava...e falava sozinha:

- Será mesmo verdade que Dona Zizi me convidou ou será que curucupaco está querendo me pregar uma peça?

Pensando...pensando...felizberta decidiu e resmungou:
- Eu já sei o que vou fazer!!
Amanhã quando curucupaco chegar para saber da resposta ele vai ver só...se ele pensa que vai me pregar uma peça ele está muito enganado pois sou eu quem vai lhe pegar...

Sorrindo de felicidade a lagartixinha fechou os olhinhos para dormir enquanto lá na sua casa a mãezinha de felizberta chamava pela filhinha e, não obtendo: resposta ela se queixava:

~Ai meu Deus! 
Onde será que minha filha se escondeu?

Enquanto isso, lá no alto da árvore, a lagartixa tramava o seu plano para pegar o curucupaco.

Qual será a peça que a felizberta irá pregar no papagaio?
Logo logo iremos saber ...

*soninha*

beijinhos de luz!

29 de out de 2015

A Fadinha Pérola



Era ima vez, um lindo reino que se chamava Reino Encantado das Fadinhas, enfeitado por muitos rios e lindos mares onde elas costumavam banhar-se e se encantavam com as suas imagens refletidas nas águas cristalinas.

Eram muitos e muitos rios onde nadavam lindos peixinhos coloridos, lagos onde os patinhos passeavam e se divertiam com as maravilhosas borboletas sobrevoando as suas cabecinhas, riachos que corriam por entre árvores e belas cachoeiras caindo lá do alto como se fossem grandes cabeleiras.

Mares e oceanos esplêndidos guardando nas suas profundezas os mais valiosos tesouros da Natureza. 

No meio de tantos tesouros havia um que era muito desejado por todos que sabiam da sua existência; a valiosa Pérola Rosa!

Comentava-se por todo o Reino, que havia uma pérola perfeita, cor-de-rosa,a mais valiosa do mundo, escondida dentro de uma ostra num local onde ninguém poderia chegar, bem lá no local mais profundo do Mar Sereno.

A curiosidade passeava pela cabecinha dos moradores e eles fantasiavam sonhando com a pérola que nunca viram e nem mesmo sabiam se era verdade ou lenda.

Numa bela noite de lua cheia quando algumas fadinhas passeavam pela praia desfrutando da brisa e daquele cheirinho gostoso do mar, uma suave figura saiu de mansinho de dentro das águas caminhando na direção delas.

Assustada com aquela aparição elas se calaram permanecendo quietinhas esperando para ver o que iria acontecer...

Bem devagarinho, como se flutuasse, a pessoinha foi se aproximando do grupo de fadinhas e, quanto mais se aproximavam mais elas percebiam as suas formas iguais às delas deixando-as meio assustadas e meio confiantes...

- É uma fadinha igual a nós! 
gritaram todas de uma só vez.

_ Sim, sou mesmo uma fadinha igual a vocês, não tenham receio de mim pois não farei mal algum a vocês.

- Como você saiu das águas? 
Onde você estava? 
Como é o seu nome?
- Onde você mora?

Eram muitas perguntas ao mesmo tempo, todas estavam curiosas para saber mais daquela pessoinha saída do mar..

_ Bem, disse a pessoinha, o meu nome é Pérola e eu estive muito tempo passando por um encantamento no fundo do Mar Sereno.

- Ah! Então é verdade? 
Você é a pérola rosa?

_ Sim! sou eu mesma, falou Pérola Rosa. 
Fui encantada por uma bruxa muito má que me transformou 
numa pérola e me isolou no fundo do mar dentro de uma ostra.


- E como você conseguiu sair de lá? 
perguntaram curiosas.

_ Foi o desejo de vocês! Vocês falavam tanto em mim,Todos me desejaram tanto durante dias e noites que o desejo de vocês se transformou numa força de luz que me trouxe até aqui.

- Que história linda! falaram as fadinhas. 
E você vai morar conosco?

_ Claro! disse a Fadinha Pérola, afinal de contas aqui é o Reino Encantado das Fadinhas, não é mesmo?

- Sim, sim...é sim, e se não fosse nós daríamos um jeitinho ...responderam com uma risadinha brilhando nos seus lindos rostinhos.

Aquela pérola valiosa escondida lá no fundo do mar que na verdade era a Fadinha Pérola, passou a morar naquele Reino lindo onde todos viviam para a prática do Amor.

