Estamos de volta!!

Estamos de volta!!
São João está chegando...

31 de ago de 2010

** A PULGUINHA BAILARINA **


** A PULGUINHA BAILARINA **


A pulguinha bailarina
vai pra baixo,vai pra cima
no cachorro da menina
na cadela do anão...
dá um pulo e cai no chão!
Lá vem o pé...lá vem o pé...
É o pé do seu João!
Um pezão quarenta e dois
Um sozinho vale dois...
Pula,pula a pulguinha
tá com medo a coitadinha
foi pra a calça do João
se escondeu lá, na bainha
tá quieta,caladinha
deu uma leve espiadinha
e picou a sua perna
ele deu um "safanão"!
Lá se vai dona pulguinha
"pinotando" pelo chão...
Pula em cima...pula em baixo
na maior animação!


bjs,soninha

30 de ago de 2010

** O SAPINHO CURURU E A ABELHINHA JOJÓ **


 
Vivia o sapinho cururu numa bela lagoa rodeada por lindas árvores cujas flores coloridas perfumavam o ar e espalhavam pétalas macias que davam o aspecto de um lindo tapete de veludo estendido no chão.

Cururu refrescava-se mergulhando nas águas límpidas e frias da lagoa enquanto esticava a sua enorme língua para capturar alguns insetos que por alí passavam. De repente surge um inseto voando rápido,pertinho dele e,mais rápido ainda ele esticou a língua na tentativa de capturá-lo,quando escutou uma vozinha falando-lhe:



- Se olha cururu, não vê que não sou comida pra o teu papo?! Eu sou jojó a abelhinha mais importante desta  região pois sei fabricar um mel que cura asma e muitas outras doenças. 





Cururu olhou-a sério e disse-lhe:

- Ora jojó, deixa de bobagens pois todos nós somos importantes na Natureza. Você fabrica o mel,eu como insetos que pertubam os humanos e transmitem doenças, as cobras fornecem o veneno que fabrica o soro para combater o seu próprio veneno, o escorpião também, e assim todos somos úteis.




Jojó,meio encabulada com aquela resposta que não esperava,retrucou:




- Pode ser...pode ser...mas você não fabrica o mel precioso que eu fabrico,então eu sou mais importante do que você.

Jojó calou-se fazendo um ar de vaidade e não percebeu que uma forte ventania estava se aproximando enquanto ela ía de flor em flor colhendo o néctar para fabricar o mel,quando foi surpreendida pelo vento que a arrastou com violência jogando-a dentro das águas da lagoa. A abelhinha com medo de morrer gritava:

- Socorro sapinho, socorro! Salve-me, pelo amor de Deus!




Cururu que se encontrava bem firme sobre um cogumelo respondeu-lhe:




- Só lhe salvo porque você pediu pelo amor de Deus; se não fosse por isto eu deixaria você afogar esta sua vaidade junto com você no fundo da lagoa. Mas,como eu amo e respeito Deus ,vou lhe salvar.Dito isto o sapinho mergulhou na lagoa rapidinho e trouxe a abelhinha presa às suas costas colocando-a com todo cuidado sobre a relva macia onde ela se recuperou do susto.

Quando o sapinho percebeu que a jojó estava bem,perguntou-lhe:

- Então amiga, ainda se acha melhor do que eu só porque você fabrica o mel precioso e eu não?

Envergonhada com a sua atitude ela respondeu-lhe:



- Desculpe-me cururu,por favor me desculpe.eu fui uma boba este tempo todo imaginando ser muito importante por causa do mel que fabrico.Você me fez entender que nós nos completamos na Naureza e que cada um de nós tem o seu importante papel,não é mesmo?

- É isso mesmo! falou o sapinho,acrescentando: quando Deus nos criou Ele deu a cada um de nós uma tarefa a ser realizada aqui no mundo e todas são importantes.Alguns acham que a sua é maior,melhor e mais importante do que a do outro apenas porque não prestam àtenção como tudo se liga no Universo. Bom que  você entendeu, agora você vai ensinando aos outros está bem assim?




