Estamos de volta!!

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O Inverno Chegou...

18 de abr de 2010

FRANCISCO E CLARA

Ilustração: Gustavo Tonietto Reis
 


Francisco e Clara

Francisco é um moço conhecido em Assis, porque é gentil com todos. As pessoas da cidade acreditam que Francisco se tornará um rico mercador de tecidos, assim como seu pai.

Talvez, mas por enquanto Francisco sonha em se tornar cavaleiro, como os da Távola Redonda. E seu sonho torna-se realidade. Logo sai valente em importante batalha e voltará aclamado por todos. Ganhará de seu pai preciosíssima vestimenta ornamentada em ouro, e uma espada de ouro para enfrentar o inimigo e ...

Pelo amor de Deus, um pouco de caridade!, suplica um mendigo à sua porta.

Sai! Sai!, diz Francisco. Mas logo cai em si. Como? É assim que se comporta um cavaleiro? Ele vem em nome de Deus, não posso negar-lhe o que me pede. E sai agarrando algumas moedas, atrás do mendigo.

Na praça, há tantos outros mendigos! Demais para as poucas moedas que traz consigo. O que poderá fazer?

Francisco despoja-se então de tudo quanto possui: dinheiro, belas roupas, alimentos refinados e doa tudo aos pobres.

É louco! – diz alguém.

É generoso e fará grandes coisas pelos outros, sussurra Clara.

Nem mesmo seu pai o entende, aliás ele está furioso! Como pode seu filho sair por aí magro e sujo? E ainda com essa idéia de distribuir seu dinheiro entre os pobres?

Desse dia em diante, Francisco quer servir a Deus e ajudar aos pobres.

Alguns de seus amigos se emocionam com Francisco falando da pobreza e um a um eles também se separam pouco a pouco do dinheiro, que só proporciona coisas passageiras.

Começam a reformar a Igreja de São Damião e a todos que encontram falam de Deus e de como achar a paz dentro de si mesmos. Para viver, ajudam os camponeses em troca de pão. Muitos zombam deles, mas cada vez mais numerosos são os que decidem seguir Francisco.

Logo mais, Clara se decide, e vai se encontrar com aquele que como ela é generoso e ama a Deus e a seus semelhantes. Clara fica emocionada ao ver como cuidam das flores, da horta, das árvores e dos animais.

No Natal, quis Francisco festejá-lo pela primeira vez: com a gruta, o asno, o boi e a manjedoura sobre a qual imaginava estar deitado Jesus, que tinha escolhido nascer pobre e humilde na Terra.

A partir daquela noite, o gesto se repetiria, com a criação do presépio, relembrando aquela que foi, para Francisco, “a festa das festas e de toda Criação”.

Adaptação da obra Francisco e Clara, de Guido Visconti, ed. Ática


bjs,soninha

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Não dê armas às crianças!!

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