Estamos de volta!!

Estamos de volta!!
O Inverno Chegou...

31 de dez de 2013

Feliz Ano Novo!


Com travessuras e gostosuras...

20 de dez de 2013

Os Reis Magos



Os três reis magos
num lindo camelo
visitaram Jesus
tão lindo menino
que trouxe a Luz
pra todos nós.

Baltasar da Arábia
era bem pretinho;
Melchior da Pérsia
era mais clarinho
Gaspar da Índia
o amarelinho. (rs)

Levaram presentes
que representavam:
a mirra, a pureza
o incenso, a fé
o ouro, a realeza
do meigo Jesus
de Nazaré!

*soninha*

19 de dez de 2013

A Lenda dos Reis Magos


Conta a lenda que, vindos do Oriente, três Reis Magos, Melchior, Gaspar e Baltazar, seguiram a Estrela de Belém, que os levou até ao menino Jesus. 

Os Magos, ao saber que se tratava do nascimento de um rei, tinham perguntado ao Rei Herodes sobre Ele. O Rei Herodes, que de nada sabia, pediu aos Reis Magos que assim que O encontrassem, o informassem sobre o local do nascimento, de modo a poder também ele visitá-Lo. 

É claro que a intenção de Herodes era ver-se livre desse novo Rei, pois considerava-O uma ameaça.

Os três Reis Magos ao encontrarem o Menino Jesus, celebraram com júbilo o Seu nascimento oferecendo-Lhe Ouro, Incenso e Mirra, e venerando-O como Rei dos Judeus.

Estes presentes possuíam um sentido simbólico. O ouro representava a realeza, a mirra (resina antisséptica) simbolizava a pureza, enquanto o incenso simbolizava a fé.

Os Reis Magos não voltaram a estar com o Rei Herodes, após serem alertados em sonhos, da intenção deste em matar Jesus.

Curiosidade: 
A estrela que colocamos no topo das árvores de Natal representa a estrela que conduziu os reis magos para a cidade onde nasceu o menino Jesus.

Natal


De repente o sol raiou
E o galo cocoricou:


— Cristo nasceu!


O boi, no campo perdido
Soltou um longo mugido:


— Aonde? Aonde?


Com seu balido tremido
Ligeiro diz o cordeiro:


— Em Belém! Em Belém!


Eis senão quando, num zurro
Se ouve a risada do burro:


— Foi sim que eu estava lá!


E o papagaio que é gira
Pôs-se a falar: — É mentira!


Os bichos de pena, em bando
Reclamaram protestando.


O pombal todo arrulhava:
— Cruz credo! Cruz credo!


Brava
A arara a gritar começa:


— Mentira! Arara. Ora essa!


— Cristo nasceu! canta o galo.
— Aonde? pergunta o boi.
— Num estábulo! — o cavalo
Contente rincha onde foi.


Bale o cordeiro também:


— Em Belém! Mé! Em Belém!


E os bichos todos pegaram
O papagaio caturra
E de raiva lhe aplicaram
Uma grandíssima surra.

*Vinícius de Moraes*

beijinhos de paz!!

15 de dez de 2013

"O Sonho de Vovó Rita"


Após o almoço vovó Rita descansava na sua cadeira preferida cantarolando musiquinhas de natal,  balançando para lá e para cá ...

Ela lutava contra o sono que tentava levá-la para passear no País dos Sonhos quando, em certo momento não conseguindo manter os olhos abertos, relaxou e se entregou aos braços daquele soninho gostoso e macio.

Tomando-a pela mão o sono levou-a até uma fadinha que se encontrava colhendo rosas num lindo jardim no quintal dos seus sonhos. 

Encantada com a beleza do momento vovó Rita se dirigiu à fadinha e lhe perguntou: 

_ Quem é você? 

- Eu sou a Fadinha das Rosas, respondeu a linda fada.

 _ Para quem você colhe estas rosas tão lindas? 

- Para todos! disse sorrindo.

 _ Para todos? e há suficientes rosas neste jardim para todas as pessoas? perguntou vovó Rita, admirada. 

- Há sim, falou a fadinha, completando, e há bem mais, porque este é um jardim mágico, cada vez que colho uma rosa brotam duas novas e assim elas nunca acabam. 

_Que maravilha! falou a vovó. 
E por que todos ganharão rosas? 