- Claro amigo,claro! Vou fazer isto mesmo por aí afora com todos que eu encontrar e sempre que tiver oportunidade. Agora eu me vou com a promessa de que voltarei para lhe visitar mais vezes,posso vir? perguntou jojó meio desconfiada.



- Venha mesmo amiga,ficarei muito contente com a sua visita, e se puder me traga um pouco do seu delicioso mel, disse o sapinho com um sorriso largo .

- Ué,e você come mel?! Eu não sabia!! falou jojó,surpresa...

- Não é pra mim não minha amiga, é pra o meu amigo urso "bimbim", ele adora mel! disse curruru enquanto saía saltitando de pedra em pedra,acenando adeuzinhos para jojó.

Cururu saltitava e jojó retornava para a sua colmeia.

Jojó aprendeu a grande lição do valor do trabalho de cada um e o respeito pelo mesmo e nunca mais ela se comportou com tanta vaidade.

Trabalhando: O VALOR DO TRABALHO, A HUMILDADE, A VAIDADE E O ORGULHO


bjs,soninha

29 de ago de 2010

** PINGO,UM MENINO NOTA 10**


** PINGO,UM MENINO NOTA 10 **


Todos lhe chamavam "pingo" por ser um garoto miudinho,apesar dos seus dez anos de idade, magrinho e tímido.Levava a vida brincando,frequentando a escola e tentando ajudar as pessoas. Quando ía ou saía da aula lá estava Pingo na sinaleira ajudando as velhinhas a atravessarem a rua com segurança; segurava-as pela mão e,com muita paciência e carinho realizava a sua boa ação.

Certa vez aconteceu que houve uma chuva muito forte onde ele morava e muitas crianças perderam todas  as suas roupas e ficaram sem estudar por falta de material. Lá se vai o pingo de porta em porta pedindo roupas e material escolar,conseguindo organizar um grupo para ajudá-lo com muito sucesso.

Muitas vezes ele escondia parte das suas refeições para doar às crianças famintas que ficavam  nas proximidades da sua casa,e ainda pedia mais alguma coisa a sua mãe e ía todo feliz realizar a boa ação.A sua felicidade consistia em fazer as outras pessoas felizes. Ele só era feliz quando via que tinha conseguido levar um pouco de alegria e felicidade para outras pessoas.

Esta alegria de ajudar os outros que Pingo possuía foi contagiando as outras crianças e até muitos adultos da cidade,chegando ao ponto de ninguém mais passar por grandes necessidades,pois tinha sempre alguém ajudando.A fama de Pingo se espalhou por todas as cidades vizinhas e muitas pessoas viajaram para conhecer aquele menino cuja vida era buscar fazer a felicidade dos outros.

Embora todos elogiassem as suas atitudes,Pingo nunca ficou envaidecido nem orgulhoso porque ele sabia que tudo que ele fazia só resultava em êxito porque Deus permitia e se Ele não permitisse nada daria certo.Assim era Pingo,humilde e feliz em poder compartilhar a sua felicidade com mais pessoas e em saber que ele era apenas um instrumento da vontade de Deus.

Dar bons exemplos como Pingo é sempre uma grande virtude agradável a Deus .

Trabalhando a: SOLIDARIEDADE, A ALEGRIA DE SERVIR,O AMOR AO PRÓXIMO E A HUMILDADE.


bjs,soninha

28 de ago de 2010

UM MIMO PARA OS VISITANTES!

montagem de fotos


Feito com carinho para vocês!

bjs,soninha


** ESTUDANDO A TABUADA **



** ESTUDANDO A TABUADA **


Venham aqui,criancinhas
Pois é hora de estudar
Vou abrir a tabuada
E logo perguntar...


Dois mais dois são 22
Está certo ou errado?
Quem achar que está correto
Fique aqui,bem ao meu lado.


Um mais um,formaram onze
Ou apenas formam dois...
É o três que vem antes
Ou será que vem depois? 


