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1 de dez de 2016

A Criança e a AIDS


As estatísticas mostram o quanto vem crescendo o número de crianças contaminadas pelo HIV.

Define-se dois tipos de transmissão:

- vertical, da mãe para o filho, que poderá ocorrer durante a gestação, via transplacentária, por ocasião do parto ou pela amamentação, por isso recomenda-se que mães infectadas não amamentem seus filhos ou doem leite. Calcula-se que a taxa de risco de uma mãe transmitir o vírus para seu filho seja de 30% (MARQUES, 1994).

- crianças e adolescentes, através dos mecanismos clássicos de transmissão: via sexual, transfusão sanguínea ou hemoderivados contaminados, além da utilização de indevida de agulhas, principalmente pelos viciados em drogas injetáveis.

Manifestações clínicas:

Difere dos adultos, sendo descrito por: desenvolvimento deficitário; febre; diarréia crônica; infecções bacterianas frequentes, como monilíase oral; infecções disseminadas e invasivas de repetição, como otite média aguda e pneumonias; infecções oportunistas; hepatoesplenomegalia; linfonodomegalia; pneumonite; intersticial crônica; parotidite; alterações neurológicas (MARQUES, 1994).

Geralmente os recém-nascidos são assintomáticos até o terceiro ou quarto mês, porém em algumas crianças já verifica-se ao nascimento baixo peso para a idade gestacional. Já em crianças maiores e nos adolescentes, a apresentação clínica é semelhante à observada nos adultos.

Diagnóstico:

Considera-se infectadas as crianças acima de 15 meses que ainda apresentem anticorpos contra o HIV (vírus da imunodeficiência humana), pois abaixo desta faixa etária é comum encontrar anticorpos maternos, decorrentes de transferência passiva. Portanto o ideal seria a pesquisa para detecção do vírus.

Alguns esclarecimentos importantes:

Às crianças infectadas, é de fundamental importância assegurar uma constante vigilância, ambulatorial, com exames físicos minuciosos, principalmente no que tange à evolução pôndero-estatural e avaliação neurológica.

Em relação à imunização, o Programa Nacional de Imunização recomenda a administração de todas as vacinas, com exceção da BCG aos doentes de AIDS.

Quanto à sua presença em escolas e creches, sua frequência só poderá ser vetada se estiver imunodeprimida, com lesões secretantes que não possam ser cobertas ou com sangramento incontrolável. Não existindo nenhum inconveniente citado, a criança está apta a conviver com outras crianças.

Faz-se necessário um esclarecimento à equipe que atende as crianças em instituições: independente de um diagnóstico sorológico confirmado ou não, algumas medidas de precauções precisam ser assimiladas por toda a equipe:

- havendo traumas que promovam liberação de sangue não se deve manipular o local sem uma luva, para proteger a si próprio;

- lave as mãos, antes e após o cuidado com qualquer criança, prevenindo as infecções cruzadas (de uma criança para outra) e também a si próprio.

Ainda não existe vacina e nem cura da AIDS, apesar das diversas pesquisas. O que se conseguiu até hoje foi controlar um pouco a doença, aumentando a sobrevida com qualidade de vida. Portanto o melhor investimento continua sendo a prevenção.

Não se pode esquecer que os infectados existem e precisam e devem ser encarados com respeito e dignidade, ainda mais quando se tratar de uma criança.

Bibliografia Consultada:

LEÃO,E. et al Pediatria Ambulatorial. 2ºed. Belo Horizonte: Cooperativa Editora e Cultura Médica, 1989.

MARQUES,H.H.S. et al AIDS na Infância. In:MARCONDES,E. Pediatria Básica.8ºed. São Paulo: Sarvier, 1994.

SÃO PAULO - SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO Norma do Programa de Imunização. São Paulo, 1994.

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Não dê armas às crianças!!

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