- Para que tenham a vida perfumada neste natal e se lembrem de doar algo seu ou de si para alguém mais necessitado. 

_ Algo seu ou de si?? Como assim, perguntou vó Rita. 

- Algo seu minha amiga, que ainda esteja em bom estado e que você não usa mais, como uma roupa, um lençol, uma toalha, um prato de sopa quentinho aos que estão dormindo nas ruas, um brinquedinho para as criancinhas carentes ou "algo de si", como um sorriso, um abraço carinhoso, um olhar, um aperto de mão, uma palavrinha amiga. Tudo isto é de muito valor vó Rita. 

_ E eu vou ganhar rosas também? 

- Claro vovó, claro que sim, mas as suas são rosas de agradecimento por ser tão generosa com as pessoas não só no natal como em todos os dias do ano. 


_Que bom!! exclamou vó Rita. O Natal é uma festa tão linda não é mesmo Fadinha das Rosas? Pena que há tanta gente carente no mundo. 

- É mesmo vó Rita, mas vamos continuar confiantes que um dia todos serão felizes e terão uma bela festa de natal, enquanto esse dia não chega façamos a nossa parte não é mesmo?

 _ É verdade Fadinha, é verdade. 

Pronunciando estas palavras vovó Rita despertou com uma deliciosa sensação de bem estar e felicidade. Tentou lembrar do sonho e não conseguiu, então falou:


 _Vou cuidar da vida pois há tanta coisa pra ser feita e o natal já está pertinho...e saiu apressadinha para providenciar as receitas dos docinhos que faria no natal e fazer a lista dos presentinhos...


*soninha*


beijinhos de luz...

Rabanadas


Ingredientes:

• Pão fatiado
• Leite
• Manteiga
• Açucar amarelo
• Casca de limão
• Pau de canela
• Vinho do Porto
• Ovos

Preparação:

- Leva-se a aquecer o leite, a manteiga, o açúcar, a casca do limão e o pau de canela.
-Deixa-se arrefecer a mistura anterior, e adiciona-se o vinho do Porto.
- Molham-se as fatias de pão na mistura preparada e deixam-se em repouso, pelo menos 1h.
- Passam-se as fatias por ovo batido e fritam-se em óleo quente.
- Polvilhar com açúcar misturado à canela em pó.

9 de dez de 2013

O Sonho de Natal de Mirela


Deitada na sua caminha Mirela sonhava com a festinha de Natal que a sua mãezinha havia prometido realizar naquele ano. 

Finalmente ela realizaria o seu sonho de ganhar uma linda bicicleta, pensava a garotinha, enquanto rolava na cama de um lado para o outro. 


A sua vida fora sempre difícil, vestindo roupas e sapatos usados que as freiras lhe davam, usando as sobras de caderno da filha das patroas da sua mãe e comendo as sobras da "xepa" que as almas caridosas doavam à sua mãezinha. 

Brinquedos? Ela os via de longe nas mãos das meninas ricas. O seu único brinquedo era uma boneca de plástico que uma das patroas da sua mãe lhe dera porque a sua filha estava enjoada da mesma. Com esta boneca ela passava horas conversando, contando-lhe os seus sonhos de criança e a levava para todo lugar onde ia.

Uma coisa ela não entendia: por que este ano sua mãe lhe prometera que seria diferente? 

Será que ela havia encontrado algum tesouro escondido e não lhe falara nada? 

Seu pai há muito desaparecera das suas vidas e nunca dera notícias de onde estava e o que fazia.

Qual seria então o segredo que a sua mãe lhe escondia? 

Mirela não sabia que a sua mãezinha havia ajuntado um pouco de dinheiro de cada faxina que fizera e das roupas que lavara ao longo dos dois últimos anos, justamente para dar à filha aquela alegria que ela tanto desejava. 


Pensando na festinha que teria, Mirela adormeceu e sonhou que a sua casa se transformara. Estava com nova pintura, móveis lindos, enfeites natalinos em todos os cômodos, árvore de natal enfeitada rodeada de muitos presentes,que ela tanto desejara,uma bela lareira onde meias coloridas dependuradas esperavam a chegada de Papai Noel. 


Encantada com tamanha beleza Mirela suspirou longamente ao ver através da janela, o trenó do bom velhinho deslizando pelo céu. 