Três mais três é meia dúzia
Ou será apenas seis
Se estou certa ou errada
Digam logo, de uma vez.


Nove e nove são dezoito
Ou uma dúzia e meia...
Por que estão me olhando
Com esta cara feia?


Dez mais dez,vinte formaram
Os dedinhos dos pés e mãos
Que juntinhas,semearam
Na terra,vinte grãos.


Cinco e cinco,enxergo dez
Dedinhos das minhas mãos
Junto cinco com mais cinco
Vejo um lindo coração.





 bjs,soninha

** O PINTINHO PIRIRICA**


 ** O PINTINHO PIRIRICA **


O pintinho piririca
cisca,cisca...ele cisca
ao lado da galinha
e dos seus irmãozinhos
procurando comidinha...

O pintinho piririca
cisca,cisca...ele cisca.
Farelinhos de comida

ou pequeninos grãos
se transformam rapidinho
em comida pra o papinho...
em comida pra o papão...
dos pintinhos e da galinha
e também do seu pavão!

O pintinho piririca
cisca,cisca...ele cisca!

E como cisca!

bjs,soninha

DECLARAÇÃO UNIVERSAL


DOS DIREITOS DOS ANIMAIS






ARTIGO 2

Cada animal tem direito ao respeito.O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais, ou explorá-los, violando esse direito. Ele tem o dever de colocar sua consciência a seviço dos outros animais.Cada animal tem direito à consideração, à cura e à proteção do homem.

Reflitam!

27 de ago de 2010

OS TRIGÊMEOS


 


OS TRIGÊMEOS


Dona Maura tinha 3 filhos gêmeos: Marcos, Mauricio e Marcelo.

Marcos era um menino muito estudioso, gostava muito de estudar, e procurava sempre aprender cada vez mais. Fazia isso através de muita leitura e dedicava-se cada vez mais na sala de aula.

Mauricio aprendia com muita facilidade, apesar de não gostar tanto de estudar como Marcos, mas procurava junto à professora auxiliar as outras crianças que tinham dúvidas. Isso o motivava a estudar, pois ele gostava muito de ajudar ao próximo.

Marcelo dos três irmãos era o que tinha mais dificuldades com o estudo, era preguiçoso e só estudava nos dias de prova, procurando decorar a matéria, pensando em tirar a nota mínima para passar.

O tempo passou, os meninos cresceram e bem diferente foi o futuro de cada um.

Mauricio tem um bom emprego e continua envolvido com estudos e pesquisas para melhorar no seu trabalho. Marcos também tem um bom emprego e procura ajudar o irmão

Marcelo que continua com a sua dificuldade, pois a preguiça o impede de vencer essa dificuldade. Para Marcelo tudo é muito chato e cansa muito. As oportunidades para Marcos e Mauricio continuam a aparecer e eles as aproveitam como podem. Já Marcelo acha que Deus se esqueceu dele.


Autor Desconhecido

Esta historinha seve para nos mostrar quanto a preguiça pode atrapalhar a vida de alguém.Portanto,assim que ela chegar pertinho de você diga assim para ela:


- PREGUIÇA?!TÔ FORA!!


bjs,soninha

26 de ago de 2010

** TORRÃO DE AÇÚCAR **


** TORRÃO DE AÇÚCAR **


Branquinho como a neve
Docinho como o mel
Coloquei meu coração
Neste pedacinho do céu.


Adoçando os meus pratos
O meu suco e o meu manjar
Tão gostoso nunca vi
E nem posso imaginar...


No café ele mergulha
Se derrete aos pouquinhos 
Como uma doce mãe
Nos cobrindo com carinhos


Quem criou esta delícia
Merece um abração
Pois já está guardado
Dentro do meu coração.


bjs,soninha


** A PRINCESA LINA E O DRAGÃO AZUL **



** A PRINCESA LINA E O DRAGÃO AZUL **


No Reino do Faz de Conta a princesa Lina vivia ao lado do rei Siva e da rainha Sani ,seus pais, que a adoravam e faziam tudo para agradá-la. A rainha aconselhava a filha a estudar e tratar bem a todos, pois estes princípios eram importantes na vida de uma pessoa.Lina,sempre obediente,enchia o coração dos pais de alegria e felicidade,cada vez mais.

