beijinhos de luz!!
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18 de mai de 2015
16 de mai de 2015
15 de mai de 2015
O Cavalo e o Burro
O cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade. O cavalo contente da vida, folgando com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro — coitado! Gemendo sob o peso de oito. Em certo ponto, o burro parou e disse:
— Não posso mais! Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso irmãmente, seis arrobas para cada um.
O cavalo deu um pinote e relinchou uma gargalhada.
— Ingênuo! Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro? Tenho cara de tolo
O burro gemeu:
— Egoísta, Lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga de quatro arrobas e mais a minha.
O cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso. Logo adiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta.
Chegam os tropeiros, maldizem a sorte e sem demora arrumam com as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta. E como o cavalo refuga, dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade.
— Bem feito! Exclamou o papagaio. Quem mandou ser mais burro que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso? Tome! Gema dobrada agora…
"Devemos ser justos com nossas obrigações, pois o egoísmo não nos leva a lugar algum. Assim como aconteceu com o cavalo mais cedo ou mais tarde nossas ações podem nos trazer sérios problemas."
**Monteiro Lobato**
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28 de abr de 2015
O Cão Raivoso
Um cachorro costumava atacar de surpresa, e morder os calcanhares de quem encontrasse pela frente.
Então, seu dono pendurou um sino em seu pescoço, pois assim podia alertar as pessoas de sua presença, onde quer que ele estivesse.
O cachorro cresceu orgulhoso, e vaidoso do seu sin8o, caminhava tilintando-o pela rua, como se aquilo fora um grande trófeu por méritos, que o tornava superior aos demais.
Um velho e experiente cão de caça então lhe disse:
"Por quê você se exibe tanto? Este sino que carrega, acredite, não é nenhum indício de honraria, mas antes disso, uma marca de desonra, um aviso público para que todas as pessoas o evitem por ser perigoso."
*Esopo*
Moral da História:
Engana-se quem pensa que o fato de ser notório o tornará honrado.
4 de mar de 2015
O Burro Juiz
Disputava a gralha com o sabiá, afirmando que a sua voz valia a dele. Como as outras aves rissem daquela pretensão, a bulhenta matraca de penas, furiosa, disse:
— Nada de brincadeiras. Isto é uma questão muito séria, que deve ser decidida por um juiz. Canta o sabiá, canto eu, e a sentença do julgador decidirá quem é o melhor artista. Topam?
— Topamos! piaram as aves. Mas quem servirá de juiz?
Estavam a debater este ponto, quando zurrou um burro.
— Nem de encomenda! exclamou a gralha. Está lá um juiz de primeiríssima para julgamento de música, pois nenhum animal possui maiores orelhas. Convidê-mo-lo.
Aceitou o burro o juizado e veio postar-se no centro da roda.
— Vamos lá, comecem! ordenou ele.
O sabiá deu um pulinho, abriu o bico e cantou. Cantou como só cantam sabiás, garganteando os trinos mais melodiosos e límpidos. Uma pura maravilha, que deixou mergulhado em êxtase o auditório em peso.
— Agora eu! disse a gralha, dando um passo à frente.
E abrindo a bicanca matraqueou uma grita de romper os ouvidos aos próprios surdos.
Terminada a justa, o meritíssimo juiz deu a sentença:
— Dou ganho de causa à excelentíssima senhora dona Gralha, porque canta muito mais forte que mestre sabiá. (*)
Quem burro nasce, togado ou não, burro morre.
*Monteiro Lobato"
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2 de mar de 2015
A Língua Mordida Pelos Dentes
Um rapaz que tinha o vício de falar mais do que devia.
- Que língua! – Suspiravam, um dia, os dentes.
– Nunca está quieta! Nunca se cala!
- Que estão vocês a murmurar?
– Replicou a língua com arrogância.
–Vós, os dentes, não sois mais do que servos unicamente encarregados de mastigar os alimentos que eu escolho. Entre nós não há nada em comum e não vos permito que se metam nos meus assuntos.
Deste modo, o rapaz continuava a dizer coisas que não vinham a propósito, enquanto a língua, feliz, conhecia todos os dias novas palavras.
Um dia, o rapaz depois de ter feito uma tolice autorizou que a língua dissesse uma grande mentira.
Mas os dentes, obedecendo ao coração, morderam-na.
A língua ficou corada de sangue e o rapaz, arrependido, corou de vergonha.
Desde aquele dia a língua tornou-se cautelosa e prudente e antes de falar pensava duas vezes.
*Leonardo Da Vinci*
Aprenderam crianças??
Devemos falar apenas o necessário e NUNCA falar mentiras ou algo que possa magoar as pessoas...
beijinhos de luz!!
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7 de nov de 2014
A CORRIDA DOS SAPINHOS