De repente a garota assustou-se com  a campainha da sua casa tocando, ela corre para atender, tropeça no sofá e....desperta. Era o relógio despertador lembrando-lhe que era hora de levantar-se para ir à escola. 

Mirela levanta chateada e fala baixinho: 

_ Hoje à noite dormirei bem cedinho para continuar o meu sonho....

"Será que Mirela conseguirá continuar o seu sonho"?

*soninha*

beijinhos de paz!

5 de dez de 2013

A Rã e o Boi


Tomavam sol à beira dum brejo uma rã e uma saracura. Nisto chegou um boi, que vinha para o bebedouro.

– Quer ver — disse a rã — como fico do tamanho deste animal?

– Impossível, rãzinha. Cada qual como Deus o fez.

– Pois olha lá! — retorquiu a rã estufando-se toda. Não estou “quase” igual a ele?

– Capaz! Falta muito amiga.

A rã estufou-se mais um bocado.

– E agora?

– Longe ainda!…

A rã faz novo esforço.

– E agora?

– Que esperança!…

A rã, concentrando todas as forças, engoliu mais ar e foi-se estufando, estufando, até que PLAF! Rebentou como um balãozinho de elástico.

O boi que tinha acabado de beber lançou um olhar de filósofo sobre a rã moribunda e disse:

– Quem nasce para dez réis não chega a vintém.

*Monteiro Lobato*

3 de dez de 2013

A SÁBIA NATUREZA...O VALOR DO DINHEIRO


A SÁBIA NATUREZA

- A natureza, explicava a professora, trata sempre de dar compensações. Por exemplo, se uma pessoa perde um olho, a vista do outro torna-se mais forte, e se ensurdece dum ouvido, fica ouvindo muito mais nitidamente com o outro, e assim por diante. 

- A senhora tem razão, falou o aluno lá do fundo,também já percebi isso. Por exemplo, eu notei que quando um homem tem uma perna mais curta que a outra, a outra é sempre mais comprida! 



O VALOR DO DINHEIRO

Para ensinar ao filho o valor do dinheiro e tentar diminuir algumas de suas compras inúteis, a mãe o fez escrever uma relação detalhada de como gastava a mesada. Um dia em que escrevia com muito esforço as suas contas, ele disse: 

Sabe mamãe? Desde que comecei a anotar tudo o que gasto, sempre penso bem antes de comprar alguma coisa. 

A mãe ficou toda contente pelo êxito do seu método, e ele completou: 

Eu nunca compro nada que seja difícil de escrever!


beijinhos de alegria

2 de dez de 2013

:*Atraso Inesperado*,*O Primeiro Dia de Aula*,*O Bom Aluno*


*Atraso Inesperado*

A Mãe pergunta: 

"Por que você está chegando tão tarde da escola, meu filho?" 

Responde o menino: 

"O chofer do ônibus enguiçou!"

***********

*O Primeiro Dia de Aula*

O menino voltou do seu primeiro dia de aula, e o pai lhe perguntou como havia se saído. 

"Não volto mais lá", respondeu indignado. 

"Mas por quê?", Pergunta a mãe. 

"Não sei ler, não sei escrever... de jeito nenhum me deixam falar... Então o que é que vou fazer lá?"


**************


*O Bom Aluno*

Anúncio de "precisa-se" colocado em jornal por um menino de dez anos: 

"Desejo entrar em contato com homens que tenham terminado o curso primário em 1960 e que tenham conhecido meu pai naquela época. Objetivo: verificar se ele era tão bom aluno como diz."

*Sorria! sorrir faz bem à saúde!

A Assembleia dos Ratos


Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.

Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembléia para o estudo da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos mios pelo telhado, fazendo sonetos à lua.

– Acho — disse um deles — que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos ao fresco a tempo.

Palmas e bravos saudaram a luminosa ideia. O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra, um rato casmurro, que pediu a palavra e disse — Está tudo muito direito. Mas quem vai amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino?

Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber dar nó. Outro, porque não era tolo. Todos, porque não tinham coragem. E a assembléia dissolveu-se no meio de geral consternação.

Dizer é fácil; fazer é que são elas!

