Estamos de volta!!

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O Inverno Chegou...

26 de ago de 2010

JOÃO DE BARRO


João de barro


Todo ser vivo nasce, cresce e depois segue o seu próprio rumo.

Assim foi com um jovenzinho João-de-Barro que aprendendo a voar, bateu asas e voou para outros recantos da floresta.

Voou longamente... até que encontrou um lugar bonito, rico em alimentos e água onde começou a construir sua primeira casinha. Trabalhou vários dias, indo e vindo, trazendo barro e raízes no bico até terminá-la.

Acabando a construção, João-de-Barro saiu a procurar uma companheira para se casar e juntos habitarem aquela bonita e segura casa.

Enquanto João-de-Barro voava pelos recantos da floresta, um casal de Periquitinhos Tuins passou em frente da bela casinha de barro e, imaginando que ela não pertencia a alguém, entrou e dela se apossou.

A mamãe Tuim, então, botou cinco ovinhos que passou a chocar tranqüila e alegremente.

Passados alguns dias, o João-de-Barro retornou com sua namorada para mostrar-lhe a futura casinha, onde haveriam de habitar e ser felizes.

O papai Tuim ao vê-los perguntou-lhes o que queriam, impedindo-os de entrarem porque lá dentro a mamãe Tuim chocava os ovinhos.




João-de-Barro muito se entristeceu, concluindo que sem a sua casa, perderia a namorada.

João-de-Barro pensou... pensou e, finalmente, disse ao papai Tuim:

– Sou jovem e forte. Fique com essa casa para você e sua família. Construir outra não me será trabalhoso, além do mais, meu pai ensinou-me que não devemos nos apegar aos bens materiais. Doando com alegria esta casinha que construí com amor, estarei juntando um pequeno tesouro de paz, alegria e felicidade, para a minha vida.

Atenta, a namorada do João-de-Barro que a tudo ouvia, comovendo-se com tamanha generosidade, abraçou-o prometendo estar sempre ao seu lado. Juntos iriam construir a nova casa de barro e raízes. Ajudando-se mutuamente iriam construir uma família feliz!




Tudo terminou em paz e, ainda hoje, os Joões-de-Barro constroem casas para os Tuins, encantando os recantos silvestres da Terra com suas incansáveis melodias.


Adaptação de conto enviado por Jurandir Ap. Pereira
Redação || jornal@feparana.com.br

bjs,soninha
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Não dê armas às crianças!!

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