Estamos de volta!!

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Viva o Verão...

12 de jul. de 2010

ANJOS

  ANJOS


O menino acordou pela manhã e perguntou a sua mãe se os anjos existiam, de verdade, porque ele nunca vira nenhum.

Como sua mãe lhe dissesse que eles existiam, resolveu seguir pela estrada até encontrar um anjo.

A mãe aprovou a idéia e disse que iria com ele.

“Mas você anda muito devagar, por causa do seu pé aleijado.”- reclamou ele.

Mesmo assim, lá se foram os dois. O garoto, na frente, saltando, pulando feliz e a mãe, atrás, mancando.

De repente, ele viu uma carruagem majestosa, puxada por cavalos brancos. Dentro, uma linda dama. Correu e perguntou:

“Moça, você é um anjo?”



Ela resmungou alguma coisa, pediu ao cocheiro que chicoteasse os cavalos e a carruagem sumiu, deixando um enorme rastro de poeira.

O garoto quase sufocou. Sua mãe chegou e limpou a poeira com seu avental de algodão azul.

“Ela não era um anjo”, pensou ele.

Mais adiante, encontrou uma moça linda, vestida de branco, com olhos da cor do céu.

“Você é um anjo?” - perguntou logo o pequeno.

A moça estava apaixonada. Disse que o namorado sempre falava que ela era um anjo. Pegou o garoto no colo e o abraçou. Nisso, chegou o namorado e ela largou o menino, tão depressa, que ele caiu.




Sua mãe chegou e lhe enxugou as lágrimas com seu avental de algodão azul.

Aquela moça, também, não era um anjo.

O garoto abraçou o pescoço da mãe e como estivesse cansado, perguntou se ela o carregaria.

“Claro, meu filho. Foi para isso que eu vim.”

Com o fardo precioso nos braços, a mãe foi mancando pelo caminho, cantando a música que ele mais gostava.

“Mãe. Você não é um anjo?”

Ela sorriu e falou mansinho:

“Imagine, meu filho. Nenhum anjo usaria um avental de algodão azul como o meu.”


Adaptação do texto Sobre anjos, de Laura E. Richards, de O livro das virtudes II, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira.


bjs,soninha

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Não dê armas às crianças!!

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