Uma tarde fria de inverno a princesa lia perto da lareira quando percebeu uma sombra passando juntinho da janela da sala e ficou muito assustada ao reconhecer o dragão azul, famoso por ser ágil e esperto ao pegar as suas presas e voar bem alto a fim de escondê-las no topo das montanhas.




A princesa fechou os ferrolhos das janelas, colocou as trancas e puxou as cortinas para não vê-lo ,voltando à leitura .Passado alguns minutos ouviu-se um forte estrondo na lareira.Era o dragão que,sem importar-se com as chamas e o calor desceu pelas suas paredes a fim de raptar a princesa Lina. 




Coitado do dragão! 

Lina havia contado ao seu pai que o dragão estava voando perto da janela da sala onde ela estava lendo , então o rei determinou que dez soldados armados com lanças afiadas e mortais ficassem na sala enquanto a princesa ali estivesse. Foram estes bravos soldados que receberam o dragão na ponta das suas lanças matando-o  e jogando-o no fosso profundo,cheio de águas escuras,que rodeia o palácio




Assim,a princesa Lina foi salva das garras do dragão.Conta-se que todas as noites ouvia-se um forte e alto urro vindo das imediações do fosso e todos acreditavam ser a alma do dragão que chorava de arrependimento por haver tentado fazer mal à princesa.

Os anos se passaram,a princesa casou-se com um lord e mudou-se para o Reino da Magia ;desde então os urros do dragão nunca mais foram escutados. Parece mesmo que ele estava desejando desculpar-se com a princesa ...




 bjs,soninha


A ARMA INFALÍVEL



Certo dia, um homem revoltado e com muito ódio, escreveu uma carta malcriada e mandou para o chefe da
oficina que o havia despedido.

Era uma carta com ameaças cruéis. Quando o diretor do serviço leu as frases que expressavam ódio,guardou no próprio coração, e ficou furioso sem saber por quê. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e,, a pretexto de ver uma peça quebrada, jogou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.

Foi a vez de o subchefe ficar nervoso. Guardou o sentimento de raiva, ficando aborrecido por várias horas e, na hora do almoço, ao invés de comer, descarregou na esposa o perigoso veneno. Só por causa de um sapato mal engraxado, disse dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a sentir uma má sensação, em forma de raiva sem saber por quê. Repentinamente transtornada, se aproximou da empregada que fazia o serviço de calçados e desabafou com palavras ásperas, ferindo o coração da menina.

Agora, era uma pobre menina que tinha o sentimento ruim. Não podendo despejar nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, chegou perto do velho cão, dorminhoco e paciente, e lhe deu um pontapé.

O animal gritou, disparou e, mordeu a primeira pessoa que encontrou na rua.Era a esposa de um vizinho que, ferida na coxa, ficou enfurecida. Em gritaria desesperada, foi levada até a farmácia; mas, transferiu ao enfermeiro que a socorria todo aquele sentimento de raiva.

O rapaz muito prestativo, de calmo que era, se transformou em fera verdadeira. Revidou o tratamento com palavras ásperas e saiu, alucinado, para casa, onde a devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.

Estou farto! – gritou – a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja da minha frente!...

Disse nomes terríveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco.

A velhinha, porém, longe de se aborrecer, segurou em suas mãos e disse com naturalidade e carinho:

- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar. Mas, tenhamos bom ânimo! Lembremos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não esqueçamos do amor que o Mestre nos deixou...Abraçou-o, comovida, e afagou seus cabelos!

O filho observou seus olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo desculpas. Houve então entre os dois uma explosão de alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.

A projeção destrutiva do ódio morrera,afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.

 Retirada do livro: Alvorada Cristã - Francisco C. Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio,.


bjs,soninha

JOÃO DE BARRO


João de barro


Todo ser vivo nasce, cresce e depois segue o seu próprio rumo.