*Monteiro Lobato*

Panetone Com Recheio Prestígio


*Ingredientes*

. 2 tabletes de fermento fresco para pão (30 g)
. 1 colher (sobremesa) de sal
. 1 1/4 xícara (chá) de leite
. 2 xícaras (chá) de água
. 1 colher (chá) de essência de panetone
. 3 ovos
. 6 colheres (sopa) de manteiga
. 1 xícara (chá) de açúcar
. 1 kg de farinha de trigo
. 100 g de gotas de chocolate ao leite
. 2 latas de leite condensado
. 2 colheres (sopa) de margarina
. 100 g e 2 colheres (sopa) de coco ralado
. 100 g de chocolate ao leite picado
. 3 colheres (sopa) de creme de leite

*Modo de preparo*

1. Prepare a massa: aqueça o forno a 180 °C.

2. Bata no liquidificador, na velocidade pulsar, o fermento e o sal.

3. Adicione 1 xícara (chá) de leite, a água e a essência de panetone e bata novamente na velocidade pulsar.

4. Adicione os ovos e bata por alguns segundos.

5. Transfira esse líquido para a batedeira e acrescente a manteiga.

6. Ligue a batedeira na velocidade baixa e adicione o açúcar aos poucos.

7. Bata até ficar homogêneo e desligue o motor.

8. Adicione 1 kg de farinha, aos poucos, e misture até que forme uma massa grudenta.

9. Polvilhe uma superfície lisa com a farinha restante e ponha a massa.

10. Trabalhe a massa com as mãos até que ela comece a se desgrudar da superfície e das mãos.

11. Misture as gotas de chocolate na massa preparada e trabalhe a massa mais um pouco para incorporar bem.

12. Coloque em uma forma própria, para panetone de 500 g, e leve para assar.

13. Prepare o recheio: em uma panela, coloque o restante do leite, o leite condensado, a margarina e 100 g de coco.

14. Leve ao fogo, mexendo sempre até começar a aparecer o fundo da panela.

15. Deve ficar um pouco mais mole do que o ponto de enrolar.

16. Prepare a cobertura: derreta o chocolate em banho-maria e misture o creme de leite.

17: Para montar: corte ao meio o panetone já assado e espalhe o recheio, formando uma camada alta.

18. Feche com a outra parte e, por cima, espalhe a cobertura.

19. Polvilhe o coco ralado restante.

O Natal está pertinho...uma receitinha deliciosa!!

1 de dez de 2013

Alô Dezembro!


Muita alegria, brincadeiras, saúde e Paz!

29 de nov de 2013

O Ratinho Desconfiado


"Desconfiado" vivia no porão da casa do Lulinha e estava sempre atento esperando uma oportunidade para roubar comida na despensa. 

Ele conhecera a despensa numa tarde em que dona Eulália, a mãe de Lulinha, esquecera a porta aberta quando entrara para pegar um pote de açúcar e o ratinho, bem ligeiro, entrara e saíra logo com receio de ficar trancado lá dentro. 

Até entrar ali ele sempre imaginara que, por detrás daquela porta fechada, havia um tesouro guardado a sete chaves. 

E havia mesmo! pensava o ratinho. 

Era um tesouro delicioso com o qual ele um dia iria se fartar. 

Depois de muito pensar como ele poderia entrar, pegar o que desejava, e sair sem ser visto e sem correr o risco de cair em uma ratoeira, "desconfiado" resolveu chamar seu amiguinho "negrito"para participar do seu plano de roubo e fuga rápida. 

"Desconfiado" foi até a casa do rato "negrito", falou-lhe sobre a despensa repleta de guloseimas deliciosas e do seu fabuloso plano. 

Ao terminar perguntou ao "negrito":

 _ Você quer participar amigo? 


"Negrito" pensou, pensou e respondeu: 

- Não meu amigo, eu prefiro não me arriscar. 

Fico por aqui mesmo comendo as migalhas que encontro, elas me bastam. 

Desapontado o ratinho "desconfiado" disse a si mesmo: 

_Não vou desistir! Vou sozinho e eu quero ver quando tiver roubado aquelas delícias e guardá-las no meu porão, quem irá me pedir?

E lá se foi o "desconfiado" esperar dona Eulália abrir a porta da despensa para realizar o seu plano. 


Esperou tanto que cochilou e sonhou que havia entrado na despensa, enchido uma sacola com as guloseimas que tanto desejara, quando a porta se fechara por fora e ele ficara preso para sempre até ficar bem velhinho e morrer. 

