Estamos de volta!!

Estamos de volta!!
Viva o Verão...

13 de ago. de 2016

Dia Mundial do Canhoto


Comemorado desde a década de 70, em 1992, o dia 13 de Agosto, foi considerado como o Dia Internacional dos Canhotos. A comemoração deste dia tem sido uma forma de chamar a atenção para as pessoas que têm a mão esquerda como dominante e principalmente para não serem discriminadas num mundo em a grande maioria da população usa a mão direita – os destros.

Essencialmente, o objetivo foi o de desmistificar o uso da mão esquerda para tarefas habitualmente realizadas com a direita. Segundo os estudos cerca de 90% da população é destra e atualmente existem mais jovens canhotos do que idosos canhotos. Possivelmente porque antes os canhotos eram discriminados pela sociedade e, portanto, castigados até “corrigir” o que era considerado um “erro”. Felizmente, o estigma foi-se dissipando.

Eventuais dificuldades encontradas pelos canhotos podem são ultrapassadas com utensílios próprios e comercializados para o esquerdino.

Para escrever, por exemplo, é frequente um canhoto entortar a mão e deitar-se em cima da mesa para conseguir ler enquanto escreve. Já quando se sentam à mesa, um dos primeiros gestos é trocar os talheres. A maior dificuldade surge com a faca de peixe e com as tesouras, o uso das tesouras e alicates de corte estão claramente concebidos para os destros e continua a não ser fácil usar esses utensílios.

Essas dificuldades enfrentadas pelos canhotos começam ainda na infância, quando alguns pais obrigam os filhos a escrever com a mão direita. A psicologia salienta a possibilidade de ocorrência de sérios problemas de aprendizagem para casos como esses. Até mesmo a rotina diária de um canhoto pode se mostrar uma tarefa complexa. O canhoto terá de aprender a mudar a velocidade do carro com a mão direita, e não com a esquerda, que seria seu primeiro impulso. Em casos mais graves, acidentes de trabalho em função da necessidade de adaptação a máquinas e instrumentos originalmente projetados para destros. O uso do computador também fica prejudicado, já que os números e as setas direcionais do teclado do computador estão todas no lado direito. Até maçanetas são projetadas para destros.

O cérebro divide-se em dois hemisférios – direito e esquerdo – e cada um controla os movimentos da parte oposta do corpo. Ou seja, os gestos que fazemos com a mão esquerda, o pé esquerdo e o olho esquerdo são controlados pelo hemisfério direito, enquanto os movimentos do lado direito do corpo são controlados pelo hemisfério esquerdo. Assim sendo, uma vez que a maioria das pessoas é destra o hemisfério que predomina é o esquerdo. Nos indivíduos canhotos é o hemisfério direito que lidera.

São vários os estudos que indicam que os canhotos pensam mais rápido quando praticam determinadas atividades como: conduzir, jogos de computador ou praticam desporto. Pesquisas recentes referem que os canhotos têm uma ligeira vantagem de pensamento em relação aos destros, o que seria explicado pelo fato de os destros utilizarem apenas um hemisfério (o direito) para processar a linguagem e muitos canhotos usarem os dois hemisférios, esta vantagem é visível em várias atividades. O uso de ambos os hemisférios, torna o indivíduo mais imaginativo, mais capaz de resolver questões difíceis do seu dia-a-dia e há mesmo investigadores que afirmam que os canhotos têm uma visão diferente do mundo ou que são mais suscetíveis a uma série de problemas de saúde.

Uma das razões para que se tenha desmistificado o facto de ser canhoto, foi o de se ter passado a associar esta característica a nomes sonantes que são ou foram canhotos. Exemplos de canhotos famosos são: Albert Einstein, Alexandre o Grande, Ayrton Senna, Bill Gates, Charlie Chaplin, Gandhi, Leonardo da Vinci ou Beethoven, Paul McCartney, Pelé, entre outros.

12 de ago. de 2016

Mosquitinho, Mosquitinho


Mosquitinho, mosquitinho
Não venha me picar
Eu sou pequenininho
E gosto de brincar!

Me disseram que você
É da dengue o transmissor
Eu não quero adoecer
Só desejo muito amor!