Assim foi com um jovenzinho João-de-Barro que aprendendo a voar, bateu asas e voou para outros recantos da floresta.

Voou longamente... até que encontrou um lugar bonito, rico em alimentos e água onde começou a construir sua primeira casinha. Trabalhou vários dias, indo e vindo, trazendo barro e raízes no bico até terminá-la.

Acabando a construção, João-de-Barro saiu a procurar uma companheira para se casar e juntos habitarem aquela bonita e segura casa.

Enquanto João-de-Barro voava pelos recantos da floresta, um casal de Periquitinhos Tuins passou em frente da bela casinha de barro e, imaginando que ela não pertencia a alguém, entrou e dela se apossou.

A mamãe Tuim, então, botou cinco ovinhos que passou a chocar tranqüila e alegremente.

Passados alguns dias, o João-de-Barro retornou com sua namorada para mostrar-lhe a futura casinha, onde haveriam de habitar e ser felizes.

O papai Tuim ao vê-los perguntou-lhes o que queriam, impedindo-os de entrarem porque lá dentro a mamãe Tuim chocava os ovinhos.




João-de-Barro muito se entristeceu, concluindo que sem a sua casa, perderia a namorada.

João-de-Barro pensou... pensou e, finalmente, disse ao papai Tuim:

– Sou jovem e forte. Fique com essa casa para você e sua família. Construir outra não me será trabalhoso, além do mais, meu pai ensinou-me que não devemos nos apegar aos bens materiais. Doando com alegria esta casinha que construí com amor, estarei juntando um pequeno tesouro de paz, alegria e felicidade, para a minha vida.

Atenta, a namorada do João-de-Barro que a tudo ouvia, comovendo-se com tamanha generosidade, abraçou-o prometendo estar sempre ao seu lado. Juntos iriam construir a nova casa de barro e raízes. Ajudando-se mutuamente iriam construir uma família feliz!




Tudo terminou em paz e, ainda hoje, os Joões-de-Barro constroem casas para os Tuins, encantando os recantos silvestres da Terra com suas incansáveis melodias.


Adaptação de conto enviado por Jurandir Ap. Pereira
Redação || jornal@feparana.com.br

bjs,soninha

18 de ago de 2010

** FILOMENA... FILOMENA **



** FILOMENA... FILOMENA **


Filomena,coitadinha
É meio atrapalhada
E por pequeninas coisas
Logo logo,está zangada.


Gosta muito de animais
Porém não sabe cuidar
Inda fica aborrecida
Se nós vamos lhe ensinar.


Outro dia esta menina
Deu banho nos cãezinhos
E para que secassem
Os deixou penduradinhos


Quais roupinhas no varal
Lá estavam,coitadinhos
Até que enxugassem
Ficaram cansadinhos... 


Filomena,Filomena
Você até que é legal
E eu sei que estas coisas
Você não faz por mal.


Quando você aprender
A fazer as coisas certas
Deixará de ser bobinha
E será: Garota Esperta!


Filomena...filomena...
Se liga menina!


bjs,soninha

17 de ago de 2010

** LULINHA E O ANJINHO **



** LULINHA E O ANJINHO **


Era apenas um pequenino raio de sol que se estendia do alto até a Terra invadindo a nossa vida,melhorando a nossa saúde,nutrindo os vegetais,aquecendo as flores resfriadas pelo sereno da noite e servindo de passarela entre o céu e Terra para que os anjos viessem nos ajudar.

Linda passarela! 

Os anjos desfilavam com tamanha segurança como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.Lulinha observava aquele lento caminhar de criaturinhas que brilhavam como se fossem estrelas e sentiu vontade de fazer o mesmo passeio sobre passarela tão linda. Estava pensando nisto quando se deu conta que lá estava ele,sobre a passarela segurando a mão de um anjo cujas vestes brilhavam mais que o sol.

- Como você soube que eu queria passear aqui? perguntou Lulinha ao anjo.