Era uma vez uma corrida de sapinhos: o objetivo era atingir o alto de uma grande torre.
Havia no local uma multidão assistindo para vibrar e torcer por eles.
Começou a competição... mas a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre. O que mais se ouvia era:
- Que pena, esses sapinhos não vão conseguir.... não vão conseguir!
E os sapinhos começaram a desistir. Mas havia um que persistia e continuava a subida em busca do topo. E a multidão continuava gritando:
- Que pena, esses sapinhos não vão conseguir.... não vão conseguir!
E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um, menos aquele que continuava tranqüilo, embora arfante. Ao final da competição, todos haviam desistido, menos ele. A curiosidade tomou conta de todos.... queriam saber o que tinha acontecido. E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, descobriram que ele era surdo.
Ou seja.... não permita que as pessoas com o péssimo hábito de serem negativas derrubem as melhores e mais sábias esperanças de seu coração.
Lembre-se sempre: há poder em nossas palavras e em tudo o que pensamos.
*Monteiro Lobato*
bjs,soninha
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22 de out de 2014
A Aranha e as Uvas
Uma aranha observou durante dias a fio os movimentos dos insetos, e notou que as moscas ficavam em torno de um grande cacho de uvas muito doces.
- Já sei o que fazer – disse ela para si mesma.
Subiu para o alto da parreira e, por meio de um tênue fio, desceu até o cacho de uvas, onde instalou-se num pequenino espaço entre duas frutas.
De dentro do esconderijo começou a atacar as pobres moscas que vinham em busca de alimento.
Matou muitas delas, pois nenhuma suspeitava que houvesse ali uma aranha.
Porém em breve chegou a época da colheita.
O fazendeiro foi para o campo, colheu o cacho de uvas e atirou-o para dentro de uma cesta, na qual se viu espremido junto com os outros cachos.
As uvas foram a armadilha fatal para a aranha impostora, que morreu exatamente como as moscas que enganara.
*Leonardo da Vinci*
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6 de out de 2014
O Cão e o Osso
Uma vez um cão roubou um osso a um carniceiro.
Depois fugiu pela rua abaixo a toda a velocidade, atravessou a aldeia e as colinas, e foi ter a uma ponte de madeira sobre um regato. Parou em cima dela, ofegante, para olhar a água limpa e mansa.
E deu um pulo de espanto. A olhar para ele, debaixo da água, estava outro cão. O primeiro cão ladrou furioso para o outro cão, e este ladrou furioso para ele.
O primeiro cão sentiu crescer-lhe água na boca.
«Se eu apanhasse aquele osso – pensou ele, cheio de cobiça – podia comê-lo agora e guardar o meu para mais tarde. Conheço um sítio bom para o enterrar. Além disso, aquele osso parece melhor do que o meu.Tem mais carne agarrada.»
O primeiro cão rosnou ameaçadoramente, e o cão que estava na água mostrou também os dentes e parecia querer atacá-lo.
– Queres guerra, ahh? – ladrou o primeiro cão, e abriu a boca para tirar o osso ao segundo cão.
Zás! O osso do primeiro cão caiu no regato e foi arrastado pela corrente.
Ladrando furiosamente, o cão debruçou-se para o atacar, mas quando o osso caiu na água, o segundo cão desapareceu com ele.
E, conforme a água voltava a alisar-se, o cão ficava cheio de espanto – e de fome – olhando para a sua próxima imagem reflectida no regato.
"Desconheço o Autor"
beijinhos de luz!!
2 de set de 2014
O Papel e a Tinta
Certo dia, uma folha de papel que estava em cima de uma mesa, junto com outras folhas exatamente iguais a ela, viu-se coberta de sinais.
Uma pena, molhada de tinta preta, havia escrito uma porção de palavras em toda a folha.
— Será que você não podia ter me poupado desta humilhação?
– disse a folha de papel, furiosa, para a tinta.
— Espere!, respondeu a tinta. Eu não estraguei você. Eu cobri você de palavras. Agora você não é mais uma folha de papel, mas sim uma mensagem. Você é a guardiã do pensamento humano. Você se transformou num documento precioso.
Pouco depois, alguém foi arrumar a mesa e apanhou as folhas de papel para jogá-las na lareira. Subitamente, reparou na folha escrita com tinta. Então, jogou fora todas as outras, e guardou apenas a que continha uma mensagem.
Moral da História:
Humilhe-se sob as marcas do Senhor, no final
elas que farão a grande diferença em sua vida!
**Leonardo da Vinci**
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20 de ago de 2014
A Raposa e o Corvo
Um corvo faminto furtou um belo queijo e, com ele no bico voou para o alto duma árvore.
A raposa o viu e gritou para o alto:
Bom dia, belo corvo!
Que lindas são suas pernas, que belo seu porte, que elegante a sua cabeça!
Sou capaz de jurar que um animal bonito assim há de ter também uma bonita voz!
Cante, que eu quero ouvi-lo!
O corvo, envaidecido, abriu o bico para cantar.
E o queijo caiu na boca da raposa.
Moral da História - "Os elogios exagerados são sempre suspeitos."
*Esopo*
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6 de ago de 2014
A Aranha e a Abelha
Certo dia uma aranha encontrou um local onde havia muitas moscas.
Imediatamente pôs mãos à obra, tecendo uma teia.
Escolheu dois galhos como apoio e começou a trançar para lá e para cá, entre um e outro galho.
Tecendo seu fio de prata, construiu sua teia.
Quando terminou o trabalho escondeu-se atrás de uma folha.
A espera foi breve.
Logo uma mosca curiosa viu-se presa à teia.
A aranha precipitou-se e devorou a mosca.
Porém uma vespa, pousada numa flor, a tudo assistira.
Imediatamente voou para cima da aranha e furou-a com uma ferroada.
*Leonardo da Vinci*
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Leonardo da Vinci
29 de jul de 2014
A Raposa e as Uvas
Uma raposa faminta entrou num terreno onde havia uma parreira, cheia de uvas maduras, cujos cachos se penduravam, muito alto, em cima de sua cabeça.

