Estamos de volta!!

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19 de abr. de 2016

Criação das Estrelas

 


Algumas índias foram colher milho para fazer pão para seus maridos. 

Um indiozinho seguiu a mãe e, ao vê-las fazendo pão, roubou um monte de milho. 

Chamou seus amigos e foram pedir para a avó fazer pão para eles também. 

As mães, sentindo a falta do milho, começaram a procurá-lo. 

Os meninos, depois que comeram o pão, resolveram fugir para o mato. 

Para que a avó não contasse o que tinham feito, cortaram-lhe a língua. 

Então chamaram o colibri e pediram para que amarrasse lá no céu o maior cipó que encontrasse e começaram a subir. 

As mães perceberam que as crianças não estavam na tribo. 

Desesperadas, perguntaram para a avó o que tinha acontecido, mas essa não podia responder. 

Então , uma das mães olhou para o céu e viu os meninos subindo pelo cipó. 

As mães correram e imploraram para que voltassem , mas os meninos não obedeceram. 

Então, elas decidiram subir no cipó também. 

Mas os indiozinhos cortaram-no e as mães caíram transformando-se em animais selvagens. 

Os meninos malvados, como castigo, tiveram que olhar fixamente todas as noites para a terra, para ver o que aconteceu com suas mães. 

Seus olhos sempre abertos são as estrelas.


*Desconheço o Autor*

beijinhos de paz!!

A Lenda do Guaraná


Um casal de índios pertencente a tribo Maués, viviam juntos por muitos anos sem ter filhos mas desejavam muito ser pais. 

Um dia eles pediram a Tupã para dar a eles uma criança para completar aquela felicidade. 

Tupã, o rei dos deuses, sabendo que o casal era cheio de bondade, lhes atendeu o desejo trazendo a eles um lindo menino. 

 O tempo passou rapidamente e o menino cresceu bonito, generoso e bom. 

 No entanto, Jurupari , o deus da escuridão, sentia uma extrema inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, e decidiu ceifar aquela vida em flor. 

 Um dia , o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. 

Ele se transformou em uma serpente venenosa e mordeu o menino, matando-o instantaneamente.

 A triste notícia se espalhou rapidamente. 

Neste momento, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. 

A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos. 

 Os índios obedeceram aos pedidos da mãe e plantaram os olhos do menino. 

 Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, imitando os olhos humanos.

*Desconheço o autor*

beijinhos de luz..

Menino Poti



Lá na mata, vive o menino Poti.

Ele vive numa oca, lá na taba.

Poti é bonito, com pena de tucano no peito.

O menino Poti vai de canoa pela mata. A canoa leva o pote. O pote leva banana.

Poti vê o tatu e a cutia, vê o tucano e o tico-tico.

E o bebê macaco vê Poti.

Aí ele pula, cai lá da moita e bate o pé no toco.

Ai, ai, ai! Coitado do macaco!

Poti vê o macaco caído e cuida dele.

O menino bota o macaco na canoa e o danado come toda a banana do pote.

A canoa leva Poti até a taba.E ele leva o macaco no colo.

Aí o pai de Poti leva muita banana até a taba. E o bebê-macaco come muito.

De noite, a lua alumia a taba toda. 
Tudo iluminado! Alumia até Poti no colo do pai.
E alumia o macaco de banana na boca.

Autores
Ana Maria Machado e Claudius

Lenda da Mandioca


De acordo com a lenda, uma índia tupi deu a luz a uma indiazinha e a chamou de Mani. A menina era linda e tinha a pele bem branca. Vivia feliz brincando pela tribo. Toda tribo amava muito Mani, pois ela sempre transmitia muita felicidade por onde passava.

Porém, um dia Mani ficou doente e toda tribo ficou preocupada e triste. O pajé foi chamado e fez vários rituais de cura e rezas para salvar a querida indiazinha. Porém, nada adiantou e a menina morreu.