- Eu leio os pensamentos das crianças,foi assim que li os seus e satisfiz o seu desejo.Ficou contente? falou o anjo com uma vozinha semelhante a uma orquestra de pássaros.

- Estou sim! estou muito,muito feliz,respondeu o garoto enquanto abraçava fortemente o anjinho e beijava-lhe a face ao tempo em que perguntava: 

- o que vocês fazem aqui na Terra?




- Nós trazemos do céu o adubo para fazer germinar as sementes do amor,da gratidão,paz,alegria e tudo de bom que existe na alma humana.

Falou o anjo em tom pensativo

- Quer dizer que o homem tem uma alma onde estão estas sementinhas todas e vocês trazem o adubo para elas?E o que é adubo? perguntou Lulinha com os olhinhos arregalados.

O anjinho sorriu um sorriso largo e lindo qual um terno alvorecer e respondeu com muita paciência,ao garoto: 

- O adubo é como um remedinho que nós colocamos nas sementinhas para que elas não morram e possam germinar fazendo surgir as árvores que terão folhas,flores e frutos. Entendeu?! 

- Mais ou menos,anjinho.Mais ou menos...rs..Mas,me diz uma coisinha.Como é que vocês colocam este tal de adubo ou remedinho nas sementinhas da nossa alma? perguntou Lulinha ,olhando nos olhos do anjinho,onde lá no fundo ele via brilhar uma luz violeta e perfumada.




- Meu garoto...falou o anjo, este trabalho é um pouquinho difícil mas com paciência nós conseguimos.Nós chegamos pertinho dos homens,falamos aos seus ouvidos das coisas belas que Deus criou para todos e como Deus precisa de todas as criaturas para que estas coisas estejam na vida de todos fazendo a  sua felicidade . Falamos da alegria,da bondade,da solidariedade,do perdão e do Amor que resume tudo.Falamos e falamos muitas e muitas vezes até eles nos escutarem e nos atenderem.Quando esgotamos a nossa energia nós subimos ao céu descansamos um pouco e retornamos renovados.É assim meu garoto,fácil não?!

- É anjinho! É fácil e é difícil porque falar com os surdos não é fácil não.Falou Lulinha piscando para o anjinho.

O anjinho deu uma gargalhada sonora e cristalina e disse-lhe:

- Com os surdos nós usamos a linguagem dos sinais.Esqueceu dela?! riu novamente e acrescentou. Agora é hora de você voltar para casa enquanto continuo o meu trabalho,está bem assim guri?!

- Claro anjinho!Claro! mas eu vou te falar uma última coisa: - um dia eu serei um anjo!

- Será sim! Será mesmo; respondeu-lhe o anjinho.Enquanto isto vê se escuta o que nós falamos ao seu ouvido todos os dias,está bem?! 

- Está bem! Está bem! Vou limpar os ouvidos...rs..rs..; falou o menino às gargalhadas.



O anjinho desapareceu lá nas alturas enquanto Lulinha deitado sob a copa da mangueira no seu quintal tinha o olhar perdido no infinito....



Trabalhando: Valores morais e ajuda espiritual.


bjs,soninha


** O LOBO MAU E A BRUXA **




 ** O LOBO MAU E A BRUXA **


Um dia,no meu quintal
Lobo mau apareceu
E a minha bonequinha
Ligeirinha se escondeu.


 

Nos meu braços,encolhidinha
Quietinha,ela orava
Chamando a fada madrinha
Que ela,aflita,esperava




Mas a doce fada madrinha
Não ouviu o seu chamado
Quem surgiu foi a bruxinha
Que falou em tom zangado:




- Deixe de "choraminguelas"
Não vamos lhe fazer mal
Trouxe fitas amarelas
E as prendi no seu varal




A boneca desconfiada
Na bruxa não acreditava
E permaneceu calada
Bem quietinha,me olhava.




Foi então que o lobo mau
Com a bruxa se abraçou
Deu um giro no quintal
Pra o telhado,se mandou...