A raposa não podia resistir à tentação de chupar aquelas uvas mas, por mais que pulasse, não
conseguia abocanhá-las
.

Cansada de pular, olhou mais uma vez os apetitosos cachos e disse:
- Estão verdes . . .

É fácil desdenhar daquilo que não se alcança.
*La Fontaine*
- Imagens ilustrativas -
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Jean de La Fontaine
24 de jul de 2014
A Gansa dos Ovos de Ouro

Certa manhã, um fazendeiro descobriu que sua gansa tinha posto um ovo de ouro. Apanhou o ovo, correu para casa, mostrou-o à mulher, dizendo:
- Veja! Estamos ricos!
Levou o ovo ao mercado e vendeu-o por um bom preço.
Na manhã seguinte, a gansa tinha posto outro ovo de ouro, que o fazendeiro vendeu a melhor preço.
E assim aconteceu durante muitos dias.
Mas, quanto mais rico ficava o fazendeiro, mais dinheiro queria.

E pensou:
"Se esta gansa põe ovos de ouro, dentro dela deve haver um tesouro!"
Matou a gansa e, por dentro, a gansa era igual a qualquer outra.

"Quem tudo quer tudo perde".

*Esopo*
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21 de jul de 2014
O Vento e o Sol
O vento e o sol estavam disputando qual dos dois era o mais forte.
De repente, viram um viajante que vinha caminhando.
- Sei como decidir nosso caso. Aquele que conseguir fazer o viajante tirar o casaco, será o mais forte. Você começa! - propôs o sol, retirando-se para trás de uma nuvem.
O vento começou a soprar com toda a força. Quanto mais soprava, mais o homem ajustava o casaco ao corpo. Desesperado, então o vento retirou-se.
O sol saiu de seu esconderijo e brilhou com todo o esplendor sobre o homem, que logo sentiu calor e despiu o paletó.
O amor constrói, a violência arruína
*Esopo*
14 de jun de 2014
O Lobo e a Garça
Um Lobo, ao se entalar com um pedaço de osso, combinou com uma garça, para que esta colocasse a cabeça dentro da sua goela, e de lá pudesse retirá-lo.
Em troca teria de lhe dar uma grande quantidade em dinheiro. Quando a Garça retirou o osso e exigiu o seu pagamento, o lobo, rosnando ferozmente, exclamou:
Ora, Ora! Você já foi devidamente recompensada. Quando permiti que sua cabeça saísse a salvo de dentro da minha boca, você já foi muito bem paga.
Ao servir a alguém de má índole, não espere recompensas, e ainda agradeça caso o mesmo vire as costas e vá embora sem lhe fazer mal algum.
*Monteiro Lobato*
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20 de mai de 2014
O Macaco e o Gato
Simão, o macaco, e Bichano, o gato, moram juntos na mesma casa. E pintam o sete. Um furta coisas, remexe gavetas, esconde tesourinhas, atormenta o papagaio; outra arranha os tapetes, esfiapa as almofadas e bebe o leite das crianças.
Mas, apesar de amigos e sócios, o macaco sabe agir com tal maromba que é quem sai ganhando sempre.
Foi assim no caso das castanhas.
A cozinheira pusera a assar nas brasas umas castanhas e fora à horta colher temperos. Vendo a cozinha vazia, os dois malandros se aproximaram. Disse o macaco:
– Amigo Bichano, você que tem uma pata jeitosa, tire as castanhas do fogo.
O gato não se fez insistir e com muita arte começou a tirar as castanhas.
– Pronto, uma…
– Agora aquela lá… Isso. Agora aquela gorducha… Isso. E mais a da esquerda, que estalou…
O gato as tirava, mas quem as comia, gulosamente, piscando o olho, era o macaco…
De repente, eis que surge a cozinheira, furiosa, de vara na mão.
– Espere aí, diabada!…
Os dois gatunos sumiram-se aos pinotes.
– Boa peça, hem? — disse o macaco lá longe.
O gato suspirou:
– Para você, que comeu as castanhas. Para mim foi péssima, pois arrisquei o pelo e fiquei em jejum, sem saber que gosto tem uma castanha assada…
O bom-bocado não é para quem o faz, é para quem o come.
*Monteiro Lobato*
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23 de mar de 2014
O Leão e o Ratinho
Ao sair do buraco viu-se um ratinho entre as patas de um leão. Estacou, de pelos em pé, paralisado pelo terror. O leão, porém, não lhe fez mal nenhum.
– Segue em paz, ratinho; não tenhas medo do teu rei.
Dias depois o leão caiu numa rede. Urrou desesperadamente, debateu-se, mas quanto mais se agitava mais preso no laço ficava.
Atraído pelos urros, apareceu o ratinho.
– Amor com amor se paga – disse ele lá consigo e pôs-se a roer as cordas. Num instante conseguiu romper uma das malhas. E como a rede era das tais que rompida a primeira malha as outras se afrouxam, pode o leão deslindar-se e fugir.
*Mais vale paciência pequenina do que arrancos de leão.*
'Monteiro Lobato'
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20 de fev de 2014
A Borboleta e a Chama
Uma borboleta multicor estava voando na escuridão da noite quando viu, ao longe, uma luz. Imediatamente voou naquela direção e ao se aproximar da chama pôs-se a rodeá-la, olhando-a maravilhada.
Como era bonita!
Não satisfeita em admirá-la, a borboleta resolveu fazer o mesmo que fazia com as flores perfumadas. Afastou-se e em seguida voou em direção à chama e passou rente a ela.
Viu-se subitamente caída, estonteada pela luz e muito surpresa por verificar que as pontas de suas asas estavam chamuscadas.
“Que aconteceu comigo?” – Pensou ela.
Mas não conseguiu entender. Era impossível crer que uma coisa tão bonita quanto a chama pudesse causar-lhe mal. E assim, depois de juntar um pouco de forças, sacudiu as asas e levantou voo novamente.
Rodou em círculos e mais uma vez dirigiu-se para a chama, pretendendo pousar sobre ela. E imediatamente caiu, queimada, no óleo que alimentava a brilhante e pequenina chama.
- Maldita luz! – murmurou a borboleta agonizante – Pensei que ia encontrar em você a felicidade e em vez disso encontrei a morte. Arrependo-me desse tolo desejo, pois compreendi, tarde demais, para minha infelicidade, o quanto você é perigosa.
- Pobre borboleta! – respondeu a chama – Eu não sou o sol, como você tolamente pensou. Sou apenas uma luz. E aqueles que não conseguem aproximar-se de mim com cautela, são queimados.
*Leonardo da Vinci*
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