Os pais de Mani resolveram enterrar o corpo da menina dentro da própria oca, pois esta era a tradição e o costume cultural do povo indígena tupi. Os pais regaram o local, onde a menina tinha sido enterrada, com água e muitas lágrimas.

Depois de alguns dias da morte de Mani, nasceu dentro da oca uma planta cuja raiz era marrom por fora e bem branquinha por dentro (da cor de Mani). Em homenagem a filha, a mãe deu o nome de Maniva à planta. 

Os índios passaram a usar a raiz da nova planta para fazer farinha e uma bebida (cauim). Ela ganhou o nome de mandioca, ou seja, uma junção de Mani (nome da indiazinha morta) e oca (habitação indígena). 

Dia do Índio


Todo ano, aos dezenove dias do mês de abril, a sua escola organiza algum evento em homenagem ao Dia do Índio ou, ao menos, seu professor de história pede a você algum trabalho sobre esse tema. Pois bem, mas você se lembra do motivo pelo qual o Dia do Índio é celebrado em 19 de abril?

Bom, para começar, apenas nos países do continente americano oDia do Índio é celebrado nessa data. No restante do mundo, os povos indígenas são homenageados no dia 09 de agosto desde o ano de 1995, uma determinação das Organizações das Nações Unidas (ONU).

Em países como México, Chile e Brasil, convencionou-se determinar a comemoração do Dia do Índio em 19 de abril em respeito à realização do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Esse congresso foi realizado no México, em 1940, e, como o próprio nome “indigenista” indica, tratou dos problemas relacionados com a situação dos povos indígenas nas Américas (do Norte, Central e do Sul); por isso recebeu o nome de “interamericano”.

Entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, houve um interesse crescente de estudiosos pelas culturas indígenas. Esses estudiosos receberam o nome de etnólogos, termo que vem de “etnos”, que significa “povo”. A etnologia contribuiu para que muitos aspectos da forma de organização social dos índios passassem a ser respeitados e recebessem incentivos estatais para a sua preservação.

A data simbólica de 19 de abril, sugerida no congresso mencionado acima, serviu como pontapé inicial para que a cultura indígena fosse valorizada também pelo público não especializado, isto é, as pessoas que não estudam cientificamente a história e a vida das tribos etc.

No caso específico do Brasil, o acatamento da sugestão do dia 19 de abril veio em 1943, sob o governo de Getúlio Vargas, em forma de decreto-lei. Nessa época, Vargas governava de forma autoritária (na chamada ditadura do Estado Novo), de modo que as leis não eram apreciadas pelo Congresso Nacional, mas passavam a vigorar na forma de decreto.

O texto do decreto-lei pode ser lido a seguir:

“O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, e tendo em vista que o Primeira Congresso Indigenista Interamericano, reunido no México, em 1940, propôs aos países da América a adoção da data de 19 de abril para o "Dia do Índio",

DECRETA:

Art. 1º É considerada - "Dia do Índio" - a data de 19 de abril.

Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 2 de junho de 1943, 122º da Independência e 55º da República.”

GETÚLIO VARGAS

Percebe-se que, no parágrafo de apresentação do texto, há uma referência ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, que havia sugerido, como dissemos, a data para a comemoração. Assim, até os dias de hoje, os povos indígenas são homenageados, no Brasil, nessa data.


19 de abr. de 2015

Índio Zangado


Na aldeia Povo Valente os índios andavam preocupados porque havia um deles que vivia zangado, todos os dias, nada o fazia sorrir.

O pajé mandou buscar na cidade dos brancos um palhacinho para animar a Festa da Lua Cheia e ver se conseguia alegrar o Índio Zangado colocando alguns sorrisos na sua cara carrancuda.

Mas o pajé não contou para nenhum deles o porquê de convidar o palhacinho.

Na noite da festa todos se reuniram no terreiro, ao redor de uma enorme fogueira, a fim de dançarem para a Deusa Lua, agradecendo a fartura da colheita e o nascimento de seis indiozinhos na aldeia.