Lá do alto, ele gritou:
Eu tenho que ir embora
-"Se agora eu me vou...
Voltarei em outra hora!"




E assim o lobo mau
Se mandou pra bem distante
Foi morar noutro local
Na Cidade dos Gigantes!




 
bjs,soninha

16 de ago de 2010

** ESPANTALHOS E PASSARINHOS **



** ESPANTALHOS E PASSARINHOS **


A tarde se preparava para descansar e dar lugar à noite quando um forte vento começou a passear pelo milharal como se desejasse arrancar todas as espigas e levá-las consigo.

Os espantalhos espalhados pelas muitas alas do campo estavam assustados e preocupados com medo que o vento não deixasse uma só espiga e o dono do milharal,seu Manu ficasse aborrecido com eles,como se eles pudessem controlar a fúria do vento.




Todos os espantalhos amendrotados correram dos seus postos para se esconderem dentro do celeiro esperando cessar a fúria do vento e eles pudessem voltar .Quando perceberam que tudo estava calmo lá fora no campo,saíram desconfiados imaginando que iriam encontrar o milharal destruído totalmente,mas qual não foi a surpresa que tiveram.A ventania havia cessado e o milharal estava totalmente intacto ,não havia sofrido nenhum prejuízo. Os espantalhos entreolharam-se e se perguntaram:




- O que será que aconteceu, um milagre?!

O espantalho juju,sorrindo respondeu:

- Deve ter sido um milagre sim! Agora vamos para os nossos postos e esperar para ver se alguém nos diz o que foi que realmente aconteceu por aqui.

Eles voltaram para os seus lugares e ficaram esperando.A noite chegou e nada de aparecer alguém que pudesse explicar o porquê daquele vento tão forte e agitado.Durante a madrugada muitos passarinhos pousaram nas cabeças,ombros e braços dos espantalhos e começaram a conversar sobre o acontecimento.




O sabiá fala para a juriti:

- Você sabe porque a ventania não destruiu o milharal?

- A juriti respondeu com os olhinhos arregalados: eu não,por que foi?

- Foi porque seu Manu orou e pediu a Deus uma orientação como combater as lagartas-do-cartucho que estavam atacando o milharal,falou o sabiá.

- Sim,disse a juriri e daí? O vento foi o remédio?

- Foi sim! O seu Manu,coitado,não tinha dinheiro para comprar o remédio que mata as lagartas então Deus mandou a ventania com ordem para varrer todas as lagartas e levá-las para bem distante,disse o sabiá.

- E agora ,elas atacarão outro milharal? perguntou a juriti,já preocupada.

- Nada disto juriti (falou o sabiá).Deus não é igual ao homem não,Ele é cuidadoso e correto.Ele mandou que o vento levasse as lagartas para um campo onde há muitas folhas saborosas a fim de que elas aprendam a comê-las e não causem prejuízo a ninguém.

- Ah! respirou fundo a juriti. Ainda bem né?! Deus é mesmo muito bom,não é sabiá?!

- Claro que é juriti! Claro que é! Que pergunta...falou o sabiá e saiu voando para a cabeça de outro espantalho. 

Os espantalhos se olharam e piscaram os olhos como se dissessem: 

- Pronto, já sabemos porque o vento não estragou o milharal, agora vamos dormir?!

O espantalho juju, o mais peralta de todos gritou:

- Vamos dormir pessoal!

O sabiá assustado perguntou para a juriti:

- Você escutou o espantalho falar ou será que estou sonhando?! 

Ao que a juriti respondeu:

- Você deve estar sonhando amigo,onde já se viu espantalho falar?!

O dia amanheceu encontrando as aves e os espantalhos adormecidos e sorrindo enquanto seu Manu passeava pelo milharal comentando baixinho:

- Estes espantalhos e passarinhos são mesmo grandes amigos,espantaram todas as lagartas,graças a Deus!