Ao chegar nesta parte do sonho, "desconfiado" acordou assustado com o arrastar dos chinelos de dona Eulália e, com medo do sonho se tornar realidade, o ratinho saiu correndo ligeirinho para o porão onde vivia. 

À noite o ratinho se preparava para dormir quando escutou uma vozinha falar ao seu ouvido: " 

- Não roube o que não é seu, isto é feio e Papai do Céu não gosta. 

Assustado o ratinho procurou por todos os cantos do porão a origem daquela vozinha e não encontrou. 

Deitou-se na sua caminha, cobriu-se até a cabeça e pediu desculpas a Papai do Céu por haver pensado em roubar dona Eulália. Logo ela que era tão boazinha pois com a sua distração sempre deixava cair pedacinhos de queijo, pão, carne, toucinho, salaminho que o mantinham vivo e saudável. 

Quando os seus olhinhos já estavam fechando pelas mãos do sono que o visitava, o ratinho, antes de se entregar totalmente, viu uma fadinha saindo esvoaçante do porão. 

"Desconfiado" não se aguentando mais de sono tentou erguer-se da sua caminha mas não conseguiu, então a fadinha olhou para ele, deu uma piscadela e mandou-lhe o sorriso mais lindo do mundo. 

Antes de sair ela falou baixinho: 


- Não roube...não roube...não roube...

E o ratinho caiu num sono tão profundo que só acordou na tarde do dia seguinte com uma leve sensação de paz!

Pegar coisas dos outros às escondidas é o mesmo que roubar. NEM PENSAR!

*soninha*

24 de nov de 2013

A Gralha Enfeitada Com Penas de Pavão

*Pavão*

Como os pavões andassem em época de muda, uma gralha teve a idéia de aproveitar as penas caídas.

– Enfeito-me com estas penas e viro pavão!

Disse e fez. Ornamentou-se com as lindas penas de olhos azuis e saiu pavoneando por ali a fora, rumo ao terreiro das gralhas, na certeza de produzir um maravilhoso efeito.

*Gralha Azul*

Mas o trunfo lhe saiu às avessas. As gralhas perceberam o embuste, riram-se dela e enxotaram-na à força de bicadas.

Corrida assim dali, dirigiu-se ao terreiro dos pavões pensando lá consigo:

– Fui tola. Desde que tenho penas de pavão, pavão sou e só entre pavões poderei viver.

*Gralha de bico vermelho*

Mau cálculo. No terreiro dos pavões coisa igual lhe aconteceu. Os pavões de verdade reconheceram o pavão de mentira e também a correram de lá sem dó.

E a pobre tola, bicada e esfolada, ficou sozinha no mundo. Deixou de ser gralha e não chegou a ser pavão, conseguindo apenas o ódio de umas e o desprezo de outros.

*Pavão*

Amigos: lé com lé, cré com cré.

*Monteiro Lobato*

21 de nov de 2013

A coruja e a Águia


Coruja e águia, depois de muita briga resolveram fazer as pazes.

— Basta de guerra — disse a coruja.

— O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.

— Perfeitamente — respondeu a águia.

— Também eu não quero outra coisa.

— Nesse caso combinemos isso: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.

— Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?

— Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial, que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.

— Está feito! — concluiu a águia.

Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.


— Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja.

E comeu-os.

Mas eram os filhos da coruja. 

Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves.


— Quê? — disse esta admirada. — Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste…

Moral da história: Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Já diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece.

*Monteiro Lobato*

17 de nov de 2013

A Lagartixa "Bela" e o Sapo "Confiança"


Estava a lagartixa "bela" deitada sob a sombra de uma enorme árvore pensando numa maneira de atravessar a lagoa a fim de visitar a sua amiga "berê" que morava do outro lado,e resmungava baixinho: 
_Puxa vida como esta lagoa encheu tão rapidamente!!A semana passada ela estava seca que eu a atravessei com segurança e hoje...estou aqui sem poder atravessar. que farei meu Deus?? 
O sapo "confiança" que se refrescava na lagoa escutou os resmungos da lagartixa "bela"e, pulando de pedra em pedra alcançou a margem da lagoa dirigindo-se à ela: 

- Dona lagartixa, eu escutei o seu lamento e vim lhe fazer uma proposta: se a senhora me der dez moscas ou mariposas eu lhe ponho do lado de lá da lagoa.
_ Ora pois não senhor sapo, eu estou justamente levando uma caixa cheia de insetos para a minha amiga "berê" e posso dividi-la com o senhor, meio a meio, assim está bom? 
- Muito bom dona lagartixa mas antes eu quero ver a tal caixa.

