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2 de abr de 2016

Dia Mundial de Conscientização do Autismo, decretado pela ONU


No dia 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU), pais, profissionais e governantes procuraram se unir para a conscientização da síndrome que cada vez mais afeta novas crianças. 

Não há estatística oficial entre os brasileiros, mas especialistas acreditam que a proporção seja semelhante à encontrada em outras partes do mundo. Dados mais recentes divulgados pela CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA mostram que uma em cada 50 crianças tem o transtorno. Sabe-se que, em crianças, o autismo é mais comum do que AIDS, câncer e diabetes. Enquanto nos Estados Unidos pediatras são treinados para identificar os transtornos do espectro autista até os três anos, no Brasil, o diagnóstico é feito, em média, entre os cinco e os sete anos de idade. Muito tarde! 

Mas o que é o Autismo? Vamos lá! 

Os Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) referem-se a um grupo de transtornos caracterizados por prejuízos nas habilidades de interação social e comunicação, e presença de comportamentos, interesses e atividades estereotipados. Há uma grande heterogeneidade na apresentação do TEA, tanto com relação à configuração e severidade dos sintomas comportamentais. Por ser uma síndrome comportamental, não é possível detectá-la através de exames laboratoriais. O diagnóstico é clínico (baseado em observações), daí a necessidade de bons parâmetros diagnósticos e equipe interdisciplinar. A atual dificuldade de identificação de subgrupos de TEA, que poderiam direcionar tratamentos e viabilizar melhores prognósticos, dificulta progressos no desenvolvimento de novas abordagens de tratamento destes pacientes. 
Estima-se que 90% dos brasileiros com autismo não tenham sido diagnosticados. 

Fique atento! A criança que até os dois anos: 

 Apresenta atrasos ou falhas na comunicação verbal e não-verbal; 

 Não aponta objetos; 

 Não atende quando é chamada pelo nome; 

 Apresenta apego a rotinas; 

 Apresenta apego exagerado a um objeto; 

 Utiliza uma pessoa como objeto; 

Deve ser avaliada por neuropediatra ou psiquiatra infantil. 

Ainda sem saber ao certo o que causa o autismo, cientistas do mundo inteiro têm trabalhado em conjunto na busca por respostas. Com destaque para o neurocientista brasileiro Alysson Muotri, que trabalha e reside em San Diego (California, EUA), e destacou-se recentemente ao conseguir "curar" um neurônio "autista" (com Síndrome de Rett – um tipo grave de autismo) em laboratório e abrir as portas para o desenvolvimento de uma droga eficiente contra essa complexa síndrome. O feito foi publicado na revista científica Cell. 

Já temos visto resultados da nossa luta e a maior delas até o momento é a LEI Nº 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012 (LEI BERENICE PIANA), que Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3 º do art. 98 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que garante uma adequação à carga horária do servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente portador de deficiência física, mediante compensação do horário. 

Celebrando também o Dia Mundial da Conscientização do Autismo está inserida a campanha mundial “Light It Up Blue”, que visa solicitar a todas as autoridades públicas que iluminem de Azul a sua cidade, edifícios ou monumentos. O azul foi definido como a cor símbolo do autismo, porque a síndrome é mais comum nos meninos — na proporção de quatro meninos para cada menina. A ideia é iluminar pontos importantes do planeta na cor azul para chamar a atenção da sociedade, poder falar sobre autismo e levantar a discussão a respeito dessa complexa síndrome. Em 2014 milhares de pessoas participaram no mundo inteiro, iluminando mais de 10.000 edifícios e monumentos de 136 países na cor Azul. No Brasil, o destaque foi para o Cristo Redentor no Rio de Janeiro.

Um dos únicos consensos entre a comunidade médica em todo o mundo é de que quanto antes o diagnóstico for feito e o tratamento iniciado, melhor será a qualidade de vida da pessoa com autismo. 

“O Autismo é muito contagioso... 

As pessoas que vivem ou trabalham com alguém com autismo são contagiadas por um estranho vírus que as modificam e as tornam mais tolerantes, compreensivas, imunes às frustrações, corajosas, com tendências a se dedicar e falar coisas raras como o AMOR. 

O Autismo muda os que passam a conhecer, 
Atreva-se você também a conhecê-lo! 
Você se tornará uma pessoa melhor!” 

(Autor desconhecido)
A fita feita de peças z quebra-cabeça coloridas, que representa o mistério e a complexidade do autismo, é um símbolo mundial da conscientização em relação a esta patologia.

Ser diferente é normal! 
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Não dê armas às crianças!!

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