Trabalhando: O Poder da Oração.

bjs,soninha

A COELHINHA DAS ORELHAS GRANDES


 A COELHINHA DAS ORELHAS GRANDES


Aquela coelhinha era tao branca como as outras. Mas havia nela alguma coisa que a tornava diferente das demais; o seu entusiasmo pelas próprias orelhas. Acreditava que eram as maiores e mais bonitas de toda a região.

- Ah, como me sinto bem com essas belíssimas orelhas! exclamou, um belo dia à porta de sua toca. São tão grandes e tão belas!

As outras coelhas e seus respectivos maridos admitiam que eram orelhas muito bonitas; mas nada mais. Por que ela era assim tão vaidosa?

- A vida não depende de nossas orelhas, mas sim de nossas patas. Quanto mais ágeis e robustas forem, melhor para nós, costumavam dizer-lhes suas companheiras.

Mas a coelhinha não se convencia. Cada vez mais vaidosa, passava os dias a experimentar novos penteados que estivessem de acordo com suas esplêndidas orelhas. Não vivia para outra coisa.

Um belo dia, porém, a Natureza pôs as coisas no seu devido lugar. O lobo encontrou sua despensa vazia e, como tinha fome, decidiu sair para caçar. Como os outros animais de sua espécie, sentia uma atração especial por coelhos. Assim que os coelhos daquela região viram a sombra do lobo desataram a correr. Mas a coelhinha, ignorando o perigo que se avizinhava e ensaiando penteado após penteado, quase não se deu conta da presença do lobo.

Felizmente, apercebeu-se no último instante e fugiu a toda velocidade em direção a água do rio mais próximo. Desesperada, atirou-se para dentro dele e, milagre dos milagres, suas orelhas grandes e largas serviram-lhe para manter-se flutuando. Com elas, a coelhinha remou até estar fora do alcance do lobo.

Que grande susto! Ela reconsiderou suas atitudes e prometeu que, dali em diante, prestaria menos atenção às suas orelhas e mais ao que se passasse à sua volta.


Autor Desconhecido

bjs,soninha

FELICIDADE



Felicidade


Eram dois irmãos vindos da favela. Um deles deveria ter cinco anos e o outro dez. Pés descalços, braços nus. Batiam de porta em porta, pedindo comida. Estavam famintos.

Mas as portas não se abriam. A indiferença lhes atirava ao rosto expressões rudes, em que palavras como moleque, trabalho e filhos de ninguém se misturavam.

Finalmente, em uma casa singela, uma senhora atenta lhes disse:

- Vou ver se tenho alguma coisa para lhes dar. Coitadinhos.

E voltou com uma latinha de leite. Que alegria!

Os garotos se sentaram na calçada. O menor disse para o irmão:

- Você é mais velho, tome primeiro...

Estendeu a lata e ficou olhando-o, com a boca semi-aberta, mexendo a ponta da língua, parecendo sentir o gosto do líquido entre seus dentes brancos.

O menino de dez anos levou a lata à boca, no gesto de beber. Mas, apertou fortemente os lábios para que nenhuma gota do leite penetrasse. Depois, devolveu a latinha ao irmãozinho:

- Agora é a sua vez. Só um pouco, recomendou.

O pequeno deu um grande gole e exclamou:

- Como está gostoso!

- Agora eu, disse o mais velho. Tornou a levar a latinha, já meio vazia, à boca e repetiu o gesto de beber, sem beber nada.

- Agora você. Agora eu. Agora você.

Depois de quatro ou cinco goles, talvez seis, o menorzinho, barrigudinho, esgotou o leite todo. Sozinho.




Foi nesse momento que o mais extraordinário aconteceu. O mais velho começou a cantar e a jogar futebol com a latinha. Estava radiante, todo felicidade.

De estômago vazio. De coração transbordando de alegria, pulava com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas grandiosas sem dar importância.

Os dois irmãos desceram a rua, cantarolando, abraçados, demonstrando, que é sempre mais feliz aquele que dá do que aquele que recebe.




História adaptada do Momento Espírita “Lição de felicidade”, baseada em texto de autor desconhecido.

bjs,soninha

Não dê armas às crianças!!

Não dê armas às crianças!!