Mosquitinho, mosquitinho
Ó terrível mosquitinho
Lembre sempre que as crianças
Só precisam de carinho!

Se você não tem amor
Para nos oferecer
Porque, ó mosquitinho...
Quer nos adoecer?!

******
Senhores adultos, o combate ao mosquito da 
dengue é feito 365 dias ao ano. 

Estejam alertas! 
Ensinem as crianças a combaterem o mosquito
Criancinhas também adoecem...

******
*soninha*

beijinhos de luz!

O Touro e a Cabra

A arma do Covarde é a sombra que o oculta...

Certa vez, um Touro, fugindo da perseguição de um feroz Leão, se escondeu numa caverna que os pastores costumavam usar para abrigar seus rebanhos durante as tempestades ou ao cair da noite.

Ocorre que um desses animais, uma Cabra, que estava escondida na parte de trás da gruta, se achando dona do lugar, tão logo viu o Touro entrar, distraído que estava, extenuado e tentando se recuperar do tremendo susto que levara, aproveitando-se da situação, pelas costas, covardemente o atacou dando-lhe marradas com seus chifres.

Como o Leão ainda estava circulando em volta da entrada da gruta, o Touro teve que se submeter à aquela incompreensível agressão e injustificável insulto.

Então ele disse à Cabra em tom de alerta:

"Você não acredita que estou me submetendo, sem reagir, a esse injusto e covarde tratamento porque tenho medo de você não é? Mas, te prometo uma coisa, Quando o Leão for embora, aí sim, te colocarei no teu devido lugar, e acredite, disso tenho a mais absoluta certeza, te darei tamanha lição que, decerto dela, enquanto viveres, jamais irás esquecer..."

Moral da História:
Obter vantagem a partir da vulnerabilidade alheia 
é a mais pura expressão da maldade...

"Esopo"

beijinhos de luz!!

Dia Nacional das Artes


Beijinhos de luz!

Dia Nacional da Juventude


DNJ: a juventude em um dia de festa

O Dia Nacional da Juventude (DNJ) surgiu em 1985, durante o Ano Internacional da Juventude, promovido pela Organização das Nações Unidas. Estava evidente que a juventude precisava mobilizar-se e construir espaços de participação, para pensar e repensar uma nova sociedade.


Todos os anos organiza-se um dia de festa da juventude, sempre com um tema importante a ser debatido e trabalhado com grupos. Nos dizeres de Dalmo Coelho C. Filho, "a juventude brasileira é uma das parcelas mais sofridas da sociedade (a mais atingida pelo desemprego e pela violência), mas a alegria e a vontade de estar junto também são uma de suas marcas”.

O DNJ é o principal evento da Pastoral da Juventude e acontece em todo o país, em todos os estados. Foi pensado como um dia em mutirão, planejado antecipadamente, com a divisão de tarefas bem definida e uma boa avaliação ao final.

O período de existência do DNJ tem sido um tempo de discussões férteis entre os grupos de todo o Brasil, na intenção de promover o protagonismo juvenil, defender a vida da juventude, anunciar sinais de vida e denunciar sinais de morte.

A realização do DNJ acontece todos os anos no último domingo do mês de outubro, exceto em ano eleitoral, quando se antecipa ou a celebra em domingo posterior.

11 de ago. de 2016

Dia do Estudante!


Parabéns a todos os estudantes!

9 de ago. de 2016

A vovó tá que tá...


A vovó está preguiçosa 
Já não quer mais trabalhar
Quer ficar no "Facebook"
Dia e noite sem parar
Se ela põe feijão no fogo
Logo...logo vai queimar


Inda hoje a ouvi dizendo
Que sonhava em encontrar
Uma vassourinha mágica
Pra sua casa, ela limpar
Pouparia o seu trabalho
Só a poeira, pra espanar.


Não desgruda o "notebook"
Nem mesmo ao se deitar
Ela o leva para a cama
E começa a digitar
No silêncio, meia noite
Todos ficam a escutar


O que faço com a vovó?
Eu mesma, não sei não
Se eu ficar esperando
Só bebo café com pão
Já tomei uma atitude
Vou fazer meu macarrão!