 _O senhor não vai querer que eu tire a minha roupa ou levante saia e anáguas para pegar a caixa não é mesmo senhor. sapo? seria muito deselegante da sua parte. 
- Claro que não dona lagartixa, claro que não! Mas me responda só uma coisinha pode ser?
 _ Sim, pode ser, senhor sapo. 
- Por que a senhora. guardou a caixa debaixo da saia? 
_ Ora, ora, senhor, sapo, para não ser assaltada pelo caminho,é claro. 

Faz sentido, faz sentido, resmungou o sapo aproximando-se da lagartixa "bela", ao tempo que lhe falava:
 - Agora dona, lagartixa suba nas minhas costas e segure-se do mesmo jeito que a senhora se segura na parede, para não cair, compreendeu? 
_ Compreendi senhor. sapo e lhe garanto que não vou cair. 
A lagartixa "bela" subiu nas costas do sapo "confiança" agarrando-se às suas costas a fim de não escorregar e cair na água, enquanto ele pulava daqui e dali, entrando na lagoa e, de pedra em pedra, com muito cuidado, chegou ao outro lado. Já em terra firme pediu à lagartixa que descesse e que o fizesse com cuidado para não se machucar. 
"Bela" desceu suavemente das costa do sapo, endireitou as anáguas, saia e laçarotes, esticou seu pescoço até a bochecha de "confiança" onde depositou um belo beijo. 

O sapo meio desconfiado lhe diz: 
- Dona. lagartixa, o acerto não foi esse, está esquecida?
 _ Ora senhor. sapo, vais me dizer que não gostaste do meu beijo? 
Dito isto ela saiu a requebrar enquanto a sua saia e as anáguas faziam um barulhinho de "fru fru" no meio da folhagem deixando para trás o sapo "confiança" indignado por haver sido enganado por uma lagartixa que, sequer, podia atravessar uma lagoa sem a sua ajuda. 
Desde então o sapo"confiança" aprendeu a lição de não mais acreditar nas promessas das lagartixas!
Hummm... às vezes nós temos amiguinhos bem parecidos com a lagartixa "bela", eles prometem mas não cumprem e isto é muito feio. Se prometermos temos que cumprir.
A palavra vale ouro!Depois de pronunciada deixa de nos pertencer e se transforma num compromisso que deve ser cumprido. 
*soninha*

16 de nov de 2013

Desculpas


Peço desculpas pela  minha ausência do blog; sou portadora de várias hérnias de disco, estou em crise na lombar que me impossibilita permanecer sentada. Espero em Deus que logo esteja totalmente recuperada.

*soninha*

7 de nov de 2013

*A formiguinha e a cobra *


A formiguinha "bimbinha" adormecera debaixo da grande copa do umbuzeiro, numa sombra enorme de fazer gosto, quando, de repente, sentiu algo tocando-lhe o rostinho; era algo úmido e muito frio. 

Indiferente ao toque ela se espreguiçou longamente, esticando as suas perninhas até sentir que todo o seu corpinho havia se alongado e estava bem mais confortável. 


Bocejou, abriu os olhinhos e viu a causa daquele toque estranho no seu rostinho. 

Era dona cobra que, enroscada num dos galhos mais baixos do umbuzeiro, havia se esticado até conseguir lamber o seu rostinho com a sua língua fria e pegajosa.

Assustada e temerosa, "bimbinha" não deixou que a cobra notasse o seu medo, fingindo ser sua amiga e bastante corajosa. 

Vendo que a cobra olhava-a dentro dos seus olhinhos como se desejasse devorá-la, a formiguinha disse-lhe: 

*língua da cobra*

_Olá! dona cobra, a senhora deseja falar comigo ou estava apenas a acariciar-me? 

- Desejo sim formiguinha, desejo sim, respondeu dona cobra sibilando. 