A Fadinha Pérola nos ensinou que, se desejarmos algo com todo o nosso coração, nós conseguimos realizar nosso desejo e por isto mesmo devemos sonhar e desejar coisas boas para nós e para todos que amamos.

*soninha*

beijinhos de alegria!!

28 de out de 2015

As Aventuras da Lagartixa Felizberta: Mergulho no Leite



Felizberta era, sem dúvida alguma, uma lagartixa muito especial. 

O seu nome havia sido escolhido por sua mãe que falou para ela:
~Eu escolhi esse nome pra você minha filha, porque desejo que você seja muito "feliz"!

Mas a lagartixinha retrucou:
- Mamãe, então a senhora deveria ter colocado apenas "Feliz", por que Felizberta?

~Ah! minha filhinha, falou a lagartixa mãe, a sua vovozinha, minha mãe, chamava-se Lisberta, então eu juntei Feliz + Berta,  o Feliz que eu desejo que você seja e o finalzinho do nome de mamãe e fiz o seu nome.

Felizberta caiu na gargalhada misturada com lágrimas,se lamuriando por causa do seu nome que ela dizia ser muito feio e não lhe agradar nem um tiquinho

A lagartixa era muito, muito, parecida com as folhas secas das árvores, sabendo disto, costumava fazer as suas aprontações depois corria e se escondia por entre as folhas para que ninguém lhe encontrasse.

Um dia felizberta amanhecera com uma fome terrível mas a sua mamãe não havia preparado o desjejum porque estava meio gripada e continuava de repouso no leito.

Ao invés de ir ver a sua mãezinha e saber se ela estava precisando de alguma coisa, ela resolveu furtar alguns petiscos na mesa do café da Dona Zizi.

Devagarinho lá se vai felizberta falando baixinho:
" vou pegar alguns petiscos bem saborosos da Dona Zizi, deitar debaixo da sua mesa e comer bem devagarinho, saboreando aquelas gostosuras..."

A lagartixa subiu na mesa,beliscou uns pedacinhos do bolo de fubá, saboreou umas bolachinhas de amido, quando se preparava para degustar  uns golinhos do leite morninho e cheiroso na xícara da Dona Zizi, felizberta levou um escorregão no pires de porcelana e PLAFT! caiu dentro da xícara.

- Aff! que horror! praguejou felizberta, enquanto se esforçava para pular fora da xícara antes que a boa velhinha chegasse e lhe esmagasse com umas boas vassouradas.

Pula daqui, escorrega dali, sacode um pouco...e...
- Até que enfim! gritou a lagartixa enquanto corria pela mesa molhando a toalha com o leite que escorria do seu corpo.

Por um triz, por pouco, muito pouco, a lagartixa conseguiu se esconder no alto da árvore do quintal da Dona Zizi, por entre as folhas, tiritando de medo de ser encontrada e alguém pudesse descobrir a sua peripécia.

Dona Zizi, tadinha, nem desconfiou que a sua mesa havia sido visitada pela lagartixa felizberta e que a sua xícara de leite havia sido, por alguns segundos, uma boa banheira, para ela.

Despreocupada, cantarolando, Dona Zizi sentou-se à mesa para tomar o seu café, viu a toalha ainda úmida do leite esparramado pela lagartixa, então falou:

_ É! Estou ficando uma velha muito distraída, como não vi que a toalha estava úmida e coloquei na mesa?!

Ali, na sua casinha humilde, na companhia do seu cãozinho pipo, a gatinha flor e o papagaio curucupaco, Dona Zizi, tomou o seu café, agradecendo a Deus pela companhia dos seus bichinhos de estimação, falando em voz alta:

= Obrigada meu Deus pelos meus amiguinhos que me fazem companhia, pelo meu alimento, pela minha casinha, e se for possível Senhor, manda uma lagartixinha vir morar aqui em casa, eu prometo que cuidarei dela com muito carinho.

Pipo, flor e curucupaco escutaram o pedido de Dona Ziza, olharam uns para os outros, piscaram os olhinhos e deram uma risadinha...

O que será que eles pensaram, por que sorriram e o que será que eles irão fazer??

Eu hein! 
Vamos aguardar...

*soninha*

beijinhos de luz...

Não dê armas às crianças!!

Não dê armas às crianças!!