*soninha*

beijinhos de luz

Dia Internacional dos Povos Indígenas


Em 09 de agosto, é comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas. A criação da data comemorativa pela Organização das Nações Unidas (ONU) pretende garantir condições de existência minimamente dignas aos povos indígenas de todo o planeta, principalmente no que se refere aos seus direitos à autodeterminação de suas condições de vida e cultura, bem como a garantia aos direitos humanos.

A data foi criada por decreto da ONU em 09 de agosto de 1995, como resultado da atuação de representantes de povos indígenas de diversos locais do globo terrestre. Essa atuação visava criar condições para a interrupção dos ataques sofridos pelos povos indígenas em seus territórios, após mais de quinhentos anos da expansão das formas de sociabilidade impostas aos indígenas pelos povos de origem europeia, principalmente.

Após a publicação do decreto, foram constituídos grupos de trabalho para a elaboração de uma declaração da ONU sobre o tema. Em 29 de julho de 2006, o Conselho de Direitos Humanos da entidade internacional aprovou o texto da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Um ano depois, em 13 de setembro de 2007, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Declaração.

Um dos principais objetivos da declaração é garantir aos diversos povos indígenas do mundo a autodeterminação, sem que sejam forçados a tomar qualquer atitude contra a sua vontade, como expresso no artigo 3º: “Os povos indígenas têm direito à autodeterminação. Em virtude desse direito determinam livremente sua condição política e buscam livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural.”

no artigo 1º da Declaração é garantido às diversas etnias indígenas “o pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais reconhecidos pela Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o direito internacional dos direitos humanos.” Dessa forma, a ONU possibilita a equiparação dos direitos das etnias indígenas com os direitos que são garantidos pela entidade aos demais povos e etnias do mundo.

A publicação dessa declaração é um avanço para os povos indígenas, principalmente após o ataque generalizado que sofreram a mando das classes dominantes da Europa após o processo de expansão verificado com as grandes navegações, no século XV. A promulgação da Declaração é um apoio à resistência econômica, política, religiosa e cultural que as diversas etnias indígenas ainda mantêm.

No caso brasileiro, é um importante apoio aos cerca de 850 mil indígenas que habitam o território nacional, divididos em mais de 200 etnias, segundo o levantamento feito pelo Censo Demográfico do IBGE, realizado em 2010.

No Reino das Formiguinhas


No Reino das formiguinhas todos trabalham. 

Nenhuma formiguinha pode ficar descansando enquanto as outras estão trabalhando. 

As mamães, desde muito cedo, quando elas ainda estão pequeninas, começam a ensinar o que uma formiguinha deve fazer para sobreviver.

As mamães chamam as formiguinhas e dizem:

- Não andem pelas calçadas durante o dia porque o pé do humano não tem olhos e pode pisar em cima de vocês e matá-las.

- Não fiquem dormindo o tempo todo porque é preciso armazenar comida para os tempos de chuva.

- Não saiam à noite, mas se saírem tenham cuidado pois alguns humanos gostam de andar durante a madrugada.

- Não saiam se estiver chovendo pois a enxurrada pode carregá-las para bem distante.

- Não entrem em açucareiros pois, se fecharem, vocês ficarão aprisionadas dentro dele.

- Sejam boazinhas e respeitem as coisas dos outros para que sejam respeitadas.

- Não se esqueçam, jamais, que o trabalho é a fonte da vida e deve ser muito, muito valorizado!

As formiguinhas atentas seguem os conselhos das mãezinhas e vivem muito felizes. .

Quando terminam de trabalhar as formiguinhas, com o consentimento da mamãe, vão para os parque onde acontecem os piquiniques dos humanos e começam a saborear as migalhinhas das guloseimas que caem por entre as folhinhas da relva.

- Ah! é uma delícia! dizem as formiguinhas enquanto se deleitam com aquelas maravilhas.

É bem gostosa a vida das formiguinhas, principalmente se elas escutam e obedecem os conselhos da sua mãezinha.

E assim também deve ser com as criancinhas, Elas devem obedecer os conselhos da mãezinha e assim estarão seguras pois as suas mãezinhas somente desejam tudo de bom para elas.