_Pode falar dona cobra e muito obrigada pelo carinho,disse "bimbinha" enquanto esfregava as mãozinhas atrás das costas, para que a cobra não a visse tiritando de medo.

A cobra jajá pigarreou, soltou um longo suspiro e lhe falou: 

- Formiguinha, formiguinha, a sua vida hoje foi salva por um triz.

 _Por um triz dona "jajá" ? exclamou "bimbinha", sem compreender.

 - Sim formiguinha, eu ia lhe devorar quando você se espreguiçou então resolvi conversar para lhe dar um aviso. 

_Oh! dona "jajá", muito obrigada pela consideração de ter poupado a minha vida.Pode falar! Estou lhe escutando e pode me chamar pelo meu nome: "bimbinha", somos amigas não somos? 

A cobra "jajá" ignorou a pergunta de "bimbinha" sobre serem amigas e lhe disse:

- Sabe formiguinha, esta área ao redor do umbuzeiro pertence a minha família. Olhe para cima e veja quantas de nós moramos aqui.

*cobra na árvore*

"Bimbinha" deitou-se de barriga para cima, olhando com bastante atenção para o alto do umbuzeiro e qual não foi o seu espanto quando seus olhinhos se depararam com milhares de pares de olhos das cobras que ali viviam.

 _Puxa dona "jajá", a sua família é bem grande!! falou "bimbinha" dando uma risadinha para a cobra, perguntando-lhe: 

_É bom ter família grande assim com todos morando em um só lugar dona "jajá"? 

- É sim formiguinha, respondeu a cobra, nós nos amamos e nos respeitamos muito e vivemos muito unidas. 

*cobras*

_Que bom, disse "bimbinha". Agora que eu  já conheci a sua família dona cobra é só isso que a senhora deseja falar-me?

 - Não formiguinha, eu desejo lhe falar que esta área nos pertence e não permitimos que nenhum outro animal ocupe-a nem mesmo para tirar um simples cochilo debaixo do umbuzeiro.

 _Oh! dona "jajá", mil perdões pois eu não sabia. 

- Eu sei que você não sabia formiguinha, porque no dia em que dei o aviso você não estava entre nós e foi por isto que lhe poupei a vida. Não seria justo eu lhe devorar por você ter feito algo que me desagradou mas que você não sabia. 

De agora em diante estás sabendo não é mesmo formiguinha?? Não quero ver nem você nem alguma outra das suas amigas formiguinhas dormitando debaixo do nosso umbuzeiro, subindo pelos seus galhos nem construindo formigueiros na sua área. 

*formiguinhas*

_Está certo dona cobra, nós respeitaremos a sua área e o seu desejo, ficaremos bem distante.

Desde então as formiguinhas nunca mais se aproximaram do umbuzeiro que, segundo a dona cobra pertencia a sua família. 

*trabalhador usando a motosserra*

Numa certa manhã ensolarada ouviu-se um alvoroço na área do umbuzeiro e todos os animais correram para ver o que estava acontecendo. 

Era o senhor que havia mandado os empregados derrubar o umbuzeiro com a motosserra e,quando eles começaram o trabalho as cobras assustadas tentaram reagir mas os homens não entendiam a sua linguagem e, quando elas investiam contra eles, eles a matavam com a motosserra. 

As poucas que sobreviveram tiveram que rastejar rapidinho em busca de esconderijos em outros cantos da fazenda. 

O pedaço da árvore que sobrou foi tão pequeno que não dava sequer para uma só cobra utilizar como esconderijo. Era um toco! 


*toco de árvore*

As formiguinhas tagarelas e brejeiras aproveitaram o toco para brincarem subindo e descendo nele, construíram um belo formigueiro debaixo dele e viveram ali, felizes, por muitos e muitos anos.

"Bimbinha" passou muitos dias procurando pela cobra "jajá" mas nunca a encontrou e às vezes suas amiguinhas encontravam-na conversando com os passarinhos, perguntando pra eles se eles tinham visto a cobra "jajá"?

*formiguinha fala com o passarinho*

Mas os passarinhos também não sabiam onde "jajá" se encontrava...

E as cobras vivem, até hoje, rastejando sempre em busca de um local onde se esconderem.

*soninha*


*umbu, fruto do umbuzeiro*

beijinhos de alegria...

Não dê armas às crianças!!

Não dê armas às crianças!!