Enquanto cantavam e dançavam Índio Zangado estava lá num cantinho, sozinho, amuado, não quis participar da homenagem à Deusa Lua nem mesmo quando o pajé ameaçou puxar-lhe as orelhas.

Ao término da dança homenagem os índios foram para outro terreiro mais ventilado onde o palhacinho estava esperando para apresentar o seu espetáculo. 

Sentaram-se no chão, pernas cruzadas, ansiosos e atentos à espera do encantamento do palhacinho branco .

O palhacinho se apresentou fazendo algumas estripulias, cantando musiquinhas alegres, falando piadinhas cômicas, dando cambalhotas ao redor dos índios sentados em círculo no meio do terreiro.

Ao chegar pertinho do Índio Zangado o palhacinho se assusto com a sua cara fechada , deu um grito e saiu correndo. Índio Zangado não aguentou com o espanto do palhacinho e caiu na gargalhada.

A princípio os índios não entenderam o que havia acontecido mas acompanharam Índio Zangado nas suas gargalhadas gostosas e, em pouco tempo toda a aldeia estava sorrindo.

E o palhacinho, o que aconteceu com ele? Ah! Vocês nem imaginam!! O palhacinho correu sem parar até a cidadezinha perto da aldeia, com medo da carranca de Índio Zangado.

A partir daquele dia Índio Zangado sorria sempre e sorria mais gostoso quando se lembrava do susto que o palhacinho levou com a sua carranca.

Quando Índio Zangado sorriu e se viu no espelho da água cristalina do rio, gostou por demais da sua nova face risonha.

Portanto galerinha...sorria!! Assim vocês ficam bem mais bonitos e agradáveis!!


*soninha*

beijinhos de luz...

19 de abril Dia do Índio


19 de abr. de 2013

O Indiozinho Pepi


Pepi vivia na floresta numa linda aldeia onde todos viviam em harmonia. Os índios adultos caçavam, pescavam, arrumavam as ocas, armavam as redes e faziam fogueiras para aquecer a todos nas noites mais frias.

As mulheres ajudavam os homens nos trabalhos mais leves, cortavam a lenha, limpavam, tratavam e preparavam os peixes para alimentar a aldeia, cuidavam das crianças, faziam vassouras com as palhas dos coqueiros para limpar o terreiro, peneiras e cestos que usavam na aldeia.

Quando as chuvas se escondiam e a lavoura começava a morrer, os adultos se juntavam ao redor da fogueira cantando e dançando para os deuses pedindo que mandassem a "água do céu" para o milho, a mandioca,o jerimum e as outras plantas não morrerem.

Enquanto isso as crianças menores de sete anos,sentadinhas e quietas, observavam a fim de aprenderem como se dirigir aos deuses, as maiores podem participar.

Os deuses costumavam aceitar a oferenda da "dança da chuva" e, no terceiro dia,as águas escorriam do céu como se cantassem um hino de louvor à vida.

Pepi amava tudo aquilo. A sua vida era mágica, assim ele falava aos peixinhos com quem brincava quando se banhava no rio. O indiozinho conversava com a arara, sentava no casco da tartaruga para passear e subia no galho mais alto para brincar com os macaquinhos. Nada lhe faltava!

Um dia, os pais de Pepi lhe perguntaram: _ Filho, o que lhe falta para você ser feliz?

- Nada meus pais, disse Pepi, não me falta nada. Eu sou muito feliz aqui e não quero mais nada a não ser.....

_ A não ser o que filho? diga...

- A não ser um abração agora e depois um belo banho no rio!!

Os pais do Pepi abraçaram-no com amor e carinho e, de mãos dadas, correram para o rio onde mergulharam e ali ficaram brincando e sorrindo até a noite chegar.

Assim é a vida pura e feliz numa aldeia onde todos se amam e a felicidade está nas pequeninas coisas.


19 de abril: Dia do Índio


*soninha**

Não dê armas às crianças!!

Não dê armas às crianças!!