*soninha*

beijinhos de luz!

7 de ago. de 2016

Mamãe Coruja


Mamãe coruja era muito cuidadosa e carinhosa com o seu filhotinho e nunca dormia com medo do gavião vir pegá-lo. 

Na floresta, quando era dia ela trabalhava na sua casinha com o filhote ao seu lado e nã se descuidava um minuto sequer.Estava sempre por perto dele, trocava as suas fraldinhas, dava-lhe mamadeiras quentinhas e cantava canções de ninar para ele dormir enquanto ela lavava a roupa e fazia outros trabalhinhos de casa.

Durante a noite ela dormia com os olhos abertos e o filhotinho no seu colo para que nada lhe acontecesse.

Um dia dona coruja estava muito cansada , cochilou e fechou os olhinhos. 

Foi então que o gavião pegou o seu filhotinho e saiu voando....



Ah! pra que ele fez isto?!

Dona coruja com muita...muita raiva partiu pra cima dele com uma espingarda, deu um tiro na sua asa, ele foi obrigado a soltar o filhotinho; este caiu nas asinhas da sua mãe que já estava na posição certinha de pegá-lo.

E o gavião?! Que foi feito dele?!

hummmmm....este aí fugiu para outra floresta distante e nunca mais se atreveu a vir mexer com dona coruja e o seu filhotinho.

Ah! dona coruja mandou dizer para as criancinhas não terem medo dela porque ela só atira em gaviões e ela gosta muito de crianças e até deixou pirulitos para vocês...querem?!

Peguem, chupem mas não esqueçam de escovar os dentinhos depois de chupá-los...



beijinhos de luz!!

*soninha*

Um Dia Lindo Pra Você!


Muitas e muitas surpresinhas lindas!

beijinhos de luz!

Quem Mora Na Casinha?


beijinhos de luz...

5 de ago. de 2016

A Lenda do Preguiçoso


Diz que era uma vez um homem que era o mais preguiçoso que já se viu debaixo do céu e acima da terra. Ao nascer nem chorou, e se pudesse falar teria dito: 

"Choro não. Depois eu choro". 

Também a culpa não era do pobre. Foi o pai que fez pouco caso quando a parteira ralhou com ele: "Não cruze as pernas, moço. Não presta! Atrasa o menino pra nascer e ele pode crescer na preguiça, manhoso". 

E a sina se cumpriu. Cresceu o menino na maior preguiça e fastio. Nada de roça, nada de lida, tanto que um dia o moço se viu sozinho no pequeno sítio da família onde já não se plantava nada. O mato foi crescendo em volta da casa e ele já não tinha o que comer. Vai então que ele chama o vizinho, que era também seu compadre, e pede pra ser enterrado ainda vivo. O outro, no começo, não queria atender ao estranho pedido, mas quando se lembrou de que negar favor e desejo de compadre dá sete anos de azar... 

E lá se foi o cortejo. Ia carregado por alguns poucos, nos braços de Josefina, sua rede de estimação. Quando passou diante da casa do fazendeiro mais rico da cidade, este tirou o chapéu, em sinal de respeito, e perguntou: 

"Quem é que vai aí? Que Deus o tenha!" 

"Deus não tem ainda, não, moço. Tá vivo." 

E quando o fazendeiro soube que era porque não tinha mais o que comer, ofereceu dez sacas de arroz. O preguiçoso levantou a aba do chapéu e ainda da rede cochichou no ouvido do homem: 

"Moço, esse seu arroz tá escolhidinho, limpinho e fritinho?" 

"Tá não." 

"Então toque o enterro, pessoal." 

E é por isso que se diz que é preciso prestar atenção nas crendices e superstições da ciência popular.


*Giba Pedroza*

Salada de Fruta ao Forno


Sim! Elas combinam bem mais com o verão porque são fresquinhas, ajudam a minimizar o calor, mas se você usar a sua criatividade as crianças vão adorá-las mesmo estando no inverno!

Ingredientes

1 mamão papaia médio maduro e firme, com casca
1 pera madura com casca
1 maçã com casca
1 colher (sopa) de mel de abelha
10 laranjas kinkan
3 ameixas preta | pretas secas
3 damasco secos
1/2 xícara (chá) de uva-passa branca
1/2 litro de suco de laranja de laranja-lima
1/2 xícara (chá) de nozes.

"Modo de Preparo"

Retire as sementes do mamão e corte em pedaços com a casca.

Corte a pera e a maçã em seis partes, mas retire as sementes.

Faça um corte em "X" em uma das extremidades das laranjinhas.

Junte as frutas em uma assadeira e regue com o mel dissolvido no suco.

Asse por 30 minutos, virando as frutas a cada 10 minutos.

Coloque em uma compoteira e polvilhe com as nozes.

Bom Apetite!

O Pescador e Sua Mulher


Era uma vez um pescador e a sua mulher; Viviam numa miserável choupana à beira- mar. O pescador, que se chamava Pedro, ia todos os dias atirar o anzol; mas muitas vezes ficava horas inteiras antes de pescar um só peixe. 

Um dia, em que se achava olhando sempre para os movimentos do anzol, eis que o vê desaparecer e ir ao fundo; puxa, e no fim da linha aparece um grande bacalhau.

Peço-te, disse o animal, que não me tires a vida; não sou um peixe verdadeiro, sou um príncipe encantado. Peço-te que me soltes; dá-me a liberdade, o único bem que me resta. 

- Basta de tantas palavras, respondeu o bravo Pedro. Um peixe que sabe falar, merece bem que o deixem nadar à vontade.

E soltou o animal, que de novo fugiu para o fundo do mar, deixando atrás de si um rasto de sangue. Quando voltou à choupana, contou à mulher sobre o belo peixe que pescara e como lhe dera a liberdade. 

- E não lhe pediste nada em troca? disse sua mulher. 

- Eu não, o que poderia eu desejar? sou feliz como vivo, respondeu Pedro. 
- O que! não será um suplício viver sempre nesta feia cabana, suja e infecta; podias bem ter pedido uma linda casinha. 

O homem não pensara que o serviço que voluntariamente prestara ao príncipe, valesse uma recompensa tão bela. Contudo, lá foi até a praia, e à beira do mar, que estava todo verde, e gritou: 
- Bacalhau, meu querido bacalhau, a minha mulher, a minha Isabel, contra minha vontade, quer alguma coisa em troca da liberdade que lhe dei. 

Imediatamente apareceu o peixe, e lhe disse: 

- Então o que deseja? 

- Aqui está, disse o pescador; como te dei a liberdade, minha mulher acha que deves satisfazer-me um pedido; ela já está farta de nossa choupana, deseja viver numa linda casinha. 

- Está bem, respondeu o bacalhau, volta para casa e tu verás cumprido o seu desejo. 

Quando estava voltando, Pedro avistou sua mulher à porta de uma casinha muito bonitinha e asseada: 

- Corre! gritou ela ao avistá-lo, vem ver como isto é bonito; há dois belos quartos e uma cozinha; na parte traseira temos um pátio com galinhas e patos e também um jardinzinho com legumes e algumas flores. 

- Oh! que vida alegre poderemos agora levar! disse Pedro. 

- Sim, disse ela, é tudo o que desejo! 

Durante uns quinze dias foi um encanto sem fim; depois, de repente a mulher disse: 

- Ouve, meu querido Pedro, esta casinha é um pouco estreita; o Jardim é muito pequeno. Só serei mesmo feliz num grande palácio de pedra. Vai procurar o bacalhau e diz-lhe que é esse o meu desejo.
 
- Mas, respondeu o pescador, há apenas quinze dias desde que o bondoso príncipe nos deu essa casinha tão linda, como nunca teríamos sonhado possuir outra semelhante. E tu queres que vá outra vez importuná-lo! mandar-me-á passear e com toda a razão. 

- É isso mesmo que quero, disse a mulher; sei mais do que tu, com certeza ele nos será agradável. Vai procurá-lo com te disse. 

O bom homem foi até a praia; o mar era de um azul escuro, quase roxo, mas calmo. O pecador gritou: 

- Bacalhau, meu rico bacalhau! a minha mulher, a minha Isabel, contra minha vontade, quer por força mais alguma coisa. 

- O que é que ela quer dessa vez? respondeu o peixe, que apareceu logo, com a cabeça fora d'água. 
- Imagina tu que já não lhe agrada a linda casinha, e agora deseja um palácio todo de pedra! 

- Volta para casa, disse o bacalhau, que o desejo dela já está cumprido. 

Ao chegar, o pescador encontrou sua mulher a passear no grande pátio dum esplêndido palácio.

- Oh! como é gentil esse bacalhau, disse ele; vê como tudo é magnífico! 

Juntos atravessaram um vestíbulo em mármore; uma multidão de criados com galões dourados abriam-lhes as portas dos ricos aposentos, guarnecidos de riquíssimos móveis e cobertos dos mais preciosos estofados. Por detrás do castelo havia um imenso jardim onde desabrochavam os mais raros arbustos e flores; depois seguia-se um parque magnífico, onde folgavam os veados, as corças e toda a espécie de passarinhos; ao lado havia cocheiras vastíssimas, com cavalos de luxo e uma grande quantidade de lindas vacas leiteiras. 

- Como a nossa sorte é digna de inveja, disse o bravo pescador, esbugalhando os olhos ao ver essas maravilhas; espero que os teus desejos mais temerários estejam satisfeitos. 

É o que digo, respondeu sua mulher, mas amanhã refletirei melhor. 

Depois, após provarem as deliciosas iguarias que lhes serviram à ceia, foram deitar-se. 

No dia seguinte, quando ainda nem havia amanhecido, a mulher acordou o marido às cotoveladas e disse-lhe: 

- Pedro, agora que já temos este palácio, precisamos ser senhores e donos de todo o país. 

- Ora essa, respondeu Pedro, queres ser coroada? eu é que não quero ser rei. 

- Pois bem, eu quero ser rainha. Vamos, vista-te, corre e vai dizer o que estou a desejar a este rico bacalhau. 

O pescador encolheu os ombros, mas nem por isso deixou de obedecer. 

Ao chegar à praia, viu o mar num cinzento escuro, e bastante agitado; pôs-se a gritar: 

- Bacalhau, querido bacalhau! A minha mulher, a minha Isabel, embora contra a minha vontade, que a todo o custo mais alguma coisa. 

- O que ela ainda está precisando? disse o peixe, que logo se mostrou com a cabeça fora d'água. 
- Pois agora ela meteu na cabeça que quer ser rainha! 

- Volta para tua casa, o seu pedido já está concedido, disse o animal. 

E, com efeito, ao voltar, Pedro encontrou sua mulher instalada num trono de ouro, ornada de enormes diamantes, com uma coroa magnífica na cabeça, rodeada de damas de honra ricamente vestidas de brocado, qual delas a mais linda; à porta do palácio estavam os arqueiros com fardas brilhantes; uma banda militar tocava uma alegre fanfarra; uma multidão de súditos achava-se espalhada pelos vastos pátios, onde estavam enfileiradas magníficas carruagens. 

- Então disse o pescador, espero que agora tenha chegado ao cume de seus desejos; antes era pobre entre os mais pobres, e agora és poderosa rainha. 

- Sim, respondeu a mulher, é uma sorte bem agradável, mas ainda há algo melhor, não compreendo como não pensei nisto antes; quero ser imperatriz, ou melhor, imperador; sim, quero ser imperador! 

- Mas que é isso mulher! perdestes a cabeça?; não, eu não vou pedir essa loucura ao bom amigo bacalhau; certamente irá me mandar passear, e com toda a razão. 

- Nada de contestações, replicou ela; sou a rainha e tu és o primeiro dos meus vassalos. Portanto, deves obedecer imediatamente. 

Pensando ser seus passos inúteis, Pedro dirigiu-se até a praia. Ao chegar lá, viu o mar, todo negro, quase como tinta; o vento soprava com força e fazia levantar ondas enormes.
 
- Bacalhau, querido bacalhau, gritou ele, a minha mulher, a minha Isabel, contra a minha vontade, quer ainda mais outra coisa.

- O que ela quer agora? disse o peixe que logo apareceu.

- As grandezas subiram-lhe aos miolos, agora ela deseja ser imperador. 

- Pois volta para casa, respondeu o peixe; já se fez o que ela quer. 

Quando Pedro voltou para casa, viu um palácio enorme, todo construído em precioso mármore; o teto era em laminas de ouro. Depois de ter passado por um pátio enorme, cheio de lindas estátuas, plantas e fontes que exalavam os mais suaves perfumes, atravessou uma fileira composta de guardas de honra, uns gigantes de mais de dois metros de altura; e depois de passar por uma fileira de aposentos decorados com extrema riqueza, entrou num vasto salão onde estava sentada num trono de ouro maciço, bem alto, a sua mulher; vestia um traje esplêndido, todo coberto de enormes diamantes e rubis, e tendo uma coroa que por si só valia mais que muitos reinos; estava rodeada de uma corte composta somente de príncipes e duques; os que eram apenas condes ficavam na antecâmara. 

Isabel parecia estar inteiramente à vontade no meio desses esplendores.
 
- Então, disse-lhe Pedro, espero que agora estejas satisfeita com teus desejos; ninguém nunca teve tanta sorte como a tua. 

- Veremos isso amanhã, respondeu ela. 

Depois de uma grande festa, foi deitar-se, mas não pode dormir; estava atormentada com a ideia que talvez houvesse alguma coisa ainda mais invejável do que ser imperador. De manhã, ao levantar-se, viu que o céu estava encoberto. 

- Queria ver o sol, disse ela, as nuvens escuras entristecem-me. Sim, mas só Deus tem o poder de fazer o sol aparecer. Ora, ai está, quero ser tão poderosa como Deus. 

Encantada com a ideia, gritou: 

- Pedro, veste-se rápido e vai dizer ao bondoso bacalhau que desejo ser a onipotência sobre o universo, como Deus; não podes me recusar isso. Prometo que será o meu último pedido. 

O bom pescador ficou tão assustado com um pedido tão absurdo, que teve de se encostar a uma cadeira para não cair no chão. 

- Mas, o que é isso? minha mulher, disse ele, tu estás doida? Já não te basta reinar sobre um imenso e rico império? 

- Não, disse ela, estou chateada por não poder mandar o sol aparecer e desaparecer quando eu quiser. 

Quero ter poderes como Deu para mandar no sol, na lua e em todos os outros astros. Quero ter todo o poder para comandá-los. 

- Mas como? , isso excede o poder do bondoso bacalhau; vai acabar ficando zangado comigo se for lhe importunar com um pedido tão insensato. 

- Um imperador não admite contestações, nem simples observações, replicou ela zangada; faça já o que te mando. 

O bom Pedro, já com o coração a temer, pôs-se a caminho. O tempo havia mudado; levantara-se uma terrível tempestade que curvava as árvores mais fortes da floresta e fazia tremer os rochedos. No meio da trovoada e dos relâmpagos o pescador chegou com muito custo à praia. As ondas do mar estavam altas como torres e saltavam umas sobre as outras com um ruído medonho. 

- Bacalhau, querido bacalhau, exclamou Pedro. A minha mulher, a minha Isabel, contra a minha vontade, quer a qualquer custo mais uma última coisa. 

- O que quer ela agora/? disse o peixe que logo apareceu. 

- Até tenho medo de dizê-lo, respondeu Pedro, quer ser tão poderosa como Deus. 

Então volte para casa, disse o peixe, e encontrará sua mulher na pobre cabaninha de onda eu a tirara. 
Ao voltar, encontrou a insaciável Isabel vestida de roupas velhas e sentada num banquinho, na sua antiga e miserável choupana. Pedro, por sua vez, ficou contente e logo voltou a pescar; mas sua mulher nunca mais teve um momento de felicidade. .

MORAL DA HISTÓRIA. 

As pessoas muito ambiciosas nunca chegam a ser realmente felizes. Quanto mais bens materiais adquirem, mais querem ter; nada as satisfaz. 

Precisamos de muito pouco para sermos felizes. Cada um deve procurar o trabalho que melhor gosta, independente dos ganhos que lhe renda, e assim, tudo se torna motivo de prazer e alegria. 

*Pelos Irmãos Grimm*
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Não dê armas às crianças!!

Não dê